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Pensamento quase psicótico, comportamento de automutilação, preocupação com abandono, sensação de ser alguém especial e comportamento regressivo durante o atendimento são sinais que indicam que o paciente sofre de:
transtorno de conduta.
transtorno de personalidade Borderline.
transtorno de ansiedade complexa.
transtorno de Zugzwang.
transtorno emotivo indireto.
Kurt Schneider define as personalidades psicopáticas (transtornos da personalidade) como aquelas que sofrem ou fazem sofrer. Assim, segundo o CID 10, quais dos transtornos abaixo podem ser classificados como Transtornos de Personalidade?
TP Paranóide, TP Esquizóide, TP Esquizotípica, TP Histriônica, TP Emocionalmente Instável (Tipos Explosivo e Borderline), TP Anti-social, TP Obssessivo-compulsivo e TP Dependente.
TP Anti-social, TP Obssessivo-compulsivo e TP Dependente, TP Hiperativo, TP Depressivo, TP Esquizotípica, TP Histriônica e TP Emocionalmente Instável (Tipos Explosivo e Borderline).
TP Depressivo, TP Esquizotípica, TP Histriônica, TP Emocionalmente Instável (Tipos Explosivo e Borderline), TP Afetivo-dependente, TP Paranóide, TP Esquizóide e TP Esquizotípica.
TP Obssessivo-compulsivo, TP Dependente, TP Depressivo, TP Esquizotípica, TP Histriônica, TP Emocionalmente Instável (Tipos Explosivo e Borderline), TP Esquizóide e TP Anti-social.
TP Anti-social, TP Emocionalmente Instável (Tipos Explosivo e Borderline), TP Depressivo, TP Obssessivo-compulsivo e TP Dependente, TP Hiperativo, TP Esquizotípica, TP Histriônica.
Qual a hipótese diagnóstica para o problema de E.S.?
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
Transtorno Bipolar
Depressão moderada
Síndrome da Fadiga Crônica
Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)
São características do transtorno de personalidade paranoide, exceto:
Interpretar significados ocultos, de caráter humilhante ou ameaçador em observações ou acontecimentos benignos.
Relutar em confiar nos outros por um medo infundado de que essas informações possam ser maldosamente usadas contra si.
Não tem amigos íntimos ou confidentes, outros que não parentes em primeiro grau.
Tem suspeitas recorrentes, sem justificativa, quanto à fidelidade do cônjuge ou parceiro sexual.
Desconfiança e suspeitas em relação aos outros, de modo que as intenções são interpretadas como maldosas, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos.
Considere os itens a seguir:
- Déficits sociais e interpessoais, marcado por desconforto agudo e reduzida capacidade para relacionamentos íntimos, além de distorções cognitivas ou perceptivas e comportamento excêntrico;
- Crenças bizarras ou pensamento mágico que influenciam o comportamento e não estão de acordo com as normas da subcultura do indivíduo;
- Ansiedade social excessiva que não diminui com a familiaridade e tende a estar associada com temores paranoides, em vez de julgamentos negativos acerca de si próprio.
Os itens acima descrevem o:
Transtorno da Personalidade Esquizoide.
Transtorno da Personalidade Esquizotípica.
Transtorno da Personalidade Antissocial.
Transtorno da Personalidade Histriônica.
Transtorno da Personalidade Narcisista
São características típicas do Transtorno da Personalidade Antissocial:
Esforços frenéticos no sentido de evitar um abandono real ou imaginário.
Ideação paranoide transitória e relacionada ao estresse ou graves sintomas dissociativos.
Desconforto em situações nas quais não é o centro das atenções.
Sentimento grandioso acerca da própria importância.
Ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado alguém.
No atendimento a portadores de transtornos de personalidade, um dos grandes desafios impostos ao psicoterapeuta é
suportar a flexibilização do setting terapêutico de modo a acomodar o acting-out desses pacientes.
transformar em egossintônicos comportamentos imaturos, auto ou heterodestrutivos do paciente.
monitorar a contratransferência e trabalhar terapeuticamente com as reações emocionais nele despertadas pelo paciente.
remeter o aqui e agora da sessão a experiências do passado que clarifiquem as dificuldades interpessoais do paciente.
manter-se passivo diante de ameaças do paciente de quebra do contrato ou interrupção do tratamento.
