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Consideremos a discussão de Gênero e Psicologia (2009) que expõe a proposição de Teresa de Laurentis (1994) de pensar o gênero como produto de tecnologias sociais, discursos, epistemologias e práticas institucionalizadas que o sustentam dentro de um aparato social e representacional absorvido subjetivamente por cada pessoa. A autora também traz quatro proposições sobre o gênero:
I. O gênero é uma representação;
II. A representação do gênero é a sua construção;
III. A construção do gênero vem se efetuando hoje nos aparelhos ideológicos do Estado;
IV. A construção do gênero se faz por meio de sua reprodução.
Assinale a alternativa correta:
Somente a afirmativa I está incorreta.
Somente a afirmativa II está incorreta.
Somente a afirmativa III está incorreta.
Somente a afirmativa IV está incorreta.
Todas as afirmativas estão corretas.
Segundo Maritza Montero (2004), a prática em comunidades envolve as seguintes dimensões:
Crítica, comportamental, social e dinâmica.
Cognitiva, interacionista, sócio-histórica e subjetiva.
Conhecimento, diagnóstico, planejamento e intervenção.
Ontológica, epistemológica, metodológica, ética e política.
Identificação das necessidades, diagnóstico, construção de estratégias, avaliação.
Prevenir a violência contra crianças e adolescentes é possível. Quanto mais cedo se iniciam as intervenções preventivas, maior é a chance protetiva do contexto familiar quanto a essa problemática. Nesse sentido, o psicólogo, enquanto membro de uma equipe, pode atuar como facilitador da prevenção a violência, de modo a
analisar os casos de maneira uniforme, seguindo os padrões estipulados pela equipe, direcionados para a criança e o adolescente.
prevenir o aumento das consequências insalubres nos contextos familiares e suas transmissões intergeracionais.
garantir o apoio constante de outros profissionais, visando a atingir autossuficiência, independente da rede de cuidado no território.
desenvolver ações no território através de organização de redes, mobilização da comunidade e estratégias educativas.
Assinale a opção que se refere à influência do marxismo na psicologia comunitária.
A partir de meados dos anos 1980 e, mais fortemente da década de 1990, as chamadas políticas sociais, políticas públicas e políticas afirmativas, passaram a demandar programas comunitários voltados para o atendimento das diferentes necessidades da população. Isto estampou a possibilidade de ampliação da prática da psicologia para novos contextos e cenários, o que se revelou, no início do novo milênio, no crescimento do mercado de trabalho, no início do novo milênio, através da entrada do psicólogo nos setores da saúde, assistência social e planejamento urbano-comunitário, entre outros.
Martín-Baró apresenta uma compreensão que opõe alienação à consciência/conscientização. De um lado, a alienação (despersonalizante, desumanizante, expressão da falsa consciência de classe) e, de outro, a conscientização (autenticidade, identidade social, formação de consciência de classe). Assim, essas definições de alienação e conscientização adquirem significado completo quando referidas às razões do autor para o livro e sua proposta para a psicologia social, isto é, ao objetivo de revelar a dimensão ideológica das ações humanas, como determinadas por interesses de classe dos grupos diversos, a fim de que o sujeito possa tomar consciência desses determinantes para assumi-los ou negá-los. Isso significa superar a falsa consciência expressa na alienação e sustentada pela ideologia mediante um processo de conscientização, o que ressalta tanto a centralidade dessas três categorias conceituais nessa obra quanto a importância da relação que entre elas se estabelece.
Primeira noção de comunidade refere-se, portanto, à constatação de que a vizinhança humana e o convívio igualitário e desinteressado são necessários para o reconhecimento e a garantia da experiência de humanidade no outro e em si próprio. No campo e nas cidades contemporâneas, a mercantilização das relações sociais determina que essa vizinhança seja progressivamente substituída por uma experiência de comunicação e avaliação de riscos que cria uma coabitação sem convivência.
