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A Política Nacional do Idoso, instituída pela Lei nº 8.842/1994, define competências específicas para o poder público em diferentes áreas para garantir os direitos sociais das pessoas maiores de 60 anos. No âmbito da habitação e do urbanismo, conforme o art. 10 da referida lei, compete ao Estado
promover a inserção do idoso no mercado de trabalho formal.
incluir conteúdos sobre envelhecimento nos currículos da educação básica.
eliminar barreiras arquitetônicas e urbanas, garantindo autonomia e mobilidade.
priorizar o atendimento asilar em detrimento da convivência familiar.
A Lei nº 10.257/2001, conhecida como Estatuto da Cidade, regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal e estabelece diretrizes gerais da política urbana. Com base nessas diretrizes, analise as assertivas a seguir.
I. O Estatuto da Cidade define a política urbana como instrumento voltado ao pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, considerando o uso da propriedade em prol do bem coletivo e do equilíbrio ambiental.
II. Entre as diretrizes gerais da política urbana, está a garantia do direito a cidades sustentáveis, compreendendo acesso à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte, aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as gerações presentes e futuras.
III. A política urbana, nos termos do Estatuto da Cidade, prescinde da participação popular, sendo suficiente a atuação técnica do Poder Público municipal na formulação e execução dos planos de desenvolvimento urbano.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
O trabalho social na política urbana, exercido por assistentes sociais, sob a direção do projeto ético-político profissional, deve estar orientado na perspectiva do direito à cidade. De acordo com o CFESS, nos casos de desalojamento compulsório, remoção e reassentamento de famílias e grupos sociais, que provocam impactos significativos na vida dos atingidos, o assistente social deve
intervir no convencimento das famílias em relação aos benefícios da ação.
requerer proteção policial para todos os envolvidos na ação, indistintamente.
exigir o cumprimento do direito à participação no planejamento das ações.
desconsiderar convocação para cumprimento dessa atribuição.
atuar no desenvolvimento da ação de forma humanitária.
Entender o território como elemento estruturante da Política de Assistência Social requer apreender as dinâmicas socioterritoriais, como base para o trabalho social. O território é o espaço de ocorrência das vulnerabilidades, ameaças, violências e outras múltiplas expressões da questão social. Essa perspectiva permite também a apreensão das sociabilidades, das mediações para a sobrevivência, das capacidades protetivas dos indivíduos e famílias. Essa linha de análise permite um salto conceitual na compreensão do espaço geográfico, como chão da política, uma vez que coloca o sujeito no cerne das relações e mediações com o lugar, tendo como base a noção de território
seguro.
ampliado.
usado.
organizado.
renovado.
Durante uma sessão na Câmara Municipal de Itaguara, foi discutida a possibilidade de o município aprovar uma nova legislação sobre a regulamentação do comércio ambulante. Alguns vereadores argumentaram que essa regulamentação deveria ser feita pelo governo estadual, enquanto outros defenderam a autonomia do município.
Com base na Lei Orgânica Municipal de Itaguara, assinale a alternativa correta:
O município de Itaguara não tem competência para regulamentar o comércio ambulante, pois isso cabe exclusivamente ao governo estadual.
A regulamentação do comércio ambulante deve ser feita exclusivamente pelo governo federal.
O município de Itaguara pode legislar sobre o comércio ambulante, já que é uma questão de interesse local.
O município só pode legislar sobre o comércio ambulante se houver uma lei estadual que autorize.
Em 2023, ao longo da solenidade de lançamento do “Plano Ruas Visíveis – pelo direito ao futuro da população em situação de rua”, foi firmado um acordo entre as pastas da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Família e Combate à Fome; Direitos Humanos; da Cidadania; Cidades; e Justiça e Segurança Pública (MJSP) para o desenvolvimento do Programa
Nacional de Segurança Pública com Cidadania.
Da Rua para Você.
Nacional Moradia Cidadã.
Territórios da Cidadania.
A territorialização refere à centralidade do território como fator determinante para a compreensão das situações de vulnerabilidade e risco sociais, bem como para seu enfrentamento. A adoção da perspectiva da territorialização se materializa a partir da descentralização da política de assistência social e consequente oferta dos serviços socioassistenciais em locais próximos aos seus usuários. Isso aumenta sua eficácia e efetividade, criando condições favoráveis à ação de prevenção ou enfrentamento das situações de vulnerabilidade e risco social, bem como de identificação e estímulo das potencialidades presentes no território. Posto isto, é INCORRETO afirmar acerca do território:
se restringe à delimitação espacial;
o território não é somente uma porção específica de terra, mas uma localidade marcada pelas pessoas que ali vivem;
o conceito de território, então, abrange as relações de reconhecimento, afetividade e identidade entre os indivíduos que compartilham a vida em determinada localidade;
é no território que se evidenciam as contradições da realidade: os conflitos e desigualdades que perpassam e ressignificam as relações familiares e comunitárias;
é no território que se encontram as potencialidades para o enfrentamento destas desigualdades.
