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A teoria pedagógica histórico-crítica ao examinar a natureza da educação a define como trabalho não material, cujo produto não se desprende do produtor. Isto significa que:
a atividade de ensino, a aula, por exemplo, supõe ao mesmo tempo a presença do professor e a presença do aluno, ou seja, o ato de dar aulas é inseparável da produção desse ato e do consumo desse ato. Em outras palavras, o modo de produção capitalista não consegue se apropriar plenamente desta modalidade específica de trabalho. Não se pode reduzir, de modo generalizado, o trabalho pedagógico à condição de mercadoria. Apenas parcialmente isto é possível.
o trabalho docente sob o capitalismo se iguala ao trabalho dos operários, que realizam atividade manual, sob a égide da indústria. Ambos podem ser plenamente expropriados, a partir de comandos tecnológicos específicos criados, de acordo com as necessidades das classes dominantes que os expropriam.
o trabalho docente no capitalismo pode ser plenamente dominado pelos chamados “pacotes pedagógicos”. Nesse caso uma aula pode ser produzida e convertida em pacote (sistemas digitais de gravação, software ou ao vivo) que pode ser adquirido como mercadoria a ser comercializada em toda a escolarização dos indivíduos.
a atividade educacional tem a característica de produto que é separado do seu produtor do ato de produção, tal como o artista e o médico, que podem, por exemplo, ter seus produtos, a música e as cirurgias, plenamente separadas do ato de produzi-las, a partir da gravação e das cirurgias corretivas de problemas de saúde, respectivamente.