Este campo aliou-se fundamentalmente à Psicologia Social em sua perspectiva crítica, a fim de produzir intervenções sociais de caráter coletivo. Surge nos Estados Unidos no fim da década de 1990 e se define como um movimento que pretende contribuir para o florescimento e o funcionamento saudável de pessoas, grupos e organizações por meio do fortalecimento das competências ao invés de corrigir deficiências. A Psicologia Positiva reconhece o sofrimento humano, situações de risco e patologias, mas pretende investigar outra face das questões, por exemplo, o altruísmo e a felicidade. (Paludo & Koller, 2005, 2007).
A defesa das intervenções na dimensão subjetiva vem acompanhada dos argumentos que defendem uma especificidade para o trabalho do psicólogo quando inserido em contextos comunitários. É necessário então individualizar ou psicologizar questões econômicas, políticas, sociais para que o psicólogo possa intervir, tendo em vista os limites de sua atuação e de sua formação. Alguns textos reivindicam explicitamente uma especificidade para o trabalho do psicólogo comunitário, relacionada à sua caracterização como o profissional que pode lidar com o desejo, a singularidade, a emoção, os afetos etc. A sua exclusividade está justamente na possibilidade de intervir em tais dimensões.
Na perspectiva da Psicologia Social entende-se que as populações socialmente vulneráveis − quilombolas, negros, indígenas, ribeirinhas, refugiados ou outras – são constantemente atravessadas por
exclusões sociais que formam minorias psicológicas, sustentadas por ideologias de poder e desigualdades históricas e sociais.
violência institucional, provocada pelas disputas de poder entre indivíduos e grupos nas comunidades.
estigmas sociais, entendidos como processos cognitivos em que se forma um conceito sobre o outro, mesmo sem conhecê-lo.
preconceitos, formados com base na discriminação individual e social.
discriminações negativas e positivas em que são tratadas, respectivamente, por suas diferenças e igualdades.
Silvia Lane é um dos grandes referenciais brasileiros ao se tratar da Psicologia. Sua contribuição é marcante e expressiva para qual ramo da psicologia?
Psicologia da Educação
Psicologia da saúde
Psicologia das Organizações
Psicologia Ambiental
Psicologia Social
No livro Método Histórico‐social na Psicologia Social, há um primoroso capítulo de Betty Oliveira intitulado: A dialética do singular‐particular‐universal. Nele, Oliveira discute uma referência importante para o campo histórico‐cultural do ponto de vista do método. Trata‐se
do modo de utilização do método qualitativo na proposta de Fernando González Rey.
de Leon S. Vygotsky e de sua noção de nexo, particularmente quando fala das funções psíquicas superiores.
do manejo das leis da dialética, do ponto de vista de Marx & Engels, nas três dimensões de expressão da realidade.
do singular, do particular e do universal, caminho realizado pelo psiquismo na teoria histórico‐cultural, que sempre vai da parte para o todo.
da importante solução apontada por Oliveira para a interação entre o indivíduo e a sociedade, garantindo que sua inevitável divisão possa ser compreendida em suas múltiplas determinações.
No livro Psicologia Social para a América Latina: o resgate da psicologia da libertação, os autores priorizam um importante autor latino‐americano que representa um marco para a psicologia da libertação. Trata‐se de
Simón Bolívar.
Silvia T. M. Lane.
Ignácio Martín‐Baró.
José Martí.
Ignácio Dobles.
Na terapia familiar, o terapeuta desenvolverá o trabalho através de intervenções que se seguem:
I- Através da terapia, faz-se uma compreensão da opinião de cada um a respeito do assunto.
II- Através das técnicas, mostra-se para a família o que não vai bem, criando juntos estratégias para amenizar os problemas.
III- Trabalhar com as dificuldades e conflitos familiares.
IV- Através do diálogo - a terapia vai desatando os nós comunicacionais, fazendo com que os membros consigam se entender e mudar.
V- Na terapia, o terapeuta assume posição como membro da família.
Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
Somente a proposição V está correta.
Todas as proposições estão corretas exceto a V.
Somente a proposição I está correta.
Somente as proposições I e II estão corretas.
Somente as proposições III e IV estão corretas.