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Uma escola da rede pública localizada em região com presença de comunidades indígenas iniciou a revisão de suas práticas pedagógicas após identificar dificuldades relacionadas à participação dos estudantes indígenas nas atividades escolares. Considerando os fundamentos da Educação Escolar Indígena previstos nas políticas educacionais brasileiras, assinale a alternativa correta.
O atendimento escolar destinado aos estudantes indígenas concentra-se na adaptação linguística dos materiais didáticos, mantendo inalteradas as metodologias e formas de organização curricular da escola.
A Educação Escolar Indígena deve respeitar as especificidades culturais, linguísticas e os processos próprios de aprendizagem dos povos indígenas, articulando os conhecimentos escolares às realidades das comunidades atendidas.
A organização curricular da Educação Escolar Indígena prioriza a uniformização dos conteúdos escolares como estratégia para ampliar a integração dos estudantes às práticas pedagógicas tradicionais da rede de ensino.
A valorização das culturas indígenas pode ser desenvolvida em atividades complementares organizadas pela escola, permanecendo separada dos componentes curriculares regulares da Educação Básica.
As propostas pedagógicas voltadas às comunidades indígenas apresentam maior efetividade quando desvinculadas dos conhecimentos tradicionais e das práticas socioculturais desenvolvidas pelos povos atendidos.
As aulas de Português como Língua de Acolhimento (PLAc) contemplam práticas pedagógicas voltadas a sujeitos cuja língua materna não é o português, com o objetivo de promover inserção social, cultural e comunicativa no país de acolhimento. Ainda que esse conceito tenha sido desenvolvido em contextos de migração internacional, ele também pode oferecer fundamentos teóricos e metodológicos para o ensino de Língua Portuguesa a povos indígenas no Brasil. Esses povos, que falam línguas originárias e vivenciam relações históricas marcadas por apagamentos linguísticos e sociais, encontram na escola um espaço em que o português se apresenta, muitas vezes, como uma língua de poder, e não de pertencimento.
Considerando o texto e os aspectos geopolíticos envolvidos no ensino de português a povos indígenas, é correto afirmar que o ensino de PLAc em contextos indígenas deve
garantir sua adequação à cultura nacional, promovendo maior coesão linguística no território brasileiro e uniformidade da comunicação no país.
superar barreiras educacionais e garantir o acesso a políticas públicas, ao adotar o português como língua principal nas escolas indígenas, desconstruindo efeitos históricos da imposição linguística.
considerar os efeitos históricos de imposição linguística, respeitando as línguas e as culturas locais como parte de uma abordagem educativa plural.
focalizar o desenvolvimento da oralidade e da escrita na norma-padrão, ao priorizar o ensino de português em comunidades indígenas, garantindo acesso e inclusão social.
Qual é a língua em que o ensino fundamental regular deve ser ministrado, e quais são as abordagens para as comunidades indígenas?
O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, com exceção para as escolas particulares que podem optar por outro idioma.
O ensino fundamental regular será ministrado em vários idiomas, incluindo as línguas maternas das comunidades indígenas.
O ensino fundamental regular será ministrado em língua estrangeira, sendo a língua portuguesa opcional para comunidades indígenas.
O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, sem exceções para as comunidades indígenas.
ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
O professor da disciplina de geografia do ensino médio, refletindo sobre a realidade de seus alunos originários de uma tribo indígena, desenvolveu o seguinte plano de aula para apresentar à coordenação pedagógica:
Tema: O território indígena como espaço de vida, cultura e resistência.
Objetivo Geral: Valorizar os saberes e a territorialidade indígena a partir da leitura e da produção de mapas, reconhecendo o território como espaço de vivência, memória, identidade e luta.
Habilidade da BNCC: EM13CHS104 – Analisar os conflitos por terra e território no Brasil com foco nas populações indígenas e suas formas de resistência.
