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Segundo Kramer (1992), crianças são indivíduos sociais e históricos, apontadas, portanto, pelos contrassensos das sociedades em que estão imersas. Jacomé (2018, p. 16) explica a definição do “termo infância que seria em latim infans, quer dizer “sem linguagem”. A criança como pessoa percorreu a história da humanidade recebendo diversos tratamentos em função das diferentes relações que foram se estabelecendo. Sobre o exposto e, ainda, considerando os conceitos dados à criança e à infância em cada época e sociedade na história, infere-se que, após a Idade Média, é possível afirmar que:
A criança recebia os cuidados apenas no período em que era totalmente dependente da amamentação da figura materna.
A criança não tinha a liberdade para viver um mundo próprio, ou seja, não tinha um tratamento diferenciado, participava dos afazeres e trabalhos.
A criança era considerada como um adulto em miniatura que recebia disciplina dos pais como forma de preparação para mais tarde prestar mão de obra.
A criança começa a ser reconhecida em suas particularidades, é colocada na responsabilidade dos pais, garantindo-lhes a formação espiritual e moral; e, ainda, a garantia de sua sobrevivência.