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As mudanças nas configurações familiares no Brasil estão associadas às transformações sociais, o que gerou novas concepções de família.
Neste sentido, “(...) as pessoas sem laço de parentesco [que] convivem em caráter permanente, com ajuda mútua e afetividade, mas sem que haja entre seus membros finalidade econômica nem sexual” (Lima, 2018) são compreendidas como família
unipessoal.
anaparental.
nuclear.
pluriparental.
mista.
Sobre o tema Família, em consonância com as reflexões de Mioto na obra organizada por SALES, MATOS e LEAL, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
A tendência histórica de considerar os processos de atenção à família a partir da ótica da incapacidade e da falência, na organização de serviços em áreas como a judiciária, a social ou a saúde, tem sido alimentada especialmente pela centralização de recursos em programas de apoio sociofamiliar que visam atender as faces mais cruéis dos problemas relacionados à infância e juventude (trabalho infantil, violência doméstica, prostituição). Pouco, ou muito pouco, os programas têm se voltado para as dificuldades cotidianas das famílias na perspectiva de dar-lhes _______________. Isso para que consigam superar momentos críticos de sua existência e para que não cheguem a vivenciar situações que podemos considerar limites.
punição
sustentabilidade
ambiência
desafios
A professora Regina Célia Mioto tem uma vasta produção científica sobre a concepção e o papel da família na história da humanidade e na esfera da proteção social. Considerando seus estudos sobre os temas: Concepção de família; Requisições para o trabalho com família; Família e política social, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A família não é apenas uma construção privada, mas também pública, e tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos. E, nesse contexto, pode-se dizer que é a família que cobre as insuficiências das políticas públicas, ou seja, longe de ser um refúgio num mundo sem coração, é atravessada pela questão social.
( ) Pensar a família no campo da proteção social implica reconhecer que a família, na sua dimensão simbólica, na sua multiplicidade, na sua organização, é importante à medida que subsidia a compreensão sobre o lugar que lhe é atribuído na configuração da proteção social de uma sociedade, em determinado momento histórico.
( ) O fracasso das famílias é entendido como resultado da incapacidade de gerirem e otimizarem seus recursos, de desenvolverem adequadas estratégias de sobrevivência e de convivência, de mudar comportamentos e estilos de vida, de se articularem em redes de solidariedade e, também, de serem incapazes de se capacitarem para cumprir com as obrigações familiares.
( ) Defende a ideia de tratar a família a partir de determinada estrutura, tomada como ideal (casal com seus filhos) e com papéis pré-definidos.
( ) Analisa a família numa perspectiva relacional. Ou seja, que as relações familiares estão circunscritas apenas às relações estabelecidas na família, seja no âmbito de seu domicílio, seja na sua rede social primária.
Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA de cima para baixo:
(V), (F), (F), (F) e (F)
(F), (V), (F), (F) e (V)
(V), (V), (V), (V) e (F)
(F), (F), (V), (V) e (V)
(V), (V), (V), (F) e (F)
As diferentes perspectivas relacionadas às matrizes teórico-metodológicas possuem divergências significativas nas formas de conceber família, particularmente em relação às expectativas que se tem sobre as formas de ser e conviver e em relação ao seu papel na provisão de bem-estar, ou seja, na proteção de seus membros. Atualmente, as concepções em evidência no campo da proteção social estão situadas no arco do estrutural funcionalismo e da teoria social crítica. A concepção de família, construída no marco da teoria social crítica, assenta-se no entendimento de que
as expressões que têm lugar no seu interior tendem a exprimir os conflitos constitutivos da própria sociedade.
as desigualdades sociais têm uma base natural e de que os esforços da esfera pública para compensá-las só fazem prejudicar as liberdades.
através do adequado cumprimento de suas funções estaria, junto com outras instituições, sustentando a harmonia e a coesão social.
independentemente das transformações da sociedade é a principal responsável pela provisão de bem-estar de seus membros.
é instância essencialmente privada, sob o prisma da ordem, da integração, da estabilidade, e alheia ao processo histórico.
Segundo Dowbor (2015), a economia das famílias tem permitido cada vez menos uma redistribuição interna de recursos entre os que produzem um excedente e os que necessitam desse excedente para sobreviver.