O processo diagnóstico de um jovem de 23 anos, solicitado por um psiquiatra, arrasta-se por várias semanas porque o paciente falta aos atendimentos sem avisar e, nas entrevistas, aborda temas bastante triviais, demonstrando tédio e pouco envolvimento. O psicólogo se dá conta, em certo momento, de que preferiria que o paciente simplesmente não aparecesse mais. A conduta do paciente e a contratransferência do psicólogo são comuns nos casos de pacientes que
adotam mecanismos fóbico-evitativos.
se mostram passivo-dependentes.
apresentam transtornos antissociais.
fazem uso de negação maníaca.
desenvolvem tendências psicóticas.
Sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo na infância e o transtorno de tique, analise as assertivas a seguir e assinale (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) O transtorno de tique é o distúrbio mais comum em crianças e adolescentes, com início já no primeiro ano de vida. Calcula-se que de 4 a 23% das crianças antes da puberdade têm ou tiveram tiques, sendo mais frequentes no sexo feminino do que no masculino. Estudos referem que cerca de 20% das crianças podem expressar tiques transitórios em algum momento da vida. Apesar de serem considerados movimentos involuntários, as pessoas portadoras de tiques conseguem diminuí-los por pequenos períodos ou em determinadas circunstâncias até se extinguirem.
( ) Em 80% dos casos, o transtorno de tique é hereditário, pois está relacionado a alterações no grupo de genes que também causam o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, a hiperatividade e o déficit de atenção.
( ) O Transtorno Obsessivo-Compulsivo de início precoce, por sua vez, apresenta-se normalmente entre os 7 e 12 anos de idade, e, aproximadamente, um terço dos pacientes adultos apresentam o início dos sintomas na infância.
( ) Nos casos de início precoce do Transtorno Obsessivo-Compulsivo, as compulsões começam, em média, dois anos antes das obsessões. As crianças pequenas estariam mais propensas a crerem em superstições por vivenciarem o pensamento mágico com mais frequência que os adultos. Quando ocorrem de maneira muito repetida, podem levar a pessoa a acreditar que precisa realizar seu ritual. Caso contrário, esses pensamentos podem realmente acontecer e, nesses casos, devem ser considerados um sintoma obsessivo-compulsivo. Nos casos de início tardio, obsessões e compulsões começam ao mesmo tempo. Isso ocorre devido à imaturidade cognitiva da criança, causando dificuldades em definir o conteúdo de seus pensamentos de forma clara. Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
V – V – F – V.
F – V – V – V.
F – F – V – F.
F – V – F – F.
V – F – F– V.
Para o diagnóstico de transtorno de personalidade limítrofe, devem ser considerados a presença de instabilidade persistente nos relacionamentos, na autoimagem e nas emoções. Também deve ser considerada a acentuada impulsividade.
Em relação às mudanças conceituais dos Transtornos de Personalidade da edição atual em comparação às anteriores, segundo o DSM-V, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) No DSM-V, os transtornos de personalidade categóricos tiveram muitas alterações em relação à última edição.
( ) Para novas pesquisas, foi proposto um modelo “híbrido”.
( ) Embora os benefícios de uma abordagem dimensional aos transtornos da personalidade tenham sido identificados nas edições anteriores, a transição de um sistema diagnóstico categórico de transtornos individuais para outro baseado na distribuição relativa de traços de personalidade foi amplamente aceita.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – V.
F – V – V.
V – V – V.
V – F – F.
V – V – F.
Muito tem se comentado na área da saúde vinculada à psiquiatria e à psicologia sobre a denominação borderline. Antigamente essa denominação relacionava-se a formas de passagem entre neurose e psicose. A posição atual é de que os pacientes borderlines formam uma estrutura psicopatológica específica e singular. O que se entende, atualmente, pelo termo borderline é que:
Não há mais distinção hoje em dia entre o paciente francamente psicótico com o sujeito diagnosticado como borderline.
Nos pacientes com esse diagnóstico (border), há a presença permanente de uma ansiedade difusa e a sensação de um vazio crônico, que acompanham uma neurose polissintomática.
Os pacientes borderlines, de modo similar aos pacientes psicóticos, não conservam o senso crítico e o senso de realidade.
Não há diferença nosológica entre estatuto neurótico e estrutura borderline.
A respeito do retardo mental, é correto afirmar:
1. O nível de inteligência abaixo do normal se expressa por meio de reduzida capacidade de abstração, raciocínio, julgamento e planejamento.
2. Podem ser observados embotamento afetivo, hipocinesia, hipobulia e labilidade de atenção.
3. A diminuição da capacidade imaginativa nunca está presente.
4. Entre as causas pré-natais podem ser incluídas infecções como rubéola, complicações obstétricas e aberrações cromossômicas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 1.
É correta apenas a afirmativa 4.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
De acordo com o modelo alternativo do DSM-5 (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014) para os transtornos de personalidade, qual transtorno possui como características típicas instabilidade da autoimagem, dos objetivos pessoais, das relações interpessoais e dos afetos, acompanhada de impulsividade, exposição a riscos e/ou hostilidade?
