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Associe os conceitos legais da coluna da esquerda com as descrições da coluna da direita sobre Sistemas de Ensino:
(a) Sistema Federal de Ensino. | (____) Compreendem as instituições do ensino fundamental, médio e de educação infantil mantidas por este Poder Público específico; as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada; e os órgãos municipais de educação. |
(b) Sistemas de Ensino dos Estados e do Distrito Federal. | (____) Compreendem as instituições de ensino mantidas, respectivamente, por tais Poderes Público específicos; as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal; as instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela iniciativa privada; e os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal. |
(c) Sistemas Municipais de Ensino. | (____) Compreende as instituições de ensino mantidas pela União; as instituições de educação superior mantidas pela iniciativa privada; e os órgãos federais de educação. |
A sequência que preenche corretamente as lacunas da coluna da direita é:
(c), (b), (a).
(a), (b), (c).
(b), (a), (c).
(a), (c), (b).
São princípios nos quais o ensino deverá ser ministrado, EXCETO,
valorização da experiência extraescolar.
consideração com a diversidade étnico -racial.
desvinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.
Assinale a alternativa INCORRETA, quanto aos Temas Contemporâneos Transversais na BNCC:
Os Temas Contemporâneos Transversais, ou TCTs, estão dispostos em seis macro áreas temáticas, sendo articulados pela Coordenação-Geral de Educação Ambiental e Temas Transversais da Educação Básica, no Ministério da Educação.
Os TCTs na BNCC não se preocupam em cumprir a legislação que versa sobre a Educação Básica, estando indiferentes ao direito dos estudantes ao acesso a conhecimentos que possibilitem a formação para o trabalho, para a cidadania e para a democracia.
Dentre os vários pesquisadores que investigam e discorrem sobre a relevância e responsabilidade da educação, parece ser consenso que, para atingir seus objetivos e finalidades há que se adotar uma postura que considere o contexto escolar, o contexto social, a diversidade e o diálogo.
Os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) têm a condição de explicitar a ligação entre os diferentes componentes curriculares.
Leia o trecho a seguir:
Na década de 1980, surge o conceito de bullying. O vocábulo é derivado da língua inglesa, na qual bull significa touro. Assim, o bullying quer dizer intimidar, atemorizar, tiranizar, maltratar, ou seja, a pessoa age como um touro bravo, raivoso. (NUNES e XAVIER, 2015, p. 146)
O termo bullying compreende:
todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivações evidentes, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, executadas dentro de uma relação desigual de poder.
os desentendimentos que ocorrem no dia a dia, que podem incluir ou não xingamentos, tomando como referência o determinado pelo ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.
as ações que incomodam as crianças e os adolescentes no que diz respeito à falta de concordância e conflitos de ideias.
todas as ações que forem julgadas, pelas competências superiores institucionais, que afrontem as regras de convivência e o regimento escolar.
Durante muito tempo, as relações interpessoais entre estudantes e até mesmo entre professores e estudantes foram afetadas por comportamentos tóxicos que, felizmente, hoje são identificados como bullying. Mas o que é o bullying?
Qualquer forma de violência física ou verbal feita por estudantes contra membros da equipe pedagógica da escola.
Atos isolados de discriminação e desrespeito ao pluralismo de ideias.
Um comportamento intencional e repetitivo de agressão física ou psicológica, realizado com o intuito de causar sofrimento, desequilíbrio e imposição de poder.
Uma brincadeira inofensiva, que não tem a intenção de causar desconforto emocional.
Qualquer discussão ocasional que coloque uma das partes em condição de submissão.
De acordo com a BNCC, considerando-se algumas das categorias e das abordagens fundamentais da Educação Básica, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Embora o tempo, o espaço e o movimento sejam categorias básicas na área de ________________, não se pode deixar de valorizar também a crítica sistemática à ação humana, às relações sociais e de poder (...). O ensino de ________, ao estimular alunos a desenvolver uma melhor compreensão do mundo, não só favorece o desenvolvimento autônomo de cada indivíduo, como também o torna apto a uma intervenção mais responsável no mundo em que vive.
Linguagens | Língua Portuguesa e Arte.
Ciências da Natureza | Geografia e História.
Ciências Humanas | Geografia e História.
Linguagens | Dança e Música.
Em relação às Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica, assinale a alternativa incorreta.
Ao longo dos anos, juntamente com outros povos e comunidades considerados tradicionais e em articulação com outros movimentos sociais, os quilombolas, por meio de suas ações e atuação política, têm contribuído no processo de mudança do próprio campo jurídico, na aplicação e interpretação das leis, pressionando o Estado e o próprio Direito a realizar a devida relação entre os princípios da igualdade e da pluralidade.
Enquanto direito humano, social e público subjetivo, aliado à ação educativa da família e da comunidade, o Ensino Fundamental deve se constituir em tempo e espaço de formação para a cidadania, articulado ao direito à identidade étnico-racial, à valorização da diversidade e ao direito à igualdade. Nesse sentido, é de obrigação do Estado a sua universalização, incluindo nessa as comunidades quilombolas.
