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A linguagem é um importante fator para o desenvolvimento e aprendizagem. As habilidades de linguagem receptiva e expressiva também foram consideradas bons sinais precoces da compreensão de leitura. As habilidades cognitivas e as formas de estruturar o pensamento do indivíduo não são determinadas apenas por fatores congênitos. Estão, na verdade, relacionadas às atividades praticadas de acordo com o contexto cultural em que o indivíduo se desenvolve. Considerando estas especificidades, permite-se afirmar que
no diálogo, inicialmente as crianças usam uma única palavra funcionando com frase. Mais tarde, surgem as frases telegráficas, com duas palavras em média. As frases vão se alongando, passando a ter cada vez mais elementos. A complexidade também aumenta e surgem possibilidades de compreender e expressar frases em outras ordenações, como a voz passiva. As expressões de tempo e espaço passam a fazer parte do discurso, possibilitando narrar situações que não estão presentes.
a linguagem e cognição, quando temos a intenção comunicativa, e podemos nos comunicar de diversas formas diferentes, através dos gestos, do olhar, de desenhos, da fala, entre outros. A estruturação da linguagem nos permite lançar mão de recursos cada vez mais sofisticados, a fim de aprimorar nossas possibilidades de comunicação, onde o conteúdo diz respeito aos significados, que podem estar na palavra, na frase ou no discurso mais amplo (nível semântico).
pensamos bastante por meio da linguagem depois que desenvolvemos esta habilidade. A memória, a atenção e a percepção podem ter ganhos qualitativos com ela. Por exemplo, memorizamos melhor quando fazemos associações de ideias. Ela também ajuda na regulação do comportamento. Na infância, podemos observar o desenvolvimento da linguagem como apoio à comunicação a partir dos dois anos, em média, principalmente por meio da forma como a criança brinca.
a comunicação não-verbal desde muito cedo já pode ser observada, como as variações do tônus (contração/descontração muscular) entre a mãe e o bebê, o olho no olho, as expressões faciais. O apontar por volta dos 11 meses é um marco, podendo inicialmente ter a intenção apenas de "mandar" (apontar para algo que quer) e depois pode ter a intenção de compartilhar a atenção com alguém (apontar para outra pessoa poder acompanhar aquele momento).