Um fator que NÃO fragiliza a capacidade redistributiva das famílias é a
desarticulação da família nuclear, com a redução da proporção de domicílios com presença simultânea de pai, mãe e filhos.
redução da solidariedade social e da ajuda mútua entre vizinhos e comunidade e o estabelecimento de uma ‘sociedade anônima’ e com ampliada ‘solidão social’.
transformação dos ciclos de vida, com jovens vivendo uma pós-adolescência tardia, retardando a entrada no mercado de trabalho, e com a terceira idade assumindo um período de vida prolongado.
diminuição do tempo de dependência e ampliação do tempo de trabalho com a consequente menor necessidade de vinculação a esquemas estatais e paraestatais de transferência de renda.
A família é o lócus privilegiado da constituição da subjetividade humana. Consiste em espaços de convivências nos quais se dá a troca de informações entre os membros e onde decisões coletivas a respeito do consumo, do lazer e de outros itens são tomadas. Aponte uma das características da família na contemporaneidade:
Alta taxa de fecundidade.
Banalização do divórcio.
Diminuição da coabitação.
Submissão da mulher.
Apesar dos avanços nos direitos sociais pós-Constituição de 1988, a contradição básica entre proteger a família e/ou tratá-la como fonte de proteção social dos seus membros se manteve. Ora a família é recolocada como base da sociedade, devendo ser protegida pelo Estado, alvo de políticas públicas e sujeito de direitos, ora ela é apontada como portadora de responsabilidades, sendo responsabilizada, ao lado da sociedade e do Estado, pela proteção à infância, à adolescência e ao idoso. Essa contradição, presente em nossa sociedade, se funda no princípio:
da desfamiliarização, que pressupõe a coletivização das necessidades das famílias, ou seja, uma maior responsabilidade do conjunto da sociedade e do Estado sobre o bem-estar e a satisfação das necessidades dos membros da família.
da subsidiaridade da ação estatal, que compreende que o Estado só deve intervir quando se exaurem as capacidades protetivas na família.
da política familiar, definida como um conjunto coerente de princípios, objetivos, programas e recursos orientados a fortalecer e desenvolver a vida familiar e facilitar o desempenho da função social da família.
do pluralismo de bem-estar social, que representa um Estado plural, ampliado, defensor e implementador de direitos, sem alianças com a sociedade civil e a família.
da centralidade na família, apresentado como paradigma dominante na intervenção estatal, ou seja, a família está no centro das políticas de proteção social e, portanto, protegida.
Analisando o contexto da América Latina e Brasil e a trajetória das políticas públicas dirigidas às famílias, é possível encontrar três modalidade: política “de família”; política “referida à família”; e política “para a família”, desvendando o modo como ela é incluída na proteção social. Um dos principais desafios do trabalho social com famílias é adotar metodologia de trabalho que aborde efetivamente de forma dialética e articulada assuntos internos e externos ao ambiente doméstico, sem adentrar nos modelos psicossociais individualizantes ou seu oposto, os generalistas de transformação social, sem soluções práticas para o dia a dia. A sua direção deve superar as questões meramente internas, incluindo-as em contextos mais amplos de análise, articulando-as ao contexto de desigualdade e exclusão social, às transformações sociais e culturais que afetam as famílias, suas funções e papéis sociais, à necessidade de lutas coletivas para:
desenvolver habilidades específicas para conseguir a sua autossuperação cotidiana.
gerar uma transformação da vida cotidiana das famílias.
priorizar a capacidade de cada família e as suas possibilidades.
conquistar e garantia de direitos, de controle social das políticas públicas dirigidas a suas necessidades.
possibilitar geração de renda e capacidades laborais para as famílias.
As transformações sociais contemporâneas provocaram mudanças radicais na organização das famílias.
Avalie se essas mudanças incluem:
I. cobertura assistencial integral e universal pelo Estado.
II. redução dos grupos familiares.
III. processos de empobrecimento acelerado.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Ao longo das últimas décadas, o debate sobre a crise da família, no Ocidente, foi propiciado pelos efeitos da generalizada aceitação social do divórcio, do declínio da instituição do casamento e da baixa taxa de fecundidade. Esses acontecimentos tanto indicaram a compreensão de que se delineara o enfraquecimento da família, quanto sugeriram a análise do surgimento de novos modelos familiares, caracterizados, por sua vez, por mudanças nas relações entre os sexos e as gerações, descritas nas alternativas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
controle mais intenso da natalidade
questionamento da autoridade paternal
nserção massiva da mulher no mercado de trabalho
atividade sexual circunscrita à esfera do matrimