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Uma “[...] característica estrutural da política educacional brasileira, que opera como um óbice ao adequado encaminhamento das questões da área, é a descontinuidade. Esta se manifesta de várias maneiras, mas se tipifica mais visivelmente na pletora de reformas de que está povoada a história da educação brasileira. Essas reformas, vistas em retrospectiva de conjunto, descrevem um movimento que pode ser reconhecido pelas metáforas do ziguezague ou do pêndulo. A metáfora do ziguezague indica o sentido tortuoso, sinuoso das variações e alterações sucessivas observadas nas reformas; o movimento pendular mostra o vai-e-vem de dois temas que se alternam sequencialmente nas medidas reformadoras da estrutura educacional.”
SAVIANI, Dermeval. Política educacional brasileira: limites e perspectivas. Revista de Educação PUC-Campinas, [S. l.], n. 24, 2008. Disponível em: https://periodicos.puc-campinas. edu.br/reveducacao/article/view/108. Acesso em: 3 mar. 2026.
Sobre a política educacional brasileira e, a partir, das reflexões de Saviani (2008), assinale a alternativa CORRETA sobre as metáforas descritas pelo autor:
As metáforas se referem à ideia de que reforma promove a centralização, a seguinte descentraliza para que a próxima volte a centralizar a educação, e assim sucessivamente: se uma reforma coloca o foco do currículo nos estudos científicos, será seguida por outra que deslocará o eixo curricular para os estudos humanísticos.
As metáforas se referem à política de educação de eliminação do analfabetismo e de universalização do ensino fundamental. Ora o país se concentra em reformas para erradicar o analfabetismo, ora se prepara para ampliar a universalização do ensino fundamental, a exemplo da Constituição de 1988 que previu 50% do orçamento educacional para essa finalidade.
As metáforas se referem aos incrementos na educação a partir da década de 1930, em que o processo de industrialização e de urbanização começa a demandar maior escolarização da população, mas essa maior escolarização não encontra melhores empregos nas indústrias e cidades.
As metáforas se referem à criação do FUNDEF, em 1996, com prazo de dez anos para universalização do ensino fundamental, seguindo-se com a aprovação, em 2001, do Plano Nacional de Educação, que também se estenderia por dez anos com a mesma finalidade e, na sequência, o FUNDEB, em 2006, com prazo de 14 anos. .
As metáforas se referem ao aumento da porcentagem do financiamento da educação, que permitiria atender a um número maior de alunos, mas ainda com professores em regime de hora-aula, com classes mais numerosas e sendo obrigados a ministrar grande número de aulas semanais para compensar os baixos salários, o que implicaria o retorno às condições precárias da educação.
No contexto dos Anos Iniciais, a organização da rotina escolar constitui elemento pedagógico relevante para favorecer aprendizagens e o desenvolvimento da autonomia dos estudantes. Nessa perspectiva, é correto afirmar que a rotina deve:
Ser rigidamente mantida ao longo de todo o período letivo, evitando alterações que possam comprometer o foco e comportamento dos alunos.
Priorizar atividades padronizadas, assegurando homogeneidade no ritmo de trabalho e o desenvolvimento de autonomia por meio da disciplina.
Estruturar tempos, espaços e atividades de forma intencional e flexível, oferecendo referências aos estudantes e possibilitando ajustes conforme necessidades pedagógicas.
Priorizar a linearidade das tarefas planejadas, prescindindo da flexibilização curricular demandada pelas eventuais singularidades do percurso de aprendizagem dos alunos.
Uma escola do campo atende estudantes de uma comunidade quilombola e de localidades vizinhas. Nos últimos bimestres, a equipe pedagógica percebe que atividades relacionadas ao território surgem como iniciativas pontuais, enquanto a maior parte das sequências didáticas segue modelos pouco conectados à realidade local. Em certos períodos do ano, aumentam ausências por demandas comunitárias e a escola tem recorrido a “pacotes de reposição” para regularizar frequência, com baixo efeito na continuidade das aprendizagens. Em reunião ampliada, representantes comunitários solicitam que conteúdos sejam tratados a partir de referências do território e que decisões pedagógicas sejam discutidas em formatos mais acessíveis às famílias. Entre os docentes, aparecem três encaminhamentos: criar uma atividade optativa no contraturno; concentrar o tema em um evento anual ou rever sequências didáticas para integrar o território às áreas; e redefinir como acompanhar a progressão quando houver ausências sazonais.
