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De acordo com Iamamoto (2006:p.168), a crise do capitalismo dos anos 1990 provocou grandes mudanças no chamado mundo do trabalho (reestruturação produtiva), exponenciando a “questão social” e incidindo frontalmente no exercício profissional do assistente social. Esse contexto imprime uma série de tensões nas atividades do assistente social, que se estabelecem:
na materialização do trabalho profissional, que adquire visibilidade e legitimidade mediante o aumento do aporte financeiro para as políticas sociais;
entre os movimentos sociais emergentes e as políticas universalistas empreendidas por governos de esquerda;
entre o piso salarial requisitado pela categoria profissional dos assistentes sociais e aquele oferecido pelos organismos patronais;
no nível dos condicionantes postos pelas políticas focalizadas à população usuária sem a contrapartida profissional para sua exequibilidade;
entre as requisições de seus organismos empregadores, e as necessidades dos usuários de seus serviços, que se transformam em demandas profissionais.