Metodologia: Conversas com os mais velhos da comunidade sobre a história do território e suas transformações:
• Análise coletiva de mapas oficiais (IBGE, FUNAI) comparados com os conhecimentos locais sobre o território;
• Produção de mapas afetivos: os alunos, com base em sua vivência, desenharão o território da aldeia, indicando rios, trilhas, espaços sagrados, locais de plantio, caça, moradia etc.;
• A partir disso, realizar a troca de experiências entre os grupos com apresentação dos mapas e relatos orais.
No entanto a coordenação pedagógica solicitou que o professor incluísse em seu plano de aula campos de competências propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino médio que mais se adequam ao plano proposto. Diante do exposto, quais competências o professor deve inserir para atender à solicitação?
Ler e interpretar.
Comunicar e representar.
Propor projetos participativos e ações comunitárias.
Enfrentar problemas reais e construir argumentações.
Compreender processos políticos e elaborar proposições solidárias.
Assinale a alternativa que indica corretamente a cerimônia sagrada realizada por diversas etnias indígenas na região amazônica do Brasil, como os Xingu, Kamayurá e Kaiapó. Esta celebração é marcada por rituais que homenageiam os mortos ilustres, geralmente líderes tribais e guerreiros falecidos. O evento é realizado anualmente e é um dos mais importantes na cultura indígena brasileira. Durante a cerimônia, são realizados cantos, danças, competições e rituais de preparação dos corpos dos mortos, como o embalsamamento. Além disso, ocorrem jogos, trocas de presentes e discursos em memória dos falecidos. É uma ocasião de grande significado espiritual e cultural para esses povos, marcada pela união e pela celebração da vida e da memória de seus antepassados.
Toré
Yãkwa
Waiapi
Kuarup
Moqueio


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A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de ensino no provimento da educação intercultural às comunidades indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e pesquisa. Esses programas incluídos nos Planos Nacionais de Educação, terão os seguintes objetivos, exceto:
fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade indígena.
manter programas de formação de pessoal especializado, destinado à educação escolar, desde que não vincule às comunidades indígenas.
desenvolver currículos e programas específicos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades.
elaborar e publicar sistematicamente material didático específico e diferenciado.
Ao abordar a “opção decolonial” no ensino de línguas, Kumaravadivelu (2016, p.82 apud Jucá, 2021, p. 119) afirma que “a única opção significativa para a comunidade subalterna é a opção decolonial”.
A “opção decolonial” implica nos
desvincularmos da lógica do controle, da exploração e da dominação do poder colonial ou colonialidade do poder frente às diferentes esferas inter-relacionadas da vida humana.
desvincularmos do poder colonial, mas trabalhando a partir da lógica da colonialidade e desempenhando o papel de ‘intelectuais tradicionais’ ao invés daquele de ‘intelectuais orgânicos’.
mantermos sedimentados dentro da lógica imperialista, apenas empenhados em “melhorar” nosso desempenho e o desempenho daqueles que ainda não respondem adequadamente às exigências (sutil e subliminarmente) impostas.
mantermos trabalhando dentro dos confins das instituições da ordem hegemônica existente e estarmos apenas superficialmente interessados em elevar os membros menos afortunados das comunidades subalternas.
No âmbito do "Projeto Primeira Infância Melhor na Diversidade", qual das seguintes alternativas melhor descreve o enfoque principal do projeto para as comunidades quilombolas e indígenas?
O projeto foca principalmente na integração das crianças quilombolas e indígenas em centros urbanos para garantir uma educação padrão e uniforme para todos.
O projeto visa potencializar a cultura e as experiências familiares dessas comunidades, respeitando sua identidade cultural e autoestima no desenvolvimento infantil.
É priorizado o ensino da língua portuguesa como instrumento de inclusão e ferramenta principal para a educação das crianças quilombolas e indígenas.
A principal meta do projeto é a substituição de práticas culturais tradicionais por métodos educacionais modernos para acelerar a integração dessas crianças na sociedade mainstream.
Uma professora dos anos iniciais apresentou para seus estudantes um material digital sobre a luta dos povos quilombolas no Brasil e suas conquistas, como a produção dos marcos da memória e formação cultural da população.

Disponível em: https://terradedireitos.org.br/acervo/publicacoes/cartilhas/53/luta-quilombola-pela-terra-conquistas-e-marcos-historicos-no-brasil/22713. Acesso em: 08 de jul. 2024.
