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No livro “Infância, educação e direitos humanos”, Sonia Kramer propõe o direito à experiência cultural para crianças, jovens e adultos, aliado ao direito de rir e brincar. O que significa esta ação na prática pedagógica, nas instituições de Educação Infantil?
A inclusão desta dimensão do prazer acarretaria uma secundarização do significado social e histórico da brincadeira, na formação e no desenvolvimento da criança.
Trata-se de incluir a brincadeira como experiência de cultura, vista na dimensão do prazer e não na dimensão da história.
A brincadeira é a experiência da cultura (teatro, arte, jogo), dá a possibilidade de expressar os sentimentos – inclusive o sofrimento, ou seja, modos de vida considerados como não prazer –, a dança, a literatura, o teatro, as histórias, etc, que possibilitam à criança criar e mudar a sua própria história.
Todas as experiências com a brincadeira estão escassas nas escolas e precisam ser revistas, pois as crianças estão perdendo o prazer embrincar.
Ainclusão desta dimensão do prazer acarretaria o fracasso do lado cognitivo da pedagogia e, por isso, a escola resiste em abrir espaço ao prazer