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Alexandre é professor de matemática no Ensino Fundamental. Ele tem notado que uma parte pequena da turma está com dificuldades. Por isso, decidiu dividir a turma em dois grupos: um voltado para os alunos percebidos por ele como fortes e outro para os mais fracos. Estes últimos, pelas dificuldades que enfrentam, recebem ainda um apoio extra do professor, que os convoca a participar de aulas de reforço. A ideia de Alexandre é evitar o fracasso escolar de seus alunos e comprometer-se com o sucesso de cada um. Se tomarmos a perspectiva defendida por Weisz (2009) sobre o tema do fracasso, o modo como Alexandre propõe o reforço é
convergente, pois o fracasso é um tema tabu nas escolas, principalmente por se valorizar a igualdade, resistência que deve ser combatida por meio da classificação dos alunos de acordo com suas aptidões, dedicações e desempenho.
convergente, pois os alunos marcados por Alexandre como mais fracos serão empurrados a deixar essa condição pela vergonha, alterando sua atitude, que é a principal causa do mau desempenho escolar.
parcialmente convergente, pois Alexandre acerta ao apoiar os alunos logo que apresentam dificuldades, mas corre o risco de estigmatizá-los como mais fracos pela estratégia de divisão da turma e da nomeação dos grupos que utilizou.
divergente, pois Alexandre coloca-se no centro do processo de ensino e aprendizagem ao desconsiderar que o sucesso escolar depende do aluno, e não do professor, quando se trata de uma abordagem ativa da aprendizagem.
divergente, pois o sucesso escolar é atingido apenas quando se assegura a igualdade do processo de aprendizagem e construção de conhecimento dos alunos, independentemente de suas singularidades.