Ao trabalhar com este material, as crianças poderão
identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam, notadamente os indígenas, quilombolas, ribeirinhos entre outros grupos tradicionais.
perceber as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e os espaços privados, compreendendo a importância dessa distinção para uma dada cidade, região e sociedade, desenvolvendo o senso de responsabilidade social com a coisa pública.
analisar diferentes fluxos populacionais e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira, como tráfico de escravos, êxodo rural, migração interna brasileira e imigrantes latino-americanos.
identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação das primeiras comunidades humanas, tomando como ponto de partida as comunidades locais.
reconhecer as teorias sobre a origem do homem americano e reconhecer os deslocamentos populacionais em diferentes tempos históricos como práticas sociais que desencadearam e desencadeiam transformações.
E a educação escolar indígena? O debate sobre esta questão tem sido um debate enviesado: o cerne da discussão oscila entre a escolarização em si do estudante indígena enquanto indivíduo/cidadão, e aquela educação escolar voltada para o projeto político de um povo, diferente daquele da sociedade nacional. O discurso da escola como fator de integração nacional e mobilidade social tem sido legitimado pela "ascensão" de uns poucos estudantes indígenas e tem justificado a situação de abandono da grande maioria das escolas nas aldeias e da ausência de novas propostas educativas atentas às especificidades das sociedades indígenas. As escolas nas aldeias têm sido, com raras exceções, réplicas das escolas das cidades: a mesma proposta de currículos, de critérios de avaliação, carga horária, estrutura de funcionamento etc.
(Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglcle findmkaj/https://mpba.mp.br/sites/default/files/biblioteca/direitos-humanos/populacaoindigena/artigos_teses_dissertacoes/ artigo-5-maria-elisa-ladeira.pdf.adaptado)
Com base no texto fornecido, assinale a alternativa correta.
As escolas nas aldeias indígenas são todas exemplos de propostas educativas inovadoras, adaptadas às necessidades e tradições das comunidades locais.
As escolas nas aldeias indígenas, em sua maioria, reproduzem os modelos das escolas urbanas, sem considerar as especificidades das sociedades indígenas, o que resulta na falta de propostas educativas adequadas.
A educação escolar indígena tem sido amplamente valorizada e promovida pelo governo, com investimentos significativos em escolas com propostas pedagógicas específicas para as comunidades indígenas.
O debate sobre a educação escolar indígena centra-se principalmente na integração total dos estudantes indígenas na sociedade nacional, descurando seus próprios projetos políticos e culturais.
A falta de interesse dos estudantes indígenas na educação escolar tem sido o principal obstáculo para o desenvolvimento de propostas educativas adequadas às suas necessidades.


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Em conformidade com o § 4º do Artigo 7º do Plano Nacional de Educação - Lei n° 13.005/14, se institui uma abordagem integrada e multifacetada para promover a inclusão educacional de comunidades tradicionais, como as comunidades indígenas e quilombolas, considerando não apenas suas necessidades educacionais, mas também suas identidades socioculturais e linguísticas específicas.
Certo
Errado
Art. 3º: Constituem objetivos da Educação Escolar Indígena proporcionar aos indígenas, suas comunidades e povos: I - a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências; II - o acesso às informações, conhecimentos técnicos, científicos e culturais da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-indígenas. Parágrafo único: A Educação Escolar Indígena deve se constituir num espaço de construção de relações interétnicas orientadas para a manutenção da pluralidade cultural, pelo reconhecimento de diferentes concepções pedagógicas e pela afirmação dos povos indígenas como sujeitos de direitos.
(Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglcle findmkaj/http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/ File/pdf/resolucaoeduc_campo.pdf.adaptado)
Com base no texto fornecido, a Educação Escolar Indígena:
tem como objetivos a recuperação das memórias históricas, a reafirmação das identidades étnicas, a valorização das línguas e ciências indígenas, respeitando a pluralidade cultural e reconhecendo os povos indígenas como sujeitos de direitos.
tem como objetivo secundário a valorização das línguas e ciências indígenas, priorizando apenas o acesso aos conhecimentos da sociedade nacional.
visa tão-somente a recuperação das memórias históricas e a reafirmação das identidades étnicas, preterindo a valorização das línguas e ciências indígenas.
não deve promover relações interétnicas, visando à manutenção das tradições e culturas específicas de cada comunidade indígena.
deve ignorar as diferentes concepções pedagógicas, buscando exclusivamente a homogeneização do ensino de acordo com os padrões da sociedade nacional.
Leia a seguir o depoimento do Sr. João, morador do quilombo de Sapatu.
“Porque tudo o que fala hoje do passado foi verdade, que muitos jovens hoje não conhece. Agora, se o pai e a mãe não contar pra ele, a pessoa de mais idade, ele acaba não sabendo. E, daqui a pouco, os mais [velhos] vão se acabando também, e vai acabando tudo, porque, se o pai com a mãe não passa pros filhos, aí não aprende nada, então aquilo vai acabando. Então tem que passar sempre, conversar, contar da história como que era primeiro, antigamente, pra ficar pra eles, pra eles aprenderem também, saber também a história.”
Considerando o depoimento e o conceito de memória coletiva apresentado por Botão e Silva (2017), assinale a alternativa correta.
O melhor modo de preservar a memória coletiva dos quilombos é pela documentação escrita, empreendida por historiadores, já que as gerações atuais conversam pouco entre si.
A estrutura eminentemente oral da transmissão de s aberes nos quilombos faz com que a sua história seja construída de memórias individuais, e não coletivas.
Uma parte da nossa memória coletiva é construída pela partilha das memórias dos mais velhos com as pessoas que estão ao seu redor.
A memória coletiva, passada oralmente entre os membros das comunidades quilombolas, demonstra que sociedades coletivistas prescindem de memórias individuais.
Ao se assumirem os relatos dos mais velhos como verdade, a História como ciência é enfraquecida pelas narrativas da memória coletiva.
No documento que trata do Referencial Curricular Amapaense: Educação Infantil e Ensino Fundamental (p. 21), encontra-se a seguinte informação: “Este currículo, enquanto documento originário da Base Nacional Comum Curricular, é orientado pelo princípio da equidade. Portanto, o planejamento pedagógico deve considerar, dentre seus objetivos, o combate à desigualdade escolar, o que pressupõe o reconhecimento de que grupos diferentes possuem necessidades diferentes. A seguir apresentaremos as particularidades das cinco Modalidades de Ensino”.
Assinale a opção que apresenta as cinco modalidades abordadas no referido documento.
Educação Básica, Educação do Campo, Educação Especial, Educação Indígena e Educação Quilombola.
Educação de Jovens e Adultos, Educação Básica, Educação Inclusiva, Educação Indígena e Educação Quilombola.
Educação de Jovens e Adultos, Educação do Campo, Educação Especial, Educação Indígena e Educação Quilombola.
Educação de Jovens e Adultos, Educação do Campo, Educação Inclusiva, Educação Indígena e Educação Quilombola.
Educação de Jovens e Adultos, Educação Básica, Educação Especial, Educação Indígena e Educação Quilombola.
A Constituição Federal de 1988 garante, no artigo 210, parágrafo 2º, que “o ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem” e no artigo 215 afirma que o “Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afrobrasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional”. Esses artigos fundamentam um modelo de educação escolar indígena bilíngue,
específica e de assimilação.
integral e de assimilação.
diferenciada e intercultural.
integral e multicultural.


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“Eles dizem que às vezes são discriminados por ser quilombola, que as escolas estão encharcadas, salas superlotadas e que a merenda é de péssima qualidade. Diz que menino fica até sem comer lá, o dia todo, porque sai daqui cinco e meia, quando chega na Umburana já é seis e meia da manhã, então tem um ônibus pra pegar Umburana, Remanso, Caatinguinha e Mata, e outro ônibus para levar Vitorino.”
O trecho acima narra um cenário de atendimento escolar no ensino médio a comunidades quilombolas e expressa