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As transformações na compreensão da autoridade docente, discutidas por autores como Philippe Perrenoud e Jurgen Habermas, apontam para uma transição de um modelo verticalizado de poder para um paradigma comunicativo e negociado, no qual os processos de construção de normas se dão por meio da argumentação intersubjetiva. Entretanto, essa reconfiguração enfrenta limites concretos no cotidiano escolar, sobretudo no que tange à mediação de conflitos e à consolidação de climas educativos democráticos. Diante desse contexto, qual alternativa apresenta um obstáculo significativo à efetivação de uma gestão dialógica da sala de aula?
A ausência de dispositivos legais específicos dificulta a legitimação institucional de práticas formativas baseadas na ética do discurso.
A fragmentação do tempo pedagógico e a sobrecarga curricular reduzem as condições objetivas para práticas dialógicas consistentes.
A busca por neutralidade valorativa por parte do professor impede o engajamento político necessário à construção de regras coletivas.
O predomínio da autoridade técnica docente enfraquece os mecanismos tradicionais de controle disciplinar.
A descentralização da tomada de decisão prejudica a aplicação coerente de normas escolares em diferentes turmas.