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De acordo com Almeida Filho, as décadas de 60 e 70 testemunharam um intenso movimento de ensino de línguas no Brasil. A ênfase nesse período foi justamente na busca do melhor método, das melhores técnicas e dos mais eficientes recursos para ensinar idiomas em ambientes formais (a sala de aula, o laboratório de línguas) a grupos de alunos. Nesse cenário, surge o movimento comunicativo de ensino de línguas, com suas bases teóricas definidas por grandes linguistas aplicados, entre os quais Wilkins e Widdowson. Assim, no final da década de 1970, os métodos comunicativos começaram a ganhar força nas salas de aula de língua inglesa.
ALMEIDA FILHO, J.C.P. In: Dimensões Comunicativas no Ensino de Línguas. Edição Comemorativa – 20 anos. Campinas, SP: Pontes Editores, 2013.
Sobre os métodos comunicativos, é CORRETO afirmar que
são métodos organizados com base na língua enquanto sistema, com pouca ou nenhuma atenção aos atos de fala, sendo o professor o centro da interação.
se baseiam em exercícios e na repetição oral de sentenças com algum nível de contextualização, dando total atenção à pronúncia correta das palavras.
são organizados a partir de um conjunto de procedimentos, a exemplo de drills, materiais audiovisuais, repetições, valorizando a memorização.
centram o foco no sentido, no significado e na interação propositada entre sujeitos na língua-alvo, com atividades organizadas a partir do interesse e necessidades dos alunos.
são os que valorizam o conhecimento das regras de gramática e as práticas de tradução, levando em conta a pronúncia e, também, a literatura da língua-alvo.