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“Os cursos de formação para o magistério são globalmente...

“Os cursos de formação para o magistério são globalmente idealizados segundo um modelo aplicacionista do conhecimento: os alunos passam um certo número de anos a assistir a aulas baseadas em disciplinas e constituídas de conhecimentos proposicionais. Em seguida, ou durante essas aulas, eles vão estagiar para ‘aplicarem’ esses conhecimentos. Enfim, quando a formação termina, eles começam a trabalhar sozinhos, aprendendo seu ofício na prática e constatando, na maioria das vezes, que esses conhecimentos proposicionais não se aplicam bem na ação cotidiana. [...] Esse modelo aplicacionista comporta um certo número de problemas fundamentais bastante conhecidos e documentados hoje — lembremos somente dois dentre os mais importantes. Primeiro problema: ele é idealizado segundo uma lógica disciplinar e não segundo uma lógica profissional centrada no estudo das tarefas e realidades do trabalho dos professores. [...] Segundo problema: esse modelo trata os alunos como espíritos virgens e não leva em consideração suas crenças e representações anteriores a respeito do ensino.”


TARDIF, Maurice. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários: elementos para uma epistemologia da prática profissional dos professores e suas consequências com relação à formação do magistério. Revista Brasileira de Educação, jan-mar/2000, nº 13, p. 18-19


Qual alternativa expressa adequadamente a tensão entre teoria e prática?


A

São abordadas simultaneamente, ainda que ocorra uma dissociação entre conhecimentos prévios e adquiridos.


B

As práticas são priorizadas pelo estágio enquanto as teorias permanecem no campo da pesquisa.


C

O conhecer e o fazer são dissociados e tratados separadamente em momentos distintos.


D

A formação prioriza o teórico, sem considerar o conhecimento prático, tratado disciplinarmente.


E

O fazer é subordinado ao conhecer, sendo ensinado que o conhecimento precede a prática.