Assinale a alternativa correta diante da Educação Escolar Quilombola.
Delegação da pauta a um docente “referência” e a projetos pontuais, com distribuição de materiais aos demais professores, sem deliberação coletiva de planejamento e seguimento.
Criação de componente optativo no contraturno, preservando o currículo regular sem alterações e restringindo a participação das famílias à apresentação final do projeto.
Construção, com participação comunitária, de um plano de integração curricular do território às áreas (sequências e materiais), com parâmetros de monitoramento e reorganização das reposições para assegurar continuidade, além de rotinas de comunicação acessíveis.
Reorganização apenas do calendário e das compensações de faltas, preservando sequências e critérios avaliativos, e recorrendo a tarefas padronizadas para quem se ausentar.
Manutenção do currículo e das avaliações, com resposta concentrada em evento anual registrado no PPP, entendendo que a contextualização territorial se resolve por ações pontuais de sensibilização.
Pereira e Simas (2024, p. 4) afirmam que, no denso complexo da Amazônia, “[…] uma das preocupações atuais de pesquisadores locais tem sido com relação à educação escolar para os povos do campo, das águas e da floresta [...]”, entre os quais inserem-se os quilombolas.
Segundo as autoras, sobre a educação escolar quilombola é INCORRETO afirmar que(,)
visa reparar danos causados pelas injustiças históricas deixadas pelos colonizadores.
não se constitui normativamente como modalidade de ensino no âmbito da educação básica.
demanda um currículo que reconheça e compense a invisibilidade histórica dos quilombolas.
em virtude do descaso do poder público, muitas escolas se encontram em situação de abandono.
graduados evitam atuar em comunidades quilombolas devido às condições de moradia e trabalho desfavoráveis.
Muitas mudanças ocorrem no desenvolvimento da criança que deixa a Educação Infantil e ingressa nos anos iniciais do Ensino Fundamental, repercutindo em suas relações consigo mesma, com a família e com os outros. Em relação à organização do currículo para essa etapa, assinale a alternativa INCORRETA.
Na transição para o Ensino Fundamental, é necessário garantir a integração e a articulação das experiências já vivenciadas pela criança na Educação Infantil, valorizando as situações lúdicas de aprendizagem.
As características dessa etapa da vida da criança demandam um trabalho escolar organizado em torno de seus interesses e suas vivências, ampliando a sua compreensão por meio de operações cognitivas mais complexas.
Nos anos iniciais, a progressão do conhecimento ocorre não só pela consolidação das aprendizagens anteriores, mas também pela ampliação das práticas de linguagem e pelas experiências interculturais das crianças, considerando tanto seus interesses e suas expectativas quanto o que ainda precisam aprender.
Nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, o foco é a alfabetização, para garantir oportunidades de apropriação do sistema de escrita alfabética. Entretanto, esse processo não precisa estar articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e de escrita e ao seu envolvimento em práticas diversificadas de letramentos.
O Art. 40 da Resolução CNE/CEB nº 7, de 14 de dezembro de 2010, descreve o atendimento escolar às populações do campo, aos povos indígenas e aos quilombolas. Na normativa, existe o interesse que a população dessas comunidades se envolva nas decisões pertinentes ao currículo, resguardando uma participação ativa nas escolas. Com isso, são ampliadas as possibilidades de:
reconhecimento de seus modos próprios de vida, suas culturas, tradições e memórias coletivas, como fundamentais para a constituição da identidade das crianças, adolescentes e adultos.
flexibilização, se necessário, do calendário escolar, das rotinas e atividades, tendo em conta as diferenças relativas às atividades econômicas e culturais, ajustando também o total de horas anuais obrigatórias no currículo.
valorização dos saberes e da limitação do papel dessas populações na produção de conhecimentos sobre o mundo, seu ambiente natural e cultural, assim como as práticas ambientalmente sustentáveis que utilizam.
reafirmação do pertencimento étnico, no caso das comunidades quilombolas e dos povos indígenas, e do cultivo da língua materna para estes últimos, como elementos que devem ser dirimidos de construção da identidade na esfera escolar.
