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Caracterizar um paradigma emergente não parece tarefa de fácil resposta nesse momento histórico, mas o que se pode garantir, além da multiplicidade de denominações, é que o paradigma inovador engloba diferentes pressupostos de novas teorias.
BEHRENS, Marilda Aparecida. Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente. In MORAN, José Manuel. MASETTO, Marcos T. BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2000 p. 85.
Para alicerçar uma prática pedagógica compatível com um paradigma educacional emergente, acredita-se na necessidade de desencadear uma aliança de abordagens pedagógicas. Assinale uma das características a que se refere Behrens (2000) sobre as abordagens pedagógicas mais coerentes com esse contexto.
A visão antropopedagógica que considera o ser humano como uma aventura, que começou há sete milhões de anos e enfrenta sérios desafios atuais, a saber: a desigualdade social; a discriminação racial e de gênero; a questão ecológica e, com ela, a do limite da natureza; a barbárie nas redes sociais; a deriva do mundo para a virtualidade; as relações conturbadas entre gerações; etc.
A visão holística ou sistêmica que busca a superação da fragmentação do conhecimento, o resgate do ser humano em sua totalidade, a partir da consideração de que o homem tem suas inteligências múltiplas, o que leva os envolvidos nesse processo a um contexto de formação profissional caracterizado por princípios humanistas, éticos e sensíveis.
A visão eurocêntrica de educação que considera o ser humano como um indivíduo a ser moldado de acordo com estereótipos coloniais e europeus. O conhecimento escolar, nessa acepção, deve se reportar aos conhecimentos, saberes, modos de ser e viver elaborados pela população europeia ocidental que é a mais avançada no desenvolvimento histórico unilinear do mundo, pois essa cultura constitui o ápice da civilização humana.
A visão decolonial de educação que reconhece os sujeitos individuais ou coletivos silenciados para além dos discursos coloniais produzidos sobre eles, ou seja, a partir de suas próprias narrativas e culturas; bem como a afirmação do direito à diferença, de modo que seja a diversidade, e não a homogeneização, a matriz orientadora das práticas pedagógicas.


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