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Félix-Silva et al (2022) no artigo intitulado: “Psicologia da Diferença, Relações Raciais e Formação da(o) Psicóloga(o)”, realiza seu relato da pesquisa etnográfica com 12 pessoas, sendo que 10 eram negras e 80% das(os) das(os) participantes da pesquisa eram psicólogas(os). Neste estudo, os autores alertam a necessidade de se construir uma Psicologia da Diferença nas Relações Raciais, ao cartografarem processos de subjetivação das relações raciais na formação da(o) psicóloga(o) e sua interface com a atuação profissional. De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta:
Para os autores do artigo, os cursos de Psicologia e outros cursos da área da saúde às vezes corroboram uma formação voltada à produção de subjetividade colonial-capitalística.
Os autores do artigo descrevem no método do estudo que partiram de um desenho teórico-metodológico para que pudessem afirmar, ao fim, que nem todo racismo é institucional.
Os autores revelam um analfabetismo ético-estético-poético e político da existência, um sintoma da produção de subjetividade colonial-capitalística, que se configura como incompetência em uma zona de incapacidade ético-estético-poética e política.
Na gestão do trabalho e educação em saúde, os autores consideram um dos maiores desafios para atuação da(o) psicóloga(o): lidar com pessoas inseridas(os) em situações de injustiças sociais, desigualdades socioeconômicas e numa histórica falta de acesso à saúde, educação, entre outras.
Para os autores, faz-se necessário mais estudos sobre racismo na formação profissional da(o) psicóloga(o) para que também na sua atuação sejam consideradas questões que produzem sofrimento.
Segundo o psicólogo brasileiro e grande estudioso da área criminal, Alvino Augusto de Sá, que construiu, por meio de sua obra, referenciais importantes sobre a execução penal e à participação do psicólogo, o exame criminológico
deve expressar apenas uma avaliação psicológica pontual e psicanalítica.
é exclusivo do psicólogo atuante no sistema prisional.
pode conter avaliações psicológicas, mas é eminentemente jurídico.
é uma peça pericial e essencialmente interdisciplinar.
é exclusivamente voltada para os familiares e contexto sociocultural do preso.
A Vitimologia é o estudo da influência da vítima na ocorrência de um delito, além de estudar os vários momentos do crime, desde a sua ocorrência até as suas consequências. Tem por objetivo estabelecer a relação existente entre o que determinou a aproximação entre a vítima e o criminoso, a permanência e a evolução desse estado. (in MESSA, 2010, p. 67). A partir do texto, analise as seguintes afirmativas:
I. Os principais avanços gerais dos estudos em relação à vítima se relacionam à concepção do delito como um fato histórico, interpessoal, comunitário e social.
PORQUE
II. O risco de vitimização não é diferencial para cada pessoa e delito.
Assinale a alternativa correta.
A afirmativa I está correta e a II está incorreta.
As afirmativas I e II estão corretas, mas a afirmativa II não justifica a I.
As afirmativas I e II estão corretas e a afirmativa II justifica a I.
A afirmativa I está incorreta e a II está correta.
As afirmativas I e II estão incorretas.
A relação entre transgressões aos direitos da criança e os níveis socioeconômico e de escolaridade da família é amplamente divulgada e bem documentada, independentemente de classe social.
A forma como as crianças são vistas e conceituadas está intimamente ligada ao entendimento do sistema imaginário, cultural e simbólico de cada sociedade e de cada época. Com base nesse conhecimento, deve-se fazer a escuta da criança sobre sua vitimização de abuso sexual. O enunciado é denominado
síndrome do segredo.
relações de poder.
segredo familiar.
escuta de criança.
imaginário social.
O abuso-vitimização de crianças consiste num processo de completa objetalização destas, isto é, de sua redução à condição de objeto de maus-tratos. Tal como no caso da vitimação, há várias maneiras de maltratar uma criança, de vitimizá-la, de abusar de sua condição, de domesticá-la. A literatura registra três formas privilegiadas de abuso-vitimização: a física, a psicológica e a sexual. Cada uma delas envolve problemas conceituais específicos. Marque a opção que caracteriza o abuso-vitimização física:
Ameaças de abandono.
Cárcere privado e treino prematuro de toilette.
Carícias e exibicionismo.
Estimulação sexual.
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, associando os tipos de fatores, apresentados na primeira coluna, aos fatores especificados na segunda, identificando quais desses são de proteção e quais são de risco, para avaliação de casos de violência intrafamiliar conforme Koller e Antoni (2004).
-
(1) Fatores de Proteção
(2) Fatores de Risco
-
( ) Senso de pertencimento à comunidade
( ) Ausência de conhecimento sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e sobre o Estatuto do Idoso
( ) Emoções morais ausentes
( ) Estilo parental autoritativo
-
A sequência numérica correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é
1 – 2 – 2 – 2.
1 – 2 – 2 – 1.
1 – 2 – 1 – 1.
1 – 2 – 1 – 2.
2 – 1 – 1 – 2.
Na justiça restaurativa, a vítima:
deve ser ouvida e pode expressar seus sentimentos, pois é parte da relação;
é beneficiada pelo Estado na medida em que a pena é imposta ao criminoso;
não é reconhecida pelo Estado, pois o foco é no tratamento do infrator;
não é atendida pelo Estado, pois a ênfase é na imposição da pena ao delinquente;
deve ser reabilitada por especialistas ”psi”, pois foi adoecida pelo crime, que é responsabilidade social.
De forma controversa, o Depoimento sem Dano ou Depoimento Especial tem sido justificado pelo art. 12 da Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que preconiza o direito de a criança expressar suas opiniões livremente sobre todos os assuntos relacionados a ela e ser ouvida em todo processo judicial ou administrativo que a afete. Por sua vez, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), na Resolução nº 169/2014, estabelece que o atendimento não pode agravar o sofrimento psíquico de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes, devendo-se respeitar o tempo e o silêncio de quem é ouvido. Sobre esse assunto, é correto afirmar que:
o direito de se expressar não é equivalente à obrigação de depor como vítima ou testemunha de um crime;
o psicólogo é o profissional mais qualificado para a inquirição da criança vítima de violência;
o método tradicional de depoimento da criança em audiência oferece menos dano do que o Depoimento Especial;
a subjetividade, de acordo com a psicologia e a psicanálise, não tem ligação com as leis e as formas jurídicas;
a criança não deveria ser escutada em processos judiciais na medida em que a expõem a situações perturbadoras.
Com relação ao fenômeno da violência cometida contra a infância, é possível distinguir a vitimização da vitimação. A vitimização pode ser definida como:
uma forma de violência estrutural, em que pelo alto risco a que a criança é submetida, possa sofrer, cotidiana e permanentemente, a violação de seus direitos mais elementares;
uma imposição da necessidade de subsistência e aumento da renda familiar, que introduz precocemente a criança no mundo do trabalho;
uma forma de aprisionar a vontade e o desejo da criança, de submetê-la ao poder do adulto, objetivando coagi-la a satisfazer seus interesses, expectativas ou paixões;
uma forma de criminalização da pobreza através da ideologia da repressão presente nas políticas assistencialistas que submetem os mais pobres à tutela estatal;
um fenômeno da fuga de crianças para as ruas, quando passam a se socializar com quem lhes dá segurança e proteção em troca da prática de ilícitos.