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Por estarem incumbidas da formação de um mesmo sujeito, as instituições escola e família precisam manter um espaço de interseção. Neste sentido, ao discutirem as relações contemporâneas escola-família, Castro e Regattieri (2009) afirmam que
a ideia do aluno como uma “página em branco” ainda predomina na maioria dos sistemas educacionais, os quais mantêm uma abordagem tradicional.
o insucesso escolar deveria suscitar a análise de causas dos problemas que interferiram na aprendizagem, avaliando o peso das condições escolares, familiares e individuais do aluno.
a criança, ao longo das últimas décadas, continuou sendo vista como um membro periférico, e não central, tanto nas famílias quanto nos sistemas educativos.
o foco das ações das escolas permanece limitado estritamente ao desempenho acadêmico, em detrimento do desenvolvimento integral da criança e do adolescente.
as relações de autoridade entre pais e filhos, e professores e alunos, seguindo uma tendência global, continuam predominantemente verticais em nossa cultura.