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O conhecimento químico integra os níveis de representação simbólico (fórmulas e equações p.e.), macroscópico (fenomenológico) e submicroscópico (modelos explicativos). Contudo, alguns autores têm sugerido a consideração do elemento humano nesta análise. Sjöström e Talanquer propõem uma representação para estas ideias:

Fonte: SJÖSTRÖM, J.; TALANQUER, V. Humanizing Chemistry Education: From Simple Contextualization to Multifaceted Problematization. Journal of Chemical Education. 2014, 91, 1125-1131.
A figura apresentada pelos autores propõe que no ensino de química:
O conhecimento humanístico é superior ao conhecimento científico, pois considera a aplicação deste nos contextos sociais de modo crítico e reflexivo.
Os níveis macroscópico, submicroscópico e simbólico do conhecimento químico se contrapõem aos aspectos humanísticos do conhecimento.
Assim como numa pirâmide alimentar, o ensino de química deve privilegiar os conhecimentos a respeito dos fenômenos (nível macroscópico) e modelos explicativos (nível submicroscópico).
À medida que o elemento humano é considerado no ensino de química, os níveis macroscópico, submicroscópico e simbólico passam a ser desconsiderados pelos professores.
O conhecimento crítico-reflexivo de química deve integrar uma abordagem humanística, articulando saberes da história, filosofia, sociologia etc., aos níveis macroscópico, simbólico e submicroscópico do conhecimento químico.