De acordo com a publicação “Atuação de assistentes sociais na Política Urbana: subsídios para reflexão” (2016), é ação desenvolvida pelo assistente social, sob os pressupostos da autonomia profissional que, ainda que relativa, expressa uma perspectiva de classe:
Fortalecer a perspectiva da conciliação que viabilize a execução dos programas e da política urbana.
Fortalecer a perspectiva da gestão democrática e participativa, com controle social.
Assumir posicionamento em favor dos programas urbanos, bem como a sua gestão centralizada.
Orientar a população envolvida para se adequar ao tempo e às condições do processo, com vistas a agilizar as intervenções.
A organização de serviços e programas no SUAS tem como base o princípio da territorialização, pautada na necessidade de proximidade do cidadão, numa oferta capilar. A inovação trazida é a noção de território como:
local marcado como vulnerável
área social delimitada
dimensão geográfica
recorte cartográfico
espaço habitado
Uma característica marcante das metrópoles é a brutal concentração de renda e a segregação social, representada pela espacialidade dos estratos sociais da cidade. Explicam-se pela contradição entre o aumento do desemprego e da informalidade e a subcontratação na utilização da mão de obra, com a redução dos salários e o declínio acentuado da qualidade de vida e a emergência de um segmento de classe, uma elite transacional, que tem acesso ilimitado ao consumo e exige um novo modo de vida que inclua o fornecimento de bens associados à indústria do turismo, à arte, aos centros comerciais.
Nesse contexto socioespacial, surgem novas configurações habitacionais nas metrópoles, tais como, exceto:
A instalação de conjuntos habitacionais, muitas vezes construídos com financiamentos do poder público que, por sua vez, acabam por estimular o surgimento de serviços e comércio para o consumo.
A instalação em áreas centrais das metrópoles, objetivando a ocupação urbana e preços fundiários mais baixos.
A implementação de novos loteamentos para as classes média e alta, não raro em condomínios fechados e chácaras para moradia ou lazer.
A proliferação de favelas e loteamentos irregulares, moradia daqueles que, além de negado o direito à cidade, também sofrem com a negação do direito ao trabalho.
Como o orientador social identifica e distingue as vulnerabilidades do território ao estudar os benefícios assegurados pela PNAS, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros destinados a atender pessoas em situação de pobreza extrema?
O orientador social considera as vulnerabilidades exclusivamente com base na idade das pessoas, sem analisar outros fatores socioeconômicos.
As vulnerabilidades são apontadas apenas por meio de entrevistas individuais, sem uso de dados estatísticos ou contextuais.
O orientador social não identifica vulnerabilidades, mas aborda aplicar os benefícios automaticamente, sem análise do contexto.
O orientador social aponta as vulnerabilidades do território por meio de diagnósticos socioeconômicos, que avaliam fatores como acesso a serviços, classe social, renda familiar e contextos culturais, admitindo identificar as necessidades específicas da população.
A identificação das vulnerabilidades ocorre apenas em situações de emergência, sem monitoramento consecutivo das condições sociais do território.
O georreferenciamento de beneficiários e dos serviços socioassistenciais permite identificar fatores de proteção e de desproteção daqueles que vivem no território. A territorialização é um eixo estruturante da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) que supõe o reconhecimento da heterogeneidade desses espaços, em face da presença/concentração de demandas. Considera os significados atribuídos pelas interações sociais, de solidariedade, de poder, de conflitos, como territórios:
seguros.
ampliados.
de vivência.
subjetivos.
de expectativas.
“Trata-se de um importante indicador para a política de assistência social, pois está intimamente relacionada com o processo econômico estrutural de valorização do solo em todo o território nacional, destacando-se a alta taxa de urbanização, especialmente em municípios de médio e grande porte e metrópoles.” Tal informação trata-se de:
Índice de Gini.
Dinâmica populacional.
Relatório de agrupamento.
Vigilância socioeconômica.
O programa Minha Casa Minha Vida assume uma interpretação heterogênea do processo de urbanização vivido pelas cidades brasileiras, ao considerar seus diferentes dinamismos econômicos, padrões de renda e realidade fundiária.
Certo
Errado
Ao reconhecer a cidade como lócus das diferentes expressões da desigualdade social, econômica, ambiental e política, o/a assistente social é chamado a atuar na questão urbana em busca da garantia do direto à cidade, assumida como bandeira de luta da profissão. Sobre a atuação do/a assistente social na política urbana, constata-se que
o trabalho do/a assistente social na política urbana se limita aos empreendimentos habitacionais.
a atuação do/a assistente social se dá unicamente pela perspectiva coletiva, junto aos movimentos sociais, nos processos de participação e organização popular, visto que a perspectiva individual é muito reduzida.
o trabalho social na política urbana, exercido por assistentes sociais, deve seguir a direção do projeto ético-político, o que não necessariamente o obriga a apropriar-se do seu significado social no processo de reprodução das relações sociais.
quanto às ações desenvolvidas pelo/a assistente social, não compete a ele/a facilitar a socialização de experiências entre os sujeitos sociais e incentivar trocas de experiências, pois assume um caráter psicologizante de atuação profissional.
o trabalho social exercido pelo/a assistente social deve pressupor capacitação técnico-operacional, que possibilite a construção e identificação de mediações, para fortalecer as lutas dos movimentos sociais, com vistas a outra sociabilidade.
