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Considerando as contribuições dos estudos contemporâneos sobre a sexualidade infantil, especialmente no que se refere às manifestações da sexualidade no desenvolvimento da criança, assinale a alternativa correta.
A presença de comportamentos como masturbação, exibicionismo e curiosidade corporal na infância caracteriza antecipação indevida da sexualidade adulta, exigindo intervenções corretivas para sua supressão.
A sexualidade infantil manifesta-se de forma restrita ao ambiente familiar, uma vez que a escola constitui um espaço neutro, no qual tais expressões não emergem nem interferem nos processos educativos.
As expressões da sexualidade infantil, incluindo jogos sexuais, curiosidade pelo corpo do outro, conversas em grupo e experimentações, constituem processos de aprendizagem e descoberta, devendo ser compreendidas como parte do desenvolvimento infantil.
As manifestações da sexualidade infantil, como jogos, brincadeiras, curiosidade corporal e uso de palavras de cunho sexual, devem ser compreendidas como comportamentos desviantes, sendo indicativas precoces de distúrbios ou de influência inadequada do meio adulto.
Considerando os conceitos sobre identidade de gênero, assinale a alternativa correta.
O termo cisgênero designa pessoas que não se identificam com o sexo que lhe foi atribuído ao nascer.
O termo “cis” é utilizado para se referir a pessoas que se identificam com o sexo designado no nascimento.
A atribuição de sexo ao nascer ocorre com base em convenções sociais, podendo desconsiderar nuances biológicas.
A identidade de gênero corresponde ao sexo atribuído ao nascimento, sendo ambos considerados equivalentes.
A condição de cisgênero define de forma permanente a identidade de gênero, não havendo possibilidade de questionamentos ou mudanças ao longo da vida.
A educação sexual deve incorporar abordagens que considerem os aspectos culturais e religiosos dos alunos, garantindo que as informações sejam transmitidas de maneira sensível e respeitosa, respeitando as crenças individuais.
Certo
Errado
No livro “Educação contra a barbárie: por escolas democráticas e pela liberdade de ensino”, Rogério Diniz Junqueira (2019) faz a seguinte observação: “Assistimos nos últimos anos à emergência de um discurso reacionário que, entre outras coisas, afirma haver uma conspiração mundial contra a família”. Nesse contexto, ainda de acordo com o autor, a escola teria se tornado um espaço estratégico para a imposição da “ideologia de gênero”.
Considerando o pensamento dos adeptos desse discurso, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir:
( ) Os professores, em vez de cumprirem o currículo, com a ideologia de gênero, buscariam usurpar dos pais o protagonismo na educação moral de seus filhos.
( ) Por meio da ideologia de gênero, os professores estariam usando o processo de escolarização para cancelar as diferenças naturais entre homens e mulheres.
( ) A ideologia de gênero serviria para identificar, compreender e criticar a naturalização das relações de gênero, as hierarquizações sexuais, a heterossexualização compulsória, entre outras.
( ) Por meio da ideologia de gênero, desenvolver-seia uma erotização das crianças, estimulando-as a se interessarem por homossexualidade, transexualidade, aborto etc.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
F, F, V, V.
F, V, F, F.
V, V, F, V.
V, F, V, F.
A educação sexual está intrinsecamente relacionada aos direitos fundamentais de cada indivíduo, como o direito à saúde, à educação, à informação e à não discriminação. Esses direitos são reconhecidos internacionalmente como parte dos direitos humanos.
Certo
Errado


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Qual é um dos principais objetivos da Educação Sexual para crianças e adolescentes, no contexto escolar?
Ensinar práticas sexuais específicas de acordo com a idade.
Promover o conhecimento sobre anatomia humana apenas aos adolescentes.
Desenvolver a consciência sobre o respeito mútuo, a diversidade, a afetividade e a prevenção de abusos.
Incentivar a busca por relacionamentos amorosos desde a infância.
A educação sexual nas escolas é fundamental para capacitar crianças e adolescentes a reconhecerem situações de violência, entenderem seus direitos e buscarem ajuda, contribuindo assim para a criação de um ambiente seguro e protetor.
Certo
Errado
A escola é o lugar onde as crianças e adolescentes passam a maior parte de seu tempo, por isso ela é também, muitas vezes, lugar de conflito. O bullying, por exemplo, é um tema que tem sido amplamente discutido no cenário da escola e é definido, pelo Ministério da Educação (MEC) e pesquisadores da área, como
uma brincadeira de mau gosto aplicada por um grupo de pessoas a um sujeito mais vulnerável de forma não intencional.
uma postura discriminatória contra minorias étnicas, tomada por indivíduos superiores física e cognitivamente.
uma ação que envolve violência física e/ou psicológica, que pode ser aplicada por uma pessoa ou um grupo, de forma sistemática.
um gesto de intolerância diante das diferenças existentes na sociedade, realizado por grupos radicais de forma seletiva e com motivação evidente.
