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A dualidade do ensino médio se estende para as perspectivas...

A dualidade do ensino médio se estende para as perspectivas futuras dos alunos. A qualidade da educação recebida muitas vezes influencia o desempenho em exames nacionais, como o ENEM, e, consequentemente, as oportunidades de ingresso no ensino superior. Historicamente, nos anos 40, o ensino médio era um ponto crucial na discussão educacional. A difusão dos ideais do escolanovismo, que preconizava escolarização para todos, disseminada em um contexto de desenvolvimento industrial, apesar de ainda incipiente, permitiram aos reformadores a apropriação do discurso de acesso à Educação, que contribuiu para disseminar a valorização da escola e do ideário pedagógico. A industrialização contribuiu para disseminar o ideário pedagógico que se manifesta na atribuição da escola como condutora do desenvolvimento e superação das mazelas sociais. A defesa da escola para todos, sobretudo no ensino secundário, passa a ser perseguida como possibilidade para ascensão social pelas classes médias, enquanto as classes populares dificilmente chegavam ao seu acesso. Até então o ensino secundário era apenas um substrato que conduzia a inserção daqueles que o cursavam em direção ao ensino superior. Esta foi a trama forjada que culminou


A

na mais recente reforma do ensino médio, que eliminou a dualidade do ensino médio ao estabelecer um currículo único e flexível, com itinerários formativos diversificados.


B

em dualidade do ensino médio, presente na Reforma Simões Filho, que foi superada na década de 1970 com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que instituiu um currículo único e diversificado para o ensino médio.


C

na reforma Francisco Azevedo, que instituiu a dualidade do ensino médio no Brasil, com a criação dos cursos técnicos profissionalizantes e a diversificação curricular com foco na formação propedêutica para o ensino superior e na preparação para o mercado de trabalho.


D

na reforma Capanema, que foi o marco da dualidade do ensino médio no Brasil quando se legitimou a preparação intelectual e humanista para aqueles que iam conduzir os rumos da nação, e a educação profissional e específica para aqueles que iam impulsionar a industrialização.