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O Brasil está passando por diversas e aceleradas transformações: demográficas, sociais, tecnológicas, ambientais e políticas. Todas trazem consequências para as políticas educacionais, que precisam responder aos desafios e garantir o direito à educação de todos.
As afirmativas a seguir descrevem de forma pertinente como essas transições impactam a escola, os estudantes, os profissionais da educação e o processo de ensino-aprendizagem, à exceção de uma. Assinale-a.
Transição demográfica: o Censo 2022 aponta que o país está cada vez mais jovem e que a taxa de natalidade é muito desigual entre as mulheres mais pobres e as mais ricas, o que torna necessário implementar políticas públicas para ampliar a oferta gratuita no Ensino Infantil.
Transição social: a exigência de combater o racismo estrutural impacta a educação, percebida como instrumento de crítica e superação do mito da democracia racial brasileira, e estimula a inclusão nos currículos escolares do antirracismo como um dos valores da sociedade brasileira.
Transição tecnológica: o uso da inteligência artificial no ensino e gestão escolar implica capacitar estudantes, docentes e gestores a usarem as tecnologias de modo crítico e responsável, além de atentar como elas impactam o aprendizado, ensino e gestão, considerando os riscos para privacidade e reprodução de desigualdades.
Transição ambiental: a emergência da crise climática e a necessidade de preservação ambiental exigem o desenvolvimento de uma educação socioambiental que, apesar de contemplada transversalmente nos currículos escolares, ainda precisa ser consolidada.
Transição política: o aumento da violência na escola e a radicalização e polarização políticas recentes suscitam a necessidade de estimular uma educação voltada aos valores democráticos, incluindo nos currículos reflexões sobre equidade, gênero, etnia e direitos humanos, de modo a promover a identificação de possíveis soluções coletivas.