Transtorno de Personalidade Borderline.
Transtorno de Personalidade Antissocial.
Transtorno de Personalidade Narcisista.
Transtorno de Personalidade Esquizotípica
Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva.
Os pacientes com transtorno de personalidade antissocial atendidos em instituições de saúde mental mobilizam particularmente a equipe de saúde envolvida com seu atendimento. Algumas reações contratransferenciais são comumente desencadeadas nesses profissionais. A mais problemática dessas reações é a
ansiedade diante da constatação de que esse tipo de paciente é frequentemente tomado por muita angústia.
conivência diante das solicitações do paciente para que os profissionais se comportem de forma ilegal ou antiética.
afinidade em relação aos atos cometidos pelo paciente, que são informados à equipe durante as reuniões do grupo.
apatia, em resposta aos sentimentos depressivos que são fortemente recalcados pelos pacientes com esse tipo de transtorno.
mania, como forma de compensar a falta de energia e de vitalidade que é característica desse tipo de quadro.
Assinale a alternativa que indica corretamente o transtorno que apresenta padrão difuso de preocupação com ordem, perfeccionismo e controle mental e interpessoal à custa de flexibilidade, abertura e eficiência que surge no início da vida adulta e está presente em variados contextos.
Exibicionista
Neurocognitivo leve
da Personalidade Obsessivo-Compulsiva
da Personalidade Dependente
da Personalidade Evitativa
Segundo o DSM-5, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Os indivíduos com transtorno dismórfico corporal são preocupados com um ou mais defeitos ou falhas percebidas em sua aparência física, que acreditam parecer feia, sem atrativos, anormal ou defeituosa.
( ) A dismorfia muscular, consiste na ideia de que o corpo é muito pequeno ou insuficientemente magro ou musculoso.
( ) O insight relativo às crenças do transtorno dismórfico corporal pode variar de bom até ausente/delirante. Em média o insight é bom.
C - C - E.
E - C - C.
C - E - E.
E - C - E.
Os principais critérios diagnósticos para o transtorno de personalidade borderline se referem a um padrão de
emoções difusas, busca de atenção em excesso, expressão superficial das emoções e discurso excessivamente impressionista.
comportamento explosivo, raiva intensa, ciclos episódicos de humor, comportamentos compulsivos e pensamentos de morte.
comportamento instável em suas relações interpessoais, sentimentos crônicos de vazio e de abandono, impulsividade.
comportamento de inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade à avaliação negativa, medo de críticas ou rejeição em situações sociais.
fracasso em fazer planos para o futuro e um sentimento indefinido de desconsideração e violação dos direitos das outras pessoas.
Segundo Barlow (2016) são características do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), EXCETO:
Pacientes com transtorno de personalidade borderline são desafiadores e difíceis de tratar.
É um transtorno estigmatizado que resulta em atitudes negativas, agitação e preocupação em relação a oferecer tratamento.
Apresenta incidência geralmente alta de comportamento suicida; aproximadamente 75% dos pacientes que cumprem critérios de TPB têm história de tentativa de suicídio.
Embora tenham ideação suicida frequente, corroborando para manutenção de humor negativo diário, não apresentam dificuldades com raiva e sua expressão.
A letalidade e a frequência do comportamento suicida parecem estar muito relacionados à impulsividade e ao mau funcionamento psicossocial.
“Preocupar-se de forma excessiva com sujeira, ter dúvidas intermináveis, sentir necessidade de verificar repetidamente portas e janelas ou o gás, ser atormentado por pensamentos indesejáveis, acumular grande quantidade de objetos sem utilidade, apresentar preocupações exageradas com ordem, alinhamento ou simetria são alguns dos sintomas do TOC” (CORDIOLI, 2014). De acordo com o autor, são características das OBSESSÕES no Transtorno Obsessivo-Compulsivo, exceto:
Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes, experimentados como intrusivos e indesejáveis.
Seu conteúdo é indesejado e provoca desprazer, medo e angústia, podendo ainda ser estranho ao indivíduo, contrariando os seus valores morais ou os seus desejos.
São ativadas por situações triviais, como chegar ou sair de casa, usar o banheiro e tocar em objetos;
As obsessões mais comuns são o medo de contaminação, dúvidas sobre as possibilidades de falhas e necessidade de ter certeza.
São atos realizados com a intensão de afastar ameaças, reduzir riscos, prevenir desastres ou possíveis danos a si próprio e outras pessoas, ou para alívio do desconforto.