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Com relação a atitudes e à comunicação, duas categorias clássicas da psicologia social cognitivista, julgue os próximos itens.
I São estáveis e, depois de instaladas, raramente mudam. Para sua mudança, dependem de que seus componentes sejam fortemente afetados, produzindo dissonância suficiente para alterar crenças.
II Trata‐se de um fenômeno contemporâneo da maior importância que afeta a relação dos grupos de forma substancial. Seus efeitos podem produzir efeitos nas relações interpessoais e seus princípios são muito utilizados para influenciar comportamentos sociais. É um fator importante de produção de dissonâncias.
Assinale a alternativa correta.
O item I refere‐se à comunicação e o item II a atitudes.
O item I refere‐se a atitudes, mas o item II não se refere à comunicação.
O item I refere‐se a atitudes e o item II refere‐se à comunicação
O item II refere‐se a atitudes, mas o item I não se refere à comunicação.
As ideias apresentadas nos itens I e II não se referem nem à comunicação nem a atitudes.
González Rey desenvolveu a categoria subjetividade social e explicitou sua importância para a psicologia social. A respeito dessa temática, é correto afirmar que
a subjetividade seja um sistema abstrato e impessoal; nesse aspecto, possibilita compreender as diferentes facetas dos processos humanos.
o conceito de subjetividade individual seja desnecessário para a compreensão da subjetividade social.
a subjetividade social se expresse por meio de sujeitos concretos que vivenciem problemas relacionados à exclusão social
seja uma categoria que reforça a fragmentação dos diferentes campos da psicologia social.
o conceito de subjetividade social tenha como objetivo explicar a complexidade de funcionamento dos espaços sociais.
De acordo com Aroldo Rodrigues et al (2007), “as definições de atitude embora divirjam nas palavras utilizadas, tendem a caracterizar as atitudes sociais como sendo variáveis intervenientes e como sendo integradas por três componentes claramente discerníveis.” São eles:
Componente afetivo, componente cognitivo e componente social.
Componente afetivo, componente motor, componente social.
Componente afetivo, componente cognitivo e componente comportamental.
Componente afetivo, Componente Cognitivo e Componente Motor
Componente Cognitivo, Componente fisiológico e componente Social.
Segundo Aguiar e Rozani (2007), podem ser considerados características da Psicologia Social da Saúde, EXCETO:
Atuação centrada em uma perspectiva coletiva e comprometimento com os direitos sociais e com a cidadania.
Estimular os membros da comunidade para que compreendam a complexidade do atendimento e deem adesão às determinações das equipes de saúde.
Atuação que se dá principalmente nos serviços de atenção primária à saúde e focaliza a prevenção de doenças e a promoção da saúde.
Extrema importância ao incentivo dos atores sociais envolvidos na geração de propostas de transformação do ambiente em que vivem.
Objetiva-se trabalhar dentro de um modelo mais integrado, reconhece-se a saúde como um fenômeno multidimensional em que interagem aspectos biológicos, psicológicos e sociais e caminha-se para uma compreensão mais holística do processo saúde-doença-cuidado.
No âmbito dos métodos de estudo e intervenção utilizados pela Psicologia, especialmente aqueles relacionados à Psicologia Social, temos um que lhe é característico, ou seja, o(a)
Levantamento.
Estudo de caso.
Grupo focal.
Pesquisa-ação.
Ensaio clínico.
Quanto à psicologia social, assinale a alternativa correta.
Para compreender sua história, é importante analisar os verdadeiros discursos que conformam sua organização como campo de estudo.
Estuda os fatos humanos, pois estes são evidentes em si, e considera importante fazer questionamentos sobre a forma como se configura a sociedade.
Em determinado momento histórico, foi reconhecida como uma disciplina com duas vertentes: a sociológica e a clínica.
Em sua fase institucionalizada, constituiu‐se em um movimento tipicamente norte‐americano
O pesquisador deve ser neutro, pois é condicionado pelos processos que investiga.
“Está em curso no Brasil um verdadeiro genocídio. A violência tem se tornado um flagelo para toda a sociedade, difundindo o sofrimento, generalizando o medo e produzindo danos profundos na economia. Entretanto, os efeitos mais graves da nossa barbárie cotidiana não se distribuem aleatoriamente. Como tudo no Brasil, também a vitimização letal se distribui de forma desigual: são sobretudo os jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pagado com a vida o preço da nossa insensatez coletiva. O problema alcançou um ponto tão grave que já há déficit de jovens do sexo masculino na estrutura demográfica brasileira. (...) Um jovem pobre e negro caminhando pelas ruas de uma grande cidade brasileira é um ser socialmente invisível. Uma das formas mais eficientes de tornar alguém invisível é projetar sobre ele ou ela um estigma, um preconceito. (...) Um dia, um traficante dá a um desses jovens uma arma. Quando um desses meninos nos parar na esquina, apontandonos esta arma, estará provocando em cada um de nós um sentimento – o sentimento do medo, que é negativo, mas é um sentimento. Ao fazê-lo, saltará da sombra em que desaparecera e se tornará visível. A arma será o passaporte para a visibilidade. (...) O jovem pede a carteira; aponta a arma para minha cabeça e pede a carteira. Pede, não. Ordena. Velha fórmula: a bolsa ou a vida. Leva o dinheiro. Com a grana, compra um tênis de marca.”
Soares, L.E. “Juventude e violência no Brasil contemporâneo. Em MAIA, M. S. (org) Por uma ética do cuidado. Garamond, p.323-355. (adaptado).
Do dilema entre se esse fenômeno é matéria para a psicologia ou é caso de polícia, a posição de Soares é a de que:
o preço da consagração do viés psicológico é a violência, e, por esse motivo, a punição eficaz é a solução necessária, na medida em que o sistema carcerário brasileiro está preparado para a ressocialização.
a violência no Brasil é um caso de profecia que se auto cumpre e, sendo assim, não há viés da psicologia ou do sistema de segurança pública que resulte em ações preventivas porque os resultados não atingem a mudança necessária.
é necessário incluir os fatores genéticos no que se refere à predisposição para a violência, e desta forma, a situação há de ter uma abordagem que viabilize a mensuração adequada sobre o perfil do agressor em situações de violência.
ambas as abordagens são necessárias, adequadas, justas e verdadeiras e deveriam conduzir a posturas e políticas públicas distintas, porém simultâneas e complementares.
as políticas públicas brasileiras são ineficazes, porque não levam em consideração o tratamento diferente para os diferentes; brancos e negros têm, em essência, as mesmas opções de escolha entre agir para o bem ou para o mal.