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Leia a seguir o depoimento do Sr. João, morador do quilombo de Sapatu.
“Porque tudo o que fala hoje do passado foi verdade, que muitos jovens hoje não conhece. Agora, se o pai e a mãe não contar pra ele, a pessoa de mais idade, ele acaba não sabendo. E, daqui a pouco, os mais [velhos] vão se acabando também, e vai acabando tudo, porque, se o pai com a mãe não passa pros filhos, aí não aprende nada, então aquilo vai acabando. Então tem que passar sempre, conversar, contar da história como que era primeiro, antigamente, pra ficar pra eles, pra eles aprenderem também, saber também a história.”
Considerando o depoimento e o conceito de memória coletiva apresentado por Botão e Silva (2017), assinale a alternativa correta.
O melhor modo de preservar a memória coletiva dos quilombos é pela documentação escrita, empreendida por historiadores, já que as gerações atuais conversam pouco entre si.
A estrutura eminentemente oral da transmissão de s aberes nos quilombos faz com que a sua história seja construída de memórias individuais, e não coletivas.
Uma parte da nossa memória coletiva é construída pela partilha das memórias dos mais velhos com as pessoas que estão ao seu redor.
A memória coletiva, passada oralmente entre os membros das comunidades quilombolas, demonstra que sociedades coletivistas prescindem de memórias individuais.
Ao se assumirem os relatos dos mais velhos como verdade, a História como ciência é enfraquecida pelas narrativas da memória coletiva.