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“O excesso dos discursos esconde a pobreza das práticas politicas. [...] Por um lado, os professores são olhados com desconfiança, acusados de serem profissionais medíocres e de terem uma formação deficiente; por outro lado, são bombardeados com uma retorica cada vez mais abundante que os considera elementos essenciais para a melhoria da qualidade do ensino e para o progresso social e cultural.”
NÓVOA, António. Os professores na virada do milênio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas. Revista Educação e Pesquisa, v.25, n.01, jan/jun, São Paulo, Faculdade de Educação da USP, 1999, p. 13-14
António Nóvoa analisa a realidade discursiva centrada na lógica excesso-pobreza aplicada ao exame da situação dos professores. Sobre as políticas educativas, o autor sinaliza
a importância de estabelecer uma relação mais democrática e participativa entre professores, alunos e comunidades locais.
a tendência atual de transferir para a educação problemas políticos que não encontram solução em outras esferas sociais.
a predominância de propostas coerentes para a profissão docente, com uma clara definição de políticas educativas.
o reconhecimento social e político dos professores como profissionais essenciais para a construção de uma sociedade do futuro.
a necessidade de redefinir o papel dos professores como agentes de mudança social em sociedades marcadas por crises de legitimidade política.