Ao planejar um projeto anual sobre História da África para os Anos Finais do Ensino Fundamental, um professor pretende superar abordagens centradas exclusivamente na escravização e nas consequências da colonização europeia. A equipe pedagógica analisa diferentes propostas para reorganizar o trabalho. Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, qual proposta representa a abordagem mais adequada?
Estruturar o projeto articulando a história das sociedades africanas pré-coloniais, os processos de colonização, as independências nacionais e a diáspora, priorizando a compreensão histórica desses fenômenos, sem contemplar, de forma sistemática, as contribuições científicas, tecnológicas e culturais africanas para a humanidade.
Estruturar o projeto contemplando civilizações africanas pré-coloniais, produção científica, universidades africanas, tecnologias, organizações políticas, ancestralidade, diáspora, independências, União Africana e contribuições contemporâneas, articulando essas temáticas à história dos afrodescendentes no Brasil.
Organizar o estudo relacionando a História da África às manifestações culturais afro-brasileiras e aos processos históricos da diáspora, enfatizando prioritariamente os impactos do tráfico atlântico e das desigualdades contemporâneas como eixo integrador das demais temáticas previstas no currículo.
Desenvolver um percurso interdisciplinar que aborde civilizações africanas, religiosidades, processos históricos e produções culturais, utilizando esses conteúdos principalmente como contexto para compreender a formação da sociedade brasileira, sem aprofundar as especificidades históricas e políticas do continente africano.
Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola (Resolução CNE/CEB nº 8/2012) e nas orientações para a EPT, assinale a alternativa correta.
A educação escolar quilombola deve valorizar e incorporar os conhecimentos, as práticas culturais e a memória coletiva das comunidades quilombolas na organização curricular, articulando-os aos conhecimentos científicos e tecnológicos da formação profissional.
A Resolução CNE/CEB nº 8/2012 determina que estudantes de comunidades quilombolas reconhecidas sejam atendidos exclusivamente em escolas localizadas no interior das próprias comunidades, vedada sua matrícula em instituições externas ao território.
A educação quilombola prescinde de formação específica dos docentes, uma vez que os conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileiras já são contemplados de forma suficiente pelo currículo comum da Educação Básica.
As Diretrizes para a Educação Escolar Quilombola determinam que os projetos pedagógicos das instituições que atendem estudantes dessas comunidades sejam elaborados exclusivamente por membros das próprias comunidades, sem intervenção dos pedagogos institucionais.
A legislação educacional brasileira trata a educação quilombola como modalidade transitória, prevendo sua extinção à medida que os estudantes se integrem plenamente ao sistema regular de ensino.
A inclusão e o acesso à educação para todos, sem distinção, são princípios básicos da educação nacional, conforme a LDB, visando combater o fracasso escolar e garantir a permanência de todos os estudantes.
Certo
Errado
Os sistemas de ensino, ao organizar as etapas e modalidades da Educação Escolar Quilombola na Educação Básica, deverão considerar o exposto nestas Diretrizes, no conjunto das Diretrizes Curriculares Nacionais aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação e homologadas pelo Ministro da Educação, com especial atenção para a aproximação entre a Educação
Escolar Infantil, Escolar Indígena e Educação do Campo
Escolar Quilombola, Escolar Infantil e Educação do Campo
Escolar Quilombola, Escolar Indígena e Educação do Campo
Escolar Quilombola, Escolar Indígena e Educação Infantil
A fim de cumprir a Lei n. 14 986/2024, que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) a “obrigatoriedade de abordagens fundamentadas nas experiências e nas perspectivas femininas nos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio”, um professor do Ensino Médio apresentou aos estudantes dados do Relatório “Em direção à equidade de gênero no Brasil” sobre a participação de mulheres em publicações científicas no Brasil entre 2018 e 2022:

Participação feminina em cada área do conhecimento para publicações com autores no Brasil no período 2018 a 2022. Disponível em: www.static.poder360.com.br. Acesso em: 29 jul. 2025 (adaptado).
Os dados do gráfico seguem a classificação de áreas de pesquisa das revistas científicas em que as publicações foram editadas e revelam marcante presença feminina em áreas como Enfermagem (80%) e Psicologia (61%), mas baixos índices em Matemática (19%), Ciência da Computação (21%) e Engenharia (24%).
