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“Vimos que a instituição pode ser educacional e adotar...

“Vimos que a instituição pode ser educacional e adotar práticas e cuidados que ocorrem no interior da família, sem precisar escorar-se em uma divisão disciplinar que compartimenta a criança. A instituição pode ser escolar e compreender que para uma criança pequena, a vida é algo que se experimenta por inteiro, sem divisões em âmbitos hierarquizados. Que para ela, a ampliação de seu universo cultural, o conhecimento do mundo, ocorre na constituição de sua identidade e autonomia, no interior de seu desenvolvimento pessoal e social, diferentemente da segmentação proposta (no RCN’).


Quando se indica a necessidade de tomar a criança como ponto de partida, quer se enfatizar a importância da formação profissional de quem irá educar essa criança nas instituições de educação infantil. Não é a criança que precisaria dominar conteúdos disciplinares, mas as pessoas que as educam.

Certamente, no interior de uma proposta que parta de uma criança pequena e das suas necessidades para pensar as práticas da instituição, várias das idéias contidas no documento (no RCN’) poderiam ser reaproveitadas”. (Kuhlmann Moyses Jr., Educação Infantil e Currículo. IN: Faria, Ana Lucia Goulart e Palhares, Marina Silveira (org), Educação Infantil: pós-LDB: rumos e desafios).

O autor acima citado ao analisar a reorientação curricular dos RCN’s considera que, se a criança é o ponto de partida, é preciso compreender que para ela conhecer o mundo envolve


A

a brincadeira, não como uma forma de linguagem.


B

o afeto, o prazer, o desprazer, a fantasia, o brincar, o movimento, a poesia.


C

acessos sistematizados e intencionais a conhecimentos escolares.


D

acesso a práticas do cuidado, da higiene, que não são eminentemente de caráter educativo.


E

acesso aos meios de comunicação mais modernos, como Internet, mesmo como brincadeira e não linguagem.