Sobre a abordagem do tema sexualidade no ambiente escolar, assinale a alternativa CORRETA.
Ensinar sobre sexualidade é um papel exclusivo da família, pois o assunto deve ser tratado com naturalidade e respeitando os valores de cada família.
O tema deve ser abordado com naturalidade na escola, através de projetos pedagógicos e atividades variadas, evidenciando o conteúdo, objetivos, faixa etária e metodologias.
A escola deve evidenciar, na proposta pedagógica, como são trabalhadas as questões de gênero e sexualidade e nas atividades onde sejam solicitados materiais às famílias, identificando o que é para meninas e o que é para meninos.
Filmes são excelentes formas de trabalhar o conteúdo. Nesse sentido, os professores devem planejar as ações independentemente da faixa etária.
Cabe à escola fornecer um conceito sistematizado e pronto ao educando, evidenciando subsídios para que ele seja capaz de tirar suas conclusões e formular sua própria opinião acerca dos conteúdos discutidos.
Qual é o papel da educação em sexualidade e gênero nas escolas?
Promover a igualdade de gênero e os direitos humanos, capacitando crianças e jovens para uma vida mais saudável e segura.
Evitar a iniciação sexual precoce e reduzir a frequência de relações sexuais e número de parceiros entre jovens.
Aumentar a atividade sexual e o comportamento de risco entre os jovens.
Reduzir a evasão escolar de meninas causada por gravidez ou casamento precoce.
Desmentir teorias que afirmam que a educação em sexualidade aumenta as taxas de infecção por HIV.


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Dados de 2019 mostraram que no Brasil, um em cada sete bebês foi filho de mãe adolescente (10 a 20 anos). A cada hora nasceram 48 bebês, filhos de mães adolescentes. Um dado preocupante é o número de bebês com mães de até 14 anos que contabilizou 19.330 nascimentos, o que significa que a cada 30 minutos, uma menina de 10 a 14 anos tornou-se mãe! Das gravidezes que ocorreram na adolescência, 66% foram não intencionais, o que significa que a cada 10 adolescentes que engravidaram, 7 referiram ter sido “sem querer”.
Internet:<https://www.crf-pr-org.br>
Considerando essa informação, bem como o que preconiza o Programa Saúde na Escola sobre saúde sexual e reprodutiva, é correto afirmar que
o currículo escolar deve estar comprometido com a construção de diferentes abordagens interdisciplinares, intersetoriais e complementares, na temática da promoção à saúde sexual e reprodutiva.
o projeto político-pedagógico (PPP) não deve incluir ações que visem à promoção da saúde sexual e reprodutiva dos estudantes, por ser este tema objeto de ação da área de saúde.
apenas profissionais da saúde devem receber formação continuada para responder às diferentes situações relacionadas à promoção da saúde sexual e reprodutiva.
a escola deve fomentar a participação das famílias em ações que abordem a saúde sexual e reprodutiva de seus filhos, evitando que os estudantes tenham acesso às informações.
Diante da complexidade associada à educação sexual, formação moral e valores éticos, assinale a alternativa que indica a abordagem mais eficaz para integrar esses aspectos de forma abrangente no contexto educacional:
restringir o ensino de educação sexual apenas à biologia, evitando discussões éticas e morais;
adotar uma abordagem moralista rígida, impondo valores específicos sem considerar a diversidade de perspectivas;
incentivar a participação dos pais exclusivamente na abordagem de questões morais e éticas;
integrar temas de sexualidade, moral e ética de maneira contextualizada e respeitosa, promovendo a reflexão crítica;
ignorar completamente a discussão sobre educação sexual, formação moral e valores éticos na escola.
Analise as alternativas a seguir:
I. A educação sexual nas escolas deve abranger, portanto, além das temáticas preventivas, como saúde sexual e reprodutiva, discussões que incluam os relacionamentos sociais, a cidadania e os direitos humanos, incluindo o respeito à diversidade sexual.
II. A educação sexual tem a ver com o direito de toda pessoa de receber informações sobre o corpo, sobre a sexualidade, sobre o relacionamento sexual e, também, tem a ver com o direito de ter várias oportunidades para expressar sentimentos, fomentar tabus, aprender, refletir e debater para formar sua própria opinião e seus próprios valores sobre tudo que é ligado ao sexo.
