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A escola que os alunos da Educação de Jovens e Adultos têm em seu imaginário, nem sempre é aquela com que se deparam nos primeiros dias de aula. Nesses casos, esperam encontrar um lugar onde predominam aulas expositivas, com pontos copiados da lousa, onde o professor é o único detentor do saber e transmite conteúdos que são recebidos passivamente pelo aluno. [...] Muitos, ao se depararem com uma aula na qual são convidados a pensar juntos, em grupo, a aprender com a música, a poesia, o jornal, a fazer matemática com jogos e cálculos diversos, construir projetos, estranham, resistem e acreditam não ser esse o caminho para aprender o que a escola ensina. Neusa, uma aluna de EJA, descreve bem esse quadro:
“Na primeira semana de aula, eu estava muito assustada, não entendia nada, tudo era diferente. Cheguei até a pensar em desistir, mas criei coragem e continuei, e hoje estou muito feliz”.
Este cenário poderá ser transformado na medida em que:
a unidade escolar obrigue os alunos dessa modalidade de ensino a frequentarem as aulas e realizarem as tarefas integralmente, como condicionantes para aprovação.
a escola investir no acolhimento desse aluno, que é alguém especialmente receptivo à aprendizagem, repleto de curiosidade e que vai para a sala de aula desejoso de novas experiências.
a escola mude sua maneira de trabalhar os conteúdos, tratando-os como os alunos desejam, com aulas expositivas, temas copiados, fazendo os alunos felizes dessa forma.
ignorando os anseios dos alunos dessa modalidade de ensino visto que logo desistem das aulas e as turmas são fechadas.