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Por um tempo, o currículo foi entendido como uma lista de objetivos e conteúdos programáticos que deveriam ser ensinados num determinado curso ou ano de escolaridade. Com os avanços das pesquisas, foram formuladas as teorias do currículo (tradicionais, críticas e pós-críticas) que ampliaram o olhar sobre as relações entre conhecimento e poder. Uma das contribuições das teorias críticas do currículo foi:
evidenciar que, à medida que reflete a epistemologia dominante, o currículo existente é claramente masculino
definir o que ensinar, de modo neutro, sem compromisso ideológico, tal como se exige do conhecimento científico
explicitar que, ao transmitir a ideologia dominante, o currículo se torna um aparelho ideológico do Estado capitalista
demonstrar que o texto curricular (livros, rituais escolares) está cheio de narrativas étnicas e raciais de identidades dominantes