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Em nome do sigilo profissional, para preservar o indivíduo em seu ambiente de trabalho, o psicólogo deve optar por fornecer à gerência do servidor um atestado com resultados diferentes daqueles obtidos pela aplicação de técnicas psicológicas.
Em caso de exoneração ou demissão, o psicólogo tem o dever de incinerar todo material confidencial em seu poder antes de deixar o cargo.
De acordo com o Código de Ética Profissional dos Psicólogos, no que diz respeito às responsabilidades e relações com Instituições Empregadoras e Outras, são responsabilidades do psicólogo, exceto:
garantir o caráter confidencial das informações que vier a receber em razão do seu trabalho, bem como, do material psicológico produzido.
em caso de demissão ou exoneração o psicólogo deverá repassar todo o material ao psicólogo que vier a substituí- lo.
na impossibilidade de repasse do material, o mesmo deverá ser lacrado e enviado ao responsável pela Instituição para que este faça o encaminhamento necessário.
não estabelecer para seus colegas nem aceitará para si salários que não seja fixado com dignidade, a fim de que representem justa retribuição pelos serviços prestados.
atuar na Instituição de forma a promover ações para que esta possa se tornar um lugar de crescimento dos indivíduos, mantendo uma posição crítica que garanta o desenvolvimento da Instituição e da Sociedade.
Se um funcionário encaminhado ao serviço de psicologia para tratar do uso abusivo de substâncias pedir ao psicólogo para ler o relatório sobre a evolução do tratamento, solicitado por sua gerência, o psicólogo deve permitir.
O Código de Ética Profissional do Psicólogo, em seu 17o artigo (Das relações com a Justiça), determina que o psicólogo
não escusar-se-á de funcionar em perícia que escape à sua competência profissional, desde que busque conhecimentos para tal.
colocará seu conhecimento à disposição da Justiça, no sentido de promover e aprofundar uma maior compreensão entre a lei e o agir humano, entre a liberdade e as instituições judiciais.
agirá sem isenção, expondo o que tiver conhecimento por meio do seu trabalho.
poderá ultrapassar, nos laudos, o limite das informações necessárias à tomada de decisão, desde que justifique sua posição.
poderá ser perito de pessoa por ele atendida ou em atendimento, em situações consideradas especiais.
O código de ética do psicólogo prevê que este tem o direito de participar de greves e o dever de defender a dignidade e os direitos profissionais da categoria. Por isso, em caso de greve no serviço onde trabalha, o psicólogo deve suspender todo e qualquer atendimento.
"Um código de ética deve expressar, de um lado, a dinamicidade própria da liberdade, do risco e da criação e, de outro, mostrar um conjunto de ações ou de comportamentos que seja representativo da realidade do dia-a-dia, com os quais o homem se põe diariamente em contato". Esta frase é incongruente com uma das sentenças abaixo descritas:
O código de ética é um mapa norteador da ação profissional e da operacionalização dos desejos humanos.
"A dinâmica da liberdade, do risco e da criação" sugere que, no espaço criativo formado pelo encontro entre profissionais e clientes, pode-se decidir pela solução mais eficaz e pela que traz satisfação.
O código de ética apresenta a realidade e sugere normas que explicitam situações profissionais, indicando caminhos como soluções de problemas.
A ética, enquanto Filosofia Moral, é um referencial que permite ao profissional enxergar seu cliente como um ser em relação ao mundo.
O ser humano está em constante mudança; dessa forma, o código de ética deve ser suficientemente flexível e sujeito a reflexões e atualizações.
Dentre as responsabilidades gerais do psicólogo, previstas no Código de Ética Profissional dos Psicólogos, não é vedado
Apresentar, publicamente, através dos meios de comunicação, resultados de psicodiagnóstico de indivíduos ou grupos, bem como interpretar ou diagnosticar situações problemáticas, oferecendo soluções conclusivas
Desviar para atendimento particular próprio, com finalidade lucrativa, pessoa em atendimento ou atendida em instituições com a qual mantenha qualquer tipo de vínculo
Sugerir serviços de outros profissionais, sempre que se impuser à necessidade de atendimento e este, por motivos justificáveis, não puder ser continuado por quem o assumiu inicialmente.
Atender, em caráter não eventual, a menor umpúbere ou interdito, sem conhecimento de seus responsáveis
Prestar serviços ou mesmo vincular seu título de Psicólogo a serviços de atendimento psicológico via telefônica
Do ponto de vista ético, espera-se que o psicólogo, no exercício de sua profissão,
influencie o cliente com convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas.
induza pessoas a recorrerem a seus serviços.
prolongue, desnecessariamente, o atendimento ao cliente.
esclareça ao cliente quanto aos prejuízos da interrupção inoportuna da assistência que vem recebendo.
omita informações sobre o trabalho que realiza, a fim de que o cliente possa aceitá-lo com mais facilidade.
Se o pai resolver encaminhar o filho a outra psicóloga, de sua confiança, e esta, autorizada pelo pai, solicitar a Tícia cópia dos dados por ela obtidos, Tícia deverá negar-se a prestar qualquer informação, a fim de cumprir seu dever de sigilo profissional.
Tratando-se de encaminhamento de adolescente feito por terceiros — orientadora educacional —, caberia à psicóloga contatar os pais do aluno antes de iniciar o atendimento.