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O debate acerca da instrumentalidade do Serviço Social é fundamental para análise da profissão forjada na sociedade capitalista, na sua complexidade que é atravessada por diversos determinantes ideopolíticos, sócios-históricos e econômicos. Portanto, a instrumentalidade, dentre outros elementos, significa:
o exame de seus elementos constitutivos como uma profissão inserida na divisão sociotécnica do trabalho, com uma autonomia relativa e que apresenta o perfil de um profissional crítico, propositivo e com capacidade de análise das contradições sociais.
a compreensão das racionalidades da profissão, a sua forma de ser e pensar, o seu modus operandi, a apreensão das suas singularidades, suas dimensões instrumental, técnica, política, pedagógica e intelectual subsidiadas pela teoria e prática.
o conjunto de instrumentos e técnicas utilizados pelos profissionais que a partir de seus referenciais teóricos-metodológicos, técnico operativos e ético-políticos conduzem sua prática reflexiva para atendimento das classes empobrecidas para a resolução dos problemas sociais.
a interlocução entre as demandas institucionais, profissionais e dos usuários que guardam uma heterogeneidade que compreende a totalidade das relações sociais, em seu processo de produção e reprodução, e suas particularidades que se expressam no cotidiano institucional.