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Uma característica marcante das metrópoles é a brutal concentração de renda e a segregação social, representada pela espacialidade dos estratos sociais da cidade. Explicam-se pela contradição entre o aumento do desemprego e da informalidade e a subcontratação na utilização da mão de obra, com a redução dos salários e o declínio acentuado da qualidade de vida e a emergência de um segmento de classe, uma elite transacional, que tem acesso ilimitado ao consumo e exige um novo modo de vida que inclua o fornecimento de bens associados à indústria do turismo, à arte, aos centros comerciais.
Nesse contexto socioespacial, surgem novas configurações habitacionais nas metrópoles, tais como, exceto:
A instalação de conjuntos habitacionais, muitas vezes construídos com financiamentos do poder público que, por sua vez, acabam por estimular o surgimento de serviços e comércio para o consumo.
A instalação em áreas centrais das metrópoles, objetivando a ocupação urbana e preços fundiários mais baixos.
A implementação de novos loteamentos para as classes média e alta, não raro em condomínios fechados e chácaras para moradia ou lazer.
A proliferação de favelas e loteamentos irregulares, moradia daqueles que, além de negado o direito à cidade, também sofrem com a negação do direito ao trabalho.