III. Para abordar, em sala de aula, os temas relacionados à educação sexual, o educador deve estar tecnicamente capacitado, isto é, provido de informações científicas atualizadas, provenientes de fontes fidedignas, além de recorrer a vários recursos, especialmente aqueles mais adequados para os educandos.
Marque a alternativa correta:
Todas as alternativas estão corretas.
Nenhuma alternativa está correta.
Apenas uma das alternativas está correta.
Apenas duas alternativas estão corretas.
Sobre a abordagem do tema orientação sexual, no currículo escolar, não é correto afirmar que se deve:
abordar a sexualidade como algo inerente à vida e à saúde, que se expressa desde cedo no ser humano.
omitir informações sobre doenças transmissíveis e gravidez indesejada na adolescência.
tratar as discriminações e os estereótipos atribuídos e vivenciados em relacionamentos.
englobar o papel social do homem e da mulher e o respeito por si e pelo outro.
A educação sexual deve abordar a diversidade sexual e de gênero, ajudando os alunos a compreender e respeitar as diferentes identidades e orientações sexuais, o que contribui para a inclusão e combate à discriminação.
Certo
Errado


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Em diversos documentos da Organização das Nações Unidas e outras importantes instituições, a educação escolar aparece como elemento de destaque quando o assunto é gênero e sexualidade. Trata-se de um assunto de fato importante e que exige bem compreender a lugar da escola face a ele, bem como compreender os conceitos envolvidos. Nesse sentido, uma adequada abordagem do tema envolve considerar que
sexualidade, gênero e identidade sexual configuram-se como aspectos estruturantes invariáveis da personalidade, fixando o indivíduo em sua condição geneticamente estabelecida por toda sua vida. É essa condição fixada na gênese do indivíduo que deve ser respeitada e acolhida. O papel da escola é justamente contribuir no acolhimento das diferenças e no combate à desigualdade, por isso a escola é colocada como central para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
opção sexual e identidade de gênero são as duas faces de uma mesma moeda, isto no sentido de que os referidos termos dizem respeito ao exercício da escolha, pelo sujeito, de como projeta viver sua sexualidade. A escola é chamada ao assunto por ser uma instituição repressiva, portanto capaz de eliminar as disposições dos indivíduos, conformando suas escolhas e, mais amplamente, seus corpos ao padrão heteronormativo de nossa sociedade.
identidade de gênero, sexualidade e sexo se apresentam como elementos invariantes na vida do indivíduo, pois estabelecida na condição biológica, seu desenvolvimento é a maturação daquilo que foi informado nos genes da pessoa. A escola é, nesse sentido, instituição da maior relevância, pois favorece a inclusão social e a luta contra a discriminação.
gênero e sexualidade são compreendidos como construções sociais, o que implica pensar a construção social das diferenças e da própria desigualdade. A escola é chamada a lidar com o tema porque o trabalho sistematizado, cientificamente fundamentado e de largo alcance que desenvolve junto à população em idade escolar, a coloca como instituição central no combate à violência, à discriminação e na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
A educação sexual deve incluir debates sobre a importância do autocuidado e da autoestima, ajudando os alunos a desenvolverem uma imagem corporal positiva e a cuidarem de sua saúde física e emocional.
Certo
Errado
A intervenção psicopedagógica em educação sexual deve abordar os impactos psicológicos e fisiológicos da gravidez precoce, ajudando os adolescentes a compreenderem os riscos e responsabilidades envolvidos.
Certo
Errado
A ausência da Educação Sexual nas escolas e de uma reflexão mais ampla sobre a sexualidade humana favorecem a persistência da intolerância e da violência, enfraquecendo o combate ao preconceito, ao abuso sexual infantil e à violência contra a população LGBTQIAPN+ e contra a mulher – tópicos fundamentais para o Brasil, que ainda convive com índices alarmantes de crimes dessas naturezas.
Certo
Errado
A preocupação com uma educação inclusiva e de qualidade tem sido tema constante em debates e conferências ao longo das últimas décadas. Em 2015, a Unesco reformulou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) trazendo 17 objetivos que devem ser implementados até 2030. O 4º item propõe como um de seus objetivos “assegurar a Educação Inclusiva, equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”. São encontros ou documentos internacionais voltados para a educação inclusiva, EXCETO:
Declaração Mundial de Educação para Todos (1990).
Declaração de Salamanca (1994).
Convenção da Guatemala (1999).
Declaração de Incheon (2015).
Acordo de Paris (2015).


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