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De acordo com Iamamoto (2006:p.168), “A análise do Serviço Social no âmbito das relações sociais capitalistas visa superar os influxos liberais que grassam as análises sobre a chamada ‘prática profissional’, vista como prática do indivíduo isolado, desvinculada da trama social que cria sua necessidade e condiciona seus efeitos na sociedade. Os processos históricos são reduzidos a um ‘contexto’ distinto da prática profissional, que a condiciona ‘externamente’. A ‘prática’ é tida como uma relação singular entre o assistente social e o usuário de seus serviços –, seu ‘cliente’ – desvinculada da ‘questão social’ e das políticas sociais”.
A concepção descrita acima leva à formação de um profissional:
dotado de um referencial socioteórico que lhe permite analisar criticamente a sociedade e a profissão;
mistificado e que reproduz mistificações, pois é dotado de uma frágil identidade com a profissão;
cuja inserção institucional é mediatizada pela análise sociohistórica da profissão;
vinculado a práticas profissionais emancipadoras, cujo traço salvacionista é preponderante;
crítico, criativo, compromissado e competente, posto que sua prática é iluminada pelo referencial dialético.