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Patto (1984) afirma que as populações excluídas, marginalizadas, "não integradas", mantêm uma relação de "participação-exclusão" com a sociedade a que pertencem, garantindo a acumulação de capital e a riqueza da camada que as oprime. Assim, de acordo com essa autora, a atuação do psicólogo, no nível escolar, institucional ou terapêutico, deve focalizar:
a avaliação psicológica do potencial cognitivo dessas populações, a fim de propor intervenções.
um objetivo claramente definido e uma visão crítica sobre o seu papel junto às populações "marginais".
a utilização de programas de educação compensatórios, a fim de diminuir as diferenças educacionais e minimizar "a probabilidade de que a pobreza seja auto-perpetuadora".
a intervenção junto às famílias, para que propiciem os estímulos adequados ao desenvolvimento e à aprendizagem das crianças.
O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura assistência integral e prioritária à saúde de crianças e adolescentes (artigo 4o). Paradoxalmente, flagramos uma população da faixa infanto-juvenil em situação de risco psicossocial, que é constituída por jovens, a respeito dos quais se convencionou chamar de "meninos de rua". Na avaliação psicológica desse segmento social faz-se necessário investigar e considerar
o alto custo financeiro para abrigar, alimentar, pagar pessoal de limpeza, manutenção e segurança e fornecer cuidados básicos de saúde e educação e a implementação de uma prática clínica que procure se restringir a conceitos diagnósticos padronizados da realidade global da clientela desatendida.
a complexidade e peculiaridade da antropologia da saúde mental em sua amplitude e diversidade profissional, englobando preocupações sociais e legais com órfãos e delinqüentes.
a necessidade de um trabalho de Reabilitação Psicossocial, associado a um processo de intervenção junto a populações com graves carências sociais, transtornos mentais ou em outras situações de risco, que necessitem confinamento em manicômio psiquiátrico.
o tempo e o custo de uma psicoterapia em clínica particular direcionada a entender porque tais meninos não se mantém em sua residência.
suas próprias representações de mundo, uma vez que partilham uma linguagem de um universo cultural diferenciado, sendo que seu universo psíquico e cultural tem especificidades que diferem daquelas que o adolescente da cultura hegemônica apresenta.
Malta Campos (In: Patto, 1984) afirma que, "se as forças econômicas e sociais atuam no sentido da deterioração da qualidade de vida de grandes parcelas da população, não há de ser a pré-escola ou a creche que poderão inverter o sentido e as conseqüências deste processo". Para minimizar as desvantagens, a privação e a exclusão das camadas oprimidas da população, ela sugere:
o atendimento psicológico das crianças com déficits cognitivos e distúrbios emocionais que prejudicam seu bom desempenho escolar.
o acompanhamento das famílias, para que possam proporcionar às suas crianças os estímulos ambientais necessários a seu pleno desenvolvimento.
a integração dos programas de atendimento nas áreas de saúde, nutrição, grupos de pais e escolarização, realmente efetivos e com equipes profissionais atuantes.
o atendimento dessas populações por profissionais que trabalhem sob o foco da disciplina de sua competência.
Analise estes trechos concernentes às interfaces da Psicanálise com o Direito:
I. Uma leitura histórica e crítica do Sistema Jurídico informa ao Psicólogo que o Direito é uma das formas mais antigas de reger o gênero humano de acordo com o poder ins-tituído politicamente. A ética profissional do Psicólogo submete-o aos princípios dos direitos humanos e ao compromisso social da Psicologia; assim, esse profissional de-ve estar atento à possibilidade de o Judiciário utilizar seu saber para justificar medi-das típicas dos interesses opressores e coercitivos do poder, que atentam contra a éti-ca que orienta sua atuação.
II. O Direito considera inimputável o louco infrator, ou seja, este não pode ser condena-do pelo ato que cometeu, pois não gozava de capacidade de entendimento e liberdade de vontade no momento do crime - portanto, absolve-o e, em seguida, submete-o à uma medida de segurança; esta tem, formalmente, caráter de tratamento, mas, até re-centemente, não passava de uma internação, que combinava aspectos manicomiais e carcerários. A Psicanálise, em sua interface com a Criminologia, tem demonstrado que é possível trabalhar com o louco infrator no sentido de construir, subjetivamente, a culpa dele, tornando-o, a partir daí, responsável por seus atos e promovendo um tra-tamento digno dessas pessoas, bem como a construção da sua cidadania.
III. O Direito de Família, normalmente, apresenta ao Psicólogo casos em que o litígio entre as partes impede o diálogo - nesse contexto, os envolvidos, muitas vezes, transferem a resolução do conflito a um terceiro "isento" - no caso, o Judiciário; a Psicanálise, por sua vez, pode oferecer aos envolvidos a possibilidade de romper tan-to com o silêncio quanto com a posição de espectadores da decisão judicial, impli-cando-os na resolução de suas desavenças e tornando-os responsáveis por seus atos.
A partir dessa análise, pode-se conc
apenas os trechos I e II estão corretos.
apenas os trechos I e III estão corretos.
apenas os trechos II e III estão corretos.
os três trechos estão corretos.
É correto concluir que diferenças no modo de educar meninas e meninos seriam resultantes da condição de gênero e, por sua vez, acarretariam diferenças entre percepções masculinas e femininas e entre comportamentos de homens e mulheres.
Certo
Errado
O idoso e o velho
O idoso se renova a cada dia que começa. O velho se acaba a cada noite que termina.
Enquanto o idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde desponta o Sol que ilumina a esperança, o velho tem sua miopia voltada para as sombras do passado.
O idoso tem planos, o velho tem saudades.
O idoso curte o que lhe resta da vida, o velho sofre o que aproxima da morte.
O idoso leva uma vida ativa, cheia de projetos e prenhe de esperanças. Para o velho, as horas se arrastam destituídas de sentido.
As rugas do velho são feias porque são vincadas pela amargura. Ao passo que as do idoso são bonitas porque são marcadas pelo sorriso e pela alegria de viver.
J. R. Nascimento. In: Beija-Flor, revista da Associação
Brasil Parkinson, n.º 48, 2001 (com adaptações).
O enriquecimento ambiental oferecido pelo programa Vida Ativa está em conformidade com o Estatuto do Idoso e pode, por suas características, promover a qualidade de vida do “idoso”, mas não pode auxiliar o “velho”, descritos no texto I.
Certo
Errado
A intervenção preventiva objetiva remover ou pelo menos minimizar o nível de risco psicossocial existente antes que seu efeito ocorra. Isso significa que, para o adolescente, as medidas do EAPI descritas no texto I não são preventivas.
A produção da funcionária, quando satisfatória, é mantida por reforçamento negativo.
Noseuquestionamento sobre escolha profissional, BockpropõeumavisãodeHomemcomoumser:
psicofísico;
racionalista;
sócio-histórico;
especulativo-dedutivo;
volitivo.
Receber cuidados e atenção de terceiros dedicados, além de assistência escolar, como acontece com as crianças que aguardam adoção no EAPI, permite às crianças formar vínculos afetivos duradouros e estáveis, necessários ao desenvolvimento saudável.
A esposa de José pode entrar em um processo depressivo porque, além de idosa, vive em um contexto de alta demanda física e emocional, como tipicamente acontece com cuidadores de pacientes crônicos.
Para crianças portadoras de retardamento psicoafetivo ou cognitivo, a terapia psicomotora é indicada só até os 11 anos de idade, porque a chegada da pré-adolescência e o desenvolvimento sexual podem favorecer a ansiedade no contato corporal e impedir os benefícios da técnica.