Na Educação Infantil, a frequência das crianças de até 3 (três) anos é uma obrigação das famílias das comunidades quilombolas com prioridade de acesso, visto que especialmente para esse grupo é necessário considerar a importância da escola para lidar com a vulnerabilidade presente desde a escravidão.
Nas diversas comunidades quilombolas, é possível observar a consciência de ter sua origem, noBrasil, associada aos vários processos de resistência à escravidão negra, no passado, e à luta pelo território, pela identidade étnico-racial e pelas suas especificidades históricas, sociais, culturais, políticas e econômicas, no presente.
A educação do campo destina-se aos grupos étnicoraciais com histórico de luta e resistência no Brasil. Essa forma de educação busca valorizar e respeitar a cultura, a identidade e o conhecimento tradicional dessas comunidades, promovendo uma educação que esteja enraizada em suas realidades e tradições.
Certo
Errado
A Lei nº 9.394 estabelece a alfabetização como meio para conquistar direitos, pois, à luz dessa lei, a alfabetização plena e a capacitação gradual para a leitura ao longo da Educação Básica são requisitos indispensáveis para a efetivação dos direitos e objetivos de aprendizagem e para o desenvolvimento dos indivíduos.
Certo
Errado
O Art. 31 da LDB em consonância com a redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013 afirma que a educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras comuns. Entre elas podemos afirmar ser INCORRETA:
Avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, com o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.
Carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional.
Atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral.
Controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas.
Os quilombolas, compreendidos também como povos ou comunidades tradicionais, exigem que as políticas públicas a eles destinadas considerem a sua inter-relação com as dimensões históricas, políticas, econômicas, sociais, culturais e educacionais que acompanham a constituição dos quilombos no Brasil. Consequentemente, a Educação Escolar Quilombola não pode ser pensada somente se levando em conta os aspectos normativos, burocráticos e institucionais relacionados à configuração das políticas educacionais. A sua implementação deverá ser sempre acompanhada de consulta prévia e realizada pelo poder público junto às comunidades quilombolas e suas organizações.
BRASIL/CNE. Parecer CNE/CEB n. 16/2012. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, 2012 (adaptado).
Considerando o texto e as discussões sobre políticas de articulação escola/comunidade quilombola, avalie as afirmações a seguir.
I. A relação entre educação e movimentos sociais na educação quilombola objetiva adequar essa organização cultural ao sistema educacional.
II. A história, a memória, o território, a ancestralidade e os conhecimentos tradicionais da comunidade quilombola são aspectos considerados na garanti a do direito à educação quilombola.
III. O papel da comunidade quilombola é determinante nos processos decisórios acerca da educação escolar a ser nela implementada.
É correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A educação quilombola é uma demanda social e cultural que se insere nas políticas públicas brasileiras pelo direito à diferença, seguida do movimento de reconhecimento de grupos que foram excluídos ao longo da história e de suas lutas por igualdade na diferença, como no caso das populações negras brasileiras e das comunidades indígenas. Há séculos que os atores diretos de tais mobilizações, os quilombolas, lutam contra a negação de suas tradições, seus discursos e seus saberes presentes em seus territórios.
Assim, sobre as etapas e modalidades da Educação Básica, conforme a Resolução da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais – (SEE/MG) nº 3.658, de 24 de novembro de 2017 que institui as “Diretrizes para a Organização da Educação Escolar Quilombola no Estado de Minas Gerais”, analise as afirmativas a seguir:
I. A Educação Infantil se constitui como a primeira etapa da Educação Básica, na qual se privilegiam práticas de cuidar e educar, é um direito das crianças dos povos quilombolas, de oferta obrigatória pelo poder público municipal para crianças de 4 (quatro) e 5 (cinco) anos de idade.
II. A decisão pela matrícula e frequência das crianças de 0 (zero) a 5 (cinco) anos de idade é uma opção dos familiares quilombolas, a partir de suas referências culturais e de suas demandas.
III. A Educação Escolar Quilombola no âmbito da Educação Básica deve compreender todas as etapas e modalidades de ensino de oferta, segundo as competências definidas nos termos da legislação vigente.
IV. A oferta da Educação Infantil Quilombola deverá garantir à criança o direito de permanecer, prioritariamente, na escola mais próxima do seu espaço comunitário de referência, evitando o seu deslocamento para outras localidades.
V. O Ensino Fundamental, direito humano, social, público, objetivo, aliado à ação educativa da família e da comunidade, deve articular-se, no contexto da Educação Escolar Quilombola, com os conhecimentos institucionais, com o direito à identidade étnico-racial, e com a dinâmica própria de organização de cada comunidade quilombola, tendo o respeito à diversidade como valor fundamental.
Explicam o que compete às etapas e modalidade da Educação Quilombola no contexto da Educação Básica, apenas as afirmativas:
Educação Escolar Quilombola é a modalidade de educação que compreende:
as escolas estabelecidas em territórios quilombolas certificados pelo INCRA.
o atendimento a estudantes negros descendentes de escravos oriundos de qualquer território.
uma rede escolar própria com autonomia curricular e de gestão financeira.
as escolas quilombolas e as escolas que atendem estudantes oriundos de territórios quilombolas.
um sistema de ensino peculiar e paralelo ao sistema nacional de educação.
