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Heloísa Luck (2010) aborda a gestão da cultura e do clima organizacional da escola e os analisa como “conceitos complexos por expressarem um conjunto de múltiplos e dinâmicos fatores, dimensões e características, todos intimamente relacionados e de grande importância na determinação da qualidade dos processos educacionais”. De acordo com dados de pesquisa, discutidos pela autora, em relação às propostas de mudança no trabalho da escola que chegam a ela, visando a melhores resultados, o clima e a cultura têm muito peso em sua aceitação/desenvolvimento ou não. Luck, levando em consideração que, no contexto atual, a necessidade de mudança é constante, encaminha as reflexões dessa obra para a possibilidade de a gestão da escola interferir no clima e na cultura organizacional, e indica que
a cultura e o clima que dela decorrem são “inacessíveis” aos esforços dos gestores escolares.
fazer da cultura escolar uma cultura “aberta” e tornar seu clima “receptivo” à mudança só depende das habilidades e competências do diretor de escola para isso.
cabe aos gestores contribuírem para que as escolas assumam valores e perspectivas proativas, debruçando-se sobre o material humano e social que as constitui, de forma contextualizada.
os gestores escolares poderão influenciar na “abertura” da cultura escolar, favorecendo as propostas inovadoras, somente se lhes forem oferecidas assessorias de especialistas nessa área.
a gestão escolar, apoiada pelas políticas educacionais do respectivo sistema, tem como interferir na cultura pró-mudança, premiando, ou não, funcionários e professores, conforme colaboração apresentada.