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A partir da segunda metade do século XX, a abordagem acerca da relação entre ciência, tecnologia, sociedade, ambiente e sustentabilidade assume uma perspectiva mais crítica. Para que esse olhar seja possível, torna-se necessária uma visão mais ampla e contextualizada da atualidade. Nesse sentido, cabe às instituições de ensino e aos professores, por meio de suas propostas pedagógicas, promoverem:
A separação rígida entre as disciplinas científicas, sem a integração entre os diferentes campos do saber, promovendo uma formação técnica e isolada que garanta o aprofundamento conceitual sobre temas específicos da ciência e favorecendo o conhecimento especializado.
A exclusão de debates sobre as implicações sociais e éticas das descobertas científicas e do uso das tecnologias, garantindo posicionamento neutro e valorização dos conhecimentos prévios dos estudantes.
A primazia da memorização de conceitos científicos, sem a necessidade de contextualização com a realidade social ou ambiental dos estudantes, contribuindo para um pensamento assertivo e criando condições positivas para avaliações sobre a temática.
A adoção de uma pedagogia neutra em relação às questões ambientais e de sustentabilidade, visto que essas questões não devem influenciar o ensino de ciências, pois não há consenso na área acadêmica sobre os impactos que o desenvolvimento econômico pode causar de fato no clima.
Espaços e tempos para o letramento científico dos estudantes, partindo dos conhecimentos espontâneos destes na promoção de conceitos científicos e contribuindo, desse modo, para que ampliem as suas formas de pensar, de indagar-se e interpretar fenômenos cada vez mais complexos.