A partir desse material, a proposta pedagógica que representa uma ação do professor para estimular a equidade de gênero nas áreas do conhecimento é
pautar as avaliações escolares em práticas meritocráticas para neutralizar tentativas de favorecimento por questões de gênero.
analisar os dados com o intuito de promover investigações sobre a falta de representatividade feminina em áreas de exatas.
utilizar os dados para reforçar que as escolhas profissionais são determinadas por aptidões naturais distintas.
promover olimpíadas científicas escolares para motivar a competição entre meninas e meninos.
O art. 32 da LDBEN determina que o estudo sobre os símbolos nacionais será incluído nos currículos do Ensino Fundamental como:
Conteúdo obrigatório.
Itinerário formativo.
Atividade extraclasse.
Tema transversal.
O conceito de "justiça curricular" na educação brasileira contemporânea refere-se à necessidade de construir currículos que reconheçam e valorizem a diversidade cultural, social e epistemológica dos estudantes. Esta perspectiva questiona a neutralidade dos conhecimentos escolares e propõe currículos mais democráticos e inclusivos. No contexto brasileiro atual, a justiça curricular enfrenta como principal tensão:
A oposição entre conhecimentos científicos universais e saberes locais particularistas, sem possibilidade de diálogo epistemológico.
A necessidade de escolher exclusivamente entre currículo humanístico ou técnico-profissionalizante.
A impossibilidade de conciliar formação cidadã com preparação para o mercado de trabalho globalizado.
O conflito entre demandas por inclusão de diversidades (étnico-racial, de gênero, religiosa) e pressões por padronização curricular nacional e internacional.
A incompatibilidade total entre métodos tradicionais de ensino e pedagogias críticas contemporâneas.
Garantir às crianças negras um trato digno na Educação Infantil significa retirá-las do lugar da injustiça e da não humanidade impostas pelo racismo. Conforme Gomes (2019), construir um currículo emancipatório na Educação Infantil que compreenda a raça como um dos seus eixos epistemológicos e pedagógicos
significa compreender os sujeitos da educação inseridos no mundo.
consiste em enxergar os sujeitos escolares fora dos contextos sociais.
implica tratar os sujeitos educacionais como peças de um sistema fixo.
pressupõe aceitar os indivíduos da educação como neutros culturalmente.
envolve entender os sujeitos escolares como homogêneos no aprendizado.
O Programa de Educação Cidadã Integral, criado pela Lei nº 13.533/2024 no âmbito do Estado da Paraíba, visa à implementação de políticas educacionais integradas voltadas à formação ampla dos estudantes da Rede Pública de Ensino. Coordenado pela Secretaria de Estado da Educação, o Programa organiza-se em categorias distintas de escolas e segue diretrizes específicas para sua implantação. Considerando as disposições legais pertinentes, assinale a alternativa correta.
As Escolas Cidadãs Integrais Indígenas devem seguir exclusivamente os currículos nacionais padronizados, ainda que isso implique restringir a valorização dos saberes tradicionais e das línguas das comunidades atendidas.
As Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas têm como finalidade exclusiva o acolhimento de alunos em situação de vulnerabilidade, sem nenhum vínculo com o modelo pedagógico de educação integral proposto pela rede.
A expansão do Programa de Educação Cidadã Integral está condicionada exclusivamente à disponibilidade orçamentária da Secretaria de Estado da Educação, independentemente de diretrizes estratégicas da gestão pública.
A Escola Cidadã Integral Indígena, como categoria do programa, busca respeitar e promover os saberes ancestrais e a identidade cultural indígena, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes em diversas dimensões.
O Programa de Educação Cidadã Integral compreende apenas três categorias escolares, sendo elas as Escolas Cidadãs Integrais, Técnicas e Socioeducativas, não havendo previsão de escolas com identidade étnico-cultural específica.
