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“Compreendo que ao fazer música brincando, as crianças participam da experiência sonora num tempo de conexões significativas entre os acontecimentos, suspendendo o automatismo das ações para entrar em relação com o som, matéria-prima que provoca movimento apreendido pelo ouvido. [...] Logo, a música das culturas da infância é o BARULHAR. Inicialmente, a grande evidência constituída no barulhar das crianças acabava por confirmar o postulado de Campbell (1998), as crianças são música. [...] Nesse sentido, as crianças barulhavam porque tinham no seu corpo a sonoridade, essa necessidade humana sensível. Ao buscar oferecer sentido, contagiavam e eram contagiadas pelas culturas de pares, incorporando coerências musicais constituídas nas culturas legítimas e inventando autonomamente formas singulares de perpetuá-las, compreendê-las, significá-las, afrontá-las ou transformá-las” (LINO, 2010, p. 84). Considerando a musicalidade na Educação Infantil, o que seria esse “barulhar” ao qual a autora se refere?
A livre exploração dos sons do ambiente, dos objetos e do próprio corpo como forma de expressão e pesquisa das crianças.
As rodas cantadas acompanhadas dos gestos, enquanto aprendizagem do repertório cultural.
O barulho desordenado e sem sentido que as crianças fazem com os instrumentos musicais de brinquedo quando não há uma atividade dirigida pelo professor.
O excesso de sons e barulhos do cotidiano escolar que atrapalha a aprendizagem.