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A Língua Portuguesa estrutura-se a partir da combinação de vocábulos que conectados corretamente dão sentido: palavras combinadas formam frases; frases conectadas formam orações; orações transpostas por meio de conectivos formam períodos e assim por diante até chegar ao texto. Assim, inicia-se o trabalho com os alunos, paralelamente à ampliação do vocabulário, a elaboração de tópicos frasais. Veja o exemplo:

(Fonte: Damasio (2007). Pág. 44)
Com o objetivo de alcançar estruturas gramaticalmente corretas, inserem-se no trabalho regras gramaticais propriamente ditas, que os alunos ouvintes, facilmente compreendem, por terem como canal comunicativo a língua oral.
A partir do excerto e, de acordo com a autora quanto aos alunos surdos, é correto afirmar que
é impossível que os surdos consigam atingir o mesmo nível de aquisição semântica que os ouvintes, haja vista que são usuários de outra língua, que não a Portuguesa, com regras e semânticas próprias.
é necessário que os surdos sigam a premissa da necessidade de primeiro aprender a Língua Portuguesa na modalidade oral, como única oportunidade de desenvolvimento semântico, que refletirá o sucesso na escrita.
há a necessidade de iniciar este trabalho nos primeiros anos de escolarização, pois uma vez que iniciados tardiamente neste processo, mais obstáculos encontrarão na conquista da habilidade comunicativa escrita.
embora eles precisem aprender a escrever, não se deve exigir que tal escrita esteja totalmente de acordo com a gramática da Língua Portuguesa. Portanto é necessário que se permita que os surdos escrevam como falam em Libras, como apregoa a legislação.
a possibilidade de se optar entre aprender a Língua Portuguesa, ainda que na modalidade escrita ou não, como apregoa a lei, confere aos surdos a complacência por um texto inteligível, ainda que não tão gramaticalmente correto.