A Educação Escolar Quilombola deve ser ofertada por estabelecimentos de ensino:
públicos e privados
públicos, somente
transversal
multiplicadores de mecanismos eletrólitos
Uma comunidade rural quilombola no Recôncavo Baiano, composta por 45 famílias, ocupa tradicionalmente uma área de 800 hectares há mais de 150 anos, desenvolvendo agricultura de subsistência, criação de pequenos animais e práticas agroecológicas ancestrais. A comunidade enfrenta conflitos fundiários com fazendeiros vizinhos que questionam a legitimidade da posse, alegando possuir títulos de propriedade sobre parte das terras. Paralelamente, a única escola da região atende 60 crianças em sistema multisseriado, funcionando em condições precárias, com currículo urbano descontextualizado e professores sem formação específica para Educação do Campo. A comunidade reivindica tanto a regularização fundiária quanto uma educação que valorize seus saberes tradicionais e fortaleça sua identidade territorial. Considerando a legislação brasileira e baiana sobre Educação do Campo, direitos quilombolas, e os princípios da Educação do Campo, analise a situação descrita. Qual alternativa apresenta uma análise adequada considerando o marco legal da Educação do Campo e os direitos territoriais quilombolas?
O Decreto 7.352/2010 e a Resolução CNE/CEB 01/2002 fundamentam a necessidade de uma Educação do Campo contextualizada, enquanto o artigo 68 do ADCT da Constituição Federal garante direitos territoriais quilombolas, exigindo ações integradas que articulem regularização fundiária e educação diferenciada.
A Resolução CEE 68/2013 da Bahia sobre Educação Escolar Quilombola é suficiente para resolver a situação educacional, independentemente da questão territorial, pois estabelece diretrizes específicas que prescindem da titulação das terras.
O Plano Nacional de Educação e o Decreto Estadual 13.247/2011 da Bahia são incompatíveis entre si no tratamento de comunidades tradicionais, gerando conflito normativo que impede ações efetivas de Educação do Campo.
A Lei 12.960/2014, que dificulta o fechamento de escolas do campo, resolve automaticamente os problemas educacionais da comunidade, sendo desnecessárias outras intervenções pedagógicas ou territoriais específicas.
A situação deve ser resolvida prioritariamente através da aplicação da LDB 9.394/96, que garante educação básica para todos, sendo secundária a questão fundiária, já que a educação independe da regularização territorial da comunidade quilombola.
Embora seja relevante, no espaço escolar, conhecer a diversidade linguística nacional, a função primordial da escola é ensinar a norma-padrão.
Certo
Errado
A ausência de estratégias efetivas para a implementação da Portaria MEC nº 470/2024, que institui a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, caracteriza descumprimento do dever estatal e institucional de assegurar equidade educacional, uma vez que essa política exige planejamento, monitoramento e avaliação.
Certo
Errado
Leia o fragmento de texto abaixo.
“Os dados analisados pelo UNICEF, tendo como fonte o Censo Escolar/Inep, revelam que a distorção idadesérie (quando o aluno tem dois ou mais anos de atraso) vem caindo no País. Em 2023, eram 13,4% dos estudantes da Educação Básica, caindo para 12,5% em 2024. Apesar da melhora geral, o País ainda tem desafios no enfrentamento do fracasso escolar, com desigualdades importantes quando olhamos para recortes relativos à raça/cor e sexo. A distorção idade-série entre estudantes negros da Educação Básica é quase o dobro daquela registrada entre brancos em 2024 (15,2% versus 8,1%). O problema atinge mais meninos do que meninas, 14,6%, versus 10,3%.”
UNICEF. Brasil reduz taxa de distorção idade-série, mas desigualdades ainda persistem. Brasília: Fundo das Nações Unidas para a Infância, 2024.
Com base no fragmento acima e nas diretrizes da LDB nº 9.394/1996, é CORRETO afirmar que a:
redução da distorção idade-série, ainda que parcial, sinaliza o cumprimento progressivo dos princípios da LDB, podendo as redes priorizar estratégias de reforço geral sem a necessidade de diferenciação por raça ou gênero, a fim de preservar a isonomia prevista no art. 3º.
queda percentual da distorção idade-série evidencia a eficácia das medidas de progressão continuada e da ampliação do tempo escolar, bastando consolidar tais políticas para alcançar a igualdade de oportunidades preconizada pela LDB.
LDB assegura igualdade de condições de acesso e permanência, mas não prevê diferenciação pedagógica com base em desigualdades raciais ou de gênero, o que orienta as redes a adotar ações universalistas centradas no currículo comum nacional.
persistência das desigualdades entre grupos raciais e de gênero reforça o dever do Estado e das redes de ensino de promover condições equitativas de permanência e aprendizagem, por meio de políticas que articulem acompanhamento pedagógico, formação docente e reorganização curricular, conforme preceitos da LDB.