Conforme pontuado por Anete B. L. Ivo, a “gestão da pobreza urbana” vem acompanhada de contradições, onde se criam mecanismos de responsabilidades institucionais, ao mesmo tempo em que se transfere ao mercado o controle dos bens e serviços públicos coletivos. Nesse sentido, a gestão pública partilhada se torna um campo de _____ de interesses, que impactam no atendimento das _____. Esse cenário pode despolitizar a questão urbana e social, devido ao precário investimento público direto, que acaba por incentivar as parcerias _____.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
disputas / violências urbanas / em rede
divergência / legislações / da iniciativa privada
disputas / demandas sociais / em rede
pluralidade / demandas sociais / público-privadas
O trabalho social na política urbana, exercido por assistentes sociais, deve ocorrer sob dois grandes eixos: uma perspectiva individual ou grupal, com vistas a construir respostas às necessidades básicas dos sujeitos usuários dessa política, no acesso aos direitos e uma perspectiva coletiva, junto aos movimentos sociais, nos processos de participação e organização popular. De acordo com tais parâmetros, a atuação do assistente social nesse campo deve se realizar sob a direção do projeto ético-político profissional e deve estar orientada na perspectiva
da inserção produtiva.
do acesso seletivo.
do direito à cidade.
da capacitação integrativa.
da garantia de renda.
O documento Atuação de assistentes sociais na Política Urbana: subsídios para reflexão (2016) reflete sobre os conflitos e problemas decorrentes das formas (e ausência) de planejamento da política urbana e da reprodução desigual do espaço que eclodem sobre o trabalho do assistente social na forma de demandas reprimidas, ausência de serviços e violação de direitos das famílias.
São ações desenvolvidas pelo assistente social na política urbana, EXCETO:
Entender o cadastramento que é realizado com famílias e grupos sociais, usuários da política urbana, como um importante instrumento de informações e identificação de demandas, que possibilita a apreensão, tanto de suas expressões culturais, políticas e econômicas quanto das múltiplas faces da violência.
Democratizar as informações por meio de orientações, individuais e coletivas, tendo claras as singularidades e particularidades das famílias e grupos sociais usuários da política urbana.
Mobilizar e incentivar os grupos sociais usuários da política urbana a participarem no controle democrático dos serviços que lhes são prestados.
Identificar aspectos culturais da população usuária da política, alertando-os sobre problemas e dificuldades que essas características podem trazer ao planejamento e à execução da política urbana.
“A _______________________ pode ser considerada um momento excepcional da realidade social, uma síntese privilegiada do encontro entre a geografia e a história, uma formação sociocultural em que grande parte da vida social aparece de forma particularmente desenvolvida, acentuada, exacerbada. Nela podem encontrar-se as manifestações mais avançadas e extremadas das possibilidades sociais, políticas, econômicas e culturais do indivíduo e coletividade. Aí florescem experimentos de todos os tipos, compreendendo científicos, filosóficos e artísticos, que podem se tornar patrimônio de todo o mundo.”
(IANNI, Otávio. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.)
Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
conurbação
cidade global
transnacionalização
ecumenização rede-fluxual
“O vigia na guarita (...) é novo no serviço e tem a obrigação de me barrar no condomínio. Pergunta meu nome e destino, observando os meus sapatos. Interfona para a casa 16 e diz que há um cidadão dizendo que é irmão da dona da casa. A casa 16 responde alguma coisa que o vigia não gosta e faz ‘hum’. O portão de grades de ferro verde e argolões dourados abre‐se aos pequenos trancos, como que relutando em me dar passagem.(...) A casa 16, no final do condomínio, tem outro interfone, outro portão eletrônico e dois seguranças armados. Um rapaz de flanela na mão abre a portinhola e me faz entrar no jardim com um gesto de flanela (...). O empregado não sabe que porta da casa eu mereço, pois não vim fazer entrega nem tenho aspecto de visita.(...) Obedecendo a sinais convulsos da flanela, contorno os automóveis na garagem transparente, subo por uma escada em caracol e dou numa espécie de sala de estar (...). Eis minha irmã de pegnoir, tomando o café da manhã numa mesa oval”.
(Chico Buarque. Estorvo. São Paulo: Companhia das Letras,1991,pp. 14‐16).
O autor reflete sobre a experiência de viver atrás dos muros, vigiado por seguranças, comum em muitas metrópoles brasileiras.Em termos sociológicos, este trecho literário exemplifica o fenômeno da segregação urbana, entendida como:
Delimitação de enclaves fortificados, pelos quais se realiza a separação espacial e social de certos grupos.
Oposição entre as áreas rurais, ocupadas por moradias populares, e as urbanas, ocupadas pelas classes mais privilegiadas.
Definição das funções urbanas, associando cada zona urbana a uma atividade específica: comercial, industrial, residencial.
Oposição entre o centro, dotado dos principais serviços urbanos, e a periferia,subequipada e longínqua.
Apartação e isolamento de grupos sociais em guetos, cerceados por barreiras à circulação livre e democrática pela cidade.