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Segundo Aranha (2001) “A relação da sociedade com a parcela da população constituída pelas pessoas com deficiência tem se modificado no decorrer dos tempos, tanto no que se refere aos pressupostos filosóficos que a determinam e permeiam, como no conjunto de práticas nas quais ela se objetiva.”
De acordo com a autora,
na Idade Antiga, a organização sociopolítica era fundamentada no poder absoluto de uma minoria numérica, e a pessoa com deficiência, nesse contexto, como qualquer outra pessoa do povo, parecia ter muita importância enquanto ser humano.
na Idade Média, o sistema de produção manteve-se praticamente o mesmo que vigorava na Antiguidade; a grande mudança é que pessoas com deficiências físicas e/ou mentais eram valorizadas e, muitas vezes, endeusadas por serem diferentes.
no século XVI, houve uma revolução de ideias que mudou o modo clerical de ver o homem e a sociedade e, consequentemente, a deficiência passou a ser tratada pela família, pela educação e por revolucionários métodos da medicina.
no século XVII, a organização socioeconômica foi se encaminhando para o capitalismo comercial, que passou a defender a concepção de que os indivíduos são essencialmente iguais e que é fundamental respeitar as diferenças e os deficientes.
na Idade Antiga e na Idade Média, pouco se sabe sobre o tipo de tratamento dado às pessoas com deficiência, a maior parte das informações provêm de passagens encontradas na literatura grega e romana, na Bíblia, no Talmud e no Corão.