A luta das comunidades quilombolas pelo direito à terra, pela afirmação de suas identidades culturais e por uma educação diferenciada extrapola os limites do tempo e da História e envolve a elaboração de documentos às instâncias federais, municipais e estaduais brasileiras. O reconhecimento dessas comunidades e de suas demandas é concomitante ao reconhecimento dos territórios e das ações pela melhoria da qualidade de vida de suas populações. Por isso, para materializar a educação quilombola, é urgente buscar uma escola para a diversidade, ou seja, a favor da diversidade. Uma vez que educar para a diversidade possibilita reconhecer as diferenças, respeitando-as, aceitando-as e inserindo-as na agenda do processo educacional.
Sendo assim, analise a organização curricular da educação quilombola, a partir das “Diretrizes para a Organização da Educação Escolar Quilombola no Estado de Minas Gerais” (2017).
O currículo da educação escolar quilombola deve
I. observar e respeitar as disposições e orientações da Base Nacional Comum Curricular, do Currículo Básico Comum (CBC) e articulá-las com a parte diversificada, a fim de garantir a dissociabilidade entre conhecimento escolar e os conhecimentos tradicionais produzidos pelas comunidades quilombolas.
II. garantir ao estudante o direito de conhecer o conceito, a história dos quilombos no Brasil e em Minas Gerais, o protagonismo do movimento quilombola e do movimento negro, assim como o seu histórico de lutas.
III. implementar a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena, nos termos da legislação em vigor.
IV. reconhecer a história e cultura afrobrasileiras como elementos estruturantes do processo de formação nacional e regional, considerando as mudanças, as recriações e as ressignificações históricas e socioculturais que fundamentam as concepções de vida dos afro-brasileiros na diáspora africana.
V. dizer respeito aos modos de organização dos tempos e espaços escolares de suas atividades pedagógicas, das interações do ambiente educacional, essencialmente das relações de igualdade presentes no fazer educativo, na sociedade e nas formas de conceber e construir conhecimentos escolares, constituindo parte importante dos processos sociopolíticos e culturais de construções identitárias.
NÃO representam as diretrizes da organização curricular da educação quilombola as afirmativas:
Ao longo da história, as comunidades quilombolas tiveram seus direitos negados. O direito dessas comunidades à educação e à escola apenas recentemente tem sido reconhecido. E, ainda assim, muito timidamente. Segundo o documento que estabelece as Diretrizes para a Organização da Educação Escolar Quilombola (2017), ela será ofertada preferencialmente por estabelecimentos de ensino localizados em comunidades quilombolas, rurais e urbanas, reconhecidas pelos órgãos públicos.
São princípios que fundamentam a Educação Escolar Quilombola:
I. A legalidade, as línguas reminiscentes, a moralidade, os marcos civilizatórios e a impessoalidade.
II. A superação do racismo, o incentivo ao planejamento do trabalho, a impessoalidade e os marcos civilizatórios.
III. A memória coletiva, o direito ao etnodesenvolvimento, a superação do racismo, a territorialidade e o respeito ao processo histórico.
IV. A articulação entre os conhecimentos científicos, tradicionais e práticas socioculturais, as tecnologias e as formas de produção do trabalho.
V. A defesa do meio ambiente, a redução das desigualdades, a livre concorrência e o incentivo ao planejamento do trabalho e da vida social.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
“Eles dizem que às vezes são discriminados por ser quilombola, que as escolas estão encharcadas, salas superlotadas e que a merenda é de péssima qualidade. Diz que menino fica até sem comer lá, o dia todo, porque sai daqui cinco e meia, quando chega na Umburana já é seis e meia da manhã, então tem um ônibus pra pegar Umburana, Remanso, Caatinguinha e Mata, e outro ônibus para levar Vitorino.”
O trecho acima narra um cenário de atendimento escolar no ensino médio a comunidades quilombolas e expressa
O desenvolvimento da educação especial de qualidade nas escolas é um grande desafio para atuação dos professores. Quando nos referimos a alunos residentes em Quilombolas, observa-se uma situação de maior isolamento e invisibilidade, por falta de acesso aos recursos disponíveis.
Dentre as afirmativas abaixo, as temáticas relacionadas à interface entre a educação especial e educação escolar quilombola são:
I. Os direitos assegurados na Resolução no 8, de 20 de novembro de 2012, definem as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Quilombola na Educação Básica.
II. As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar garantem apoio técnico pedagógico aos estudantes, recursos didáticos e tecnológicos em âmbito geral.
III. Essa interface ainda não ocorre porque as escolas de quilombos ainda são precárias no país.
IV. A Resolução no 8 garante que o trabalho precisa ser realizado a partir da escuta das famílias e do contexto sociocultural das comunidades.
Está correto o que se afirma APENAS em