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O jornal do Conselho Federal de Psicologia, Jornal do Federal, de 08/2005, veio com a seguinte matéria: "Ministério da Saúde oficializa programas de "Redução de Danos". Sobre o modelo de redução de danos podemos afirmar que
se baseia na ênfase ao combate ao tráfico de drogas ilegais e à repressão ao uso de substâncias psicotrópicas, assim forçando a redução dos danos do drogadicto.
é uma apologia às drogas.
se baseia no modelo moral/criminal e no modelo da doença do uso de drogas e da doença da dependência às drogas.
considera que, se uma pessoa não consegue, ou não quer parar de usar drogas, talvez seja possível diminuir as conseqüências negativas desse uso, como, por exemplo, não dirigindo ao ingerir álcool ou não compartilhando seringas.
As disciplinas clínicas na área da saúde mental, como a psiquiatria e a psicolo-gia, nasceram em instituições como hospitais psiquiátricos, prisões, reformató-rios e fábricas e objetivaram, principalmente:
A reformulação da instituição de cuidados em saúde mental depende da reformulação conceitual quanto aos aspectos da doença mental, que engloba toda a existência da pessoa doente e, portanto, não se restringem aos sintomas e sua remissão. Dispensando todo o saber tradicional da clínica, a psiquiatria renovada recusa uma abordagem exclusivamente sintomatológica da doença mental e cria um processo de tratamento não mais enfocado na figura da doença, mas na pessoa doente. Para isso, incorpora outros saberes, outros procedimentos e outras preocupações.
Para a criação dos CAPS, partiu-se do pressuposto de que a alienação psicótica implica uma dificuldade específica de expressão subjetiva, que é refratária a ser apreendida por instituições massificadas ou pouco aparelhadas para captar e entrar em relação com o singular de cada paciente. Também as dificuldades concretas de vida, acarretadas pela doença mental grave, são objeto das ações de cuidado. Esses centros têm como objetivo principal, ao mesmo tempo, a ampliação da intensidade e a redução da diversidade dos cuidados, tendo em vista as limitações dos pacientes.
A aprendizagem de comportamentos delinqüentes pode ocorrer por modelação quando, por exemplo, o adolescente observa o poder de domínio e os bens materiais exibidos por traficantes milionários.
O abrigo é uma forma imediata de proteção à criança que, por motivos diversos, tenha suas necessidades, interesses e direitos ameaçados pela família biológica. Todavia, o abrigamento deve ser temporário, para que se evite a institucionalização da criança. Neste contexto, observe as seguintes características de uma das modalidades de amparo à criança abrigada: i) a pessoa mantém um auxílio e vínculo informal com a criança, ii) a pessoa contribui financeiramente para o custeamento dos estudos ou tratamento especializado da criança, iii) a pessoa visita a criança no abrigo e/ou leva-a para usufruir férias ou comemorar aniversários e datas festivas. Assinale a alternativa que identifica corretamente essa modalidade de amparo.
Tutela.
Adoção.
Guarda.
Apadrinhamento.
Estágio de Convivência
O quadro descrito no texto evidencia práticas inadequadas, mas que não chegam a caracterizar abuso físico ou psicológico contra a criança e o adolescente.
No cotidiano, muitas vezes, escutamos a seguinte afirmação: "Querer é poder". Quando olhamos esse mesmo cotidiano, observamos enormes camadas da população que não podem comer, estudar, ter lazer, ter acesso à saúde etc, portanto, segundo a afirmação, diríamos que tais pessoas não têm esses bens, porque não quiseram suficientemente. Será que realmente é assim ou tal enunciado/crença esconde uma estratégia psicossocial de perpetuação da exclusão? Admitindo esta outra possibilidade, assinale a alternativa que identifica corretamente essa estratégia.
Culpabilização.
Competitividade.
Esteriotipia.
Preconceito.
Marginalização.
Sobre a reforma psiquiátrica, tal qual instituída na Lei 10216, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, é incorreto afirmar.
Protege o portador de transtorno mental contra qualquer forma de abuso e exploração.
Permite ao portador de transtorno mental o livre acesso aos meios de comunicação disponíveis.
Circunscreve a internação a duas modalidades, a voluntária e a compulsória, sendo a primeira por iniciativa do portador de transtorno mental, e a segunda, por determinação da justiça.
Estabelece que o portador de transtorno mental deve ser tratado em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis.
Deve receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento.
Entre as recentes experiências de tratamento psiquiátrico, destacam-se os serviços residenciais terapêuticos: casas inseridas na comunidade, destinadas a servir de moradia para os pacientes egressos de internações psiquiátricas de longa permanência que não possuam suporte social e laços familiares. Esses serviços servem a pessoas que, tendo passado longo período de internação, perderam seus laços sociais e familiares, e tornaram-se dependentes de uma instituição asilar. Essas residências, ao promoverem uma moradia assistida, fora do ambiente hospitalar, auxiliam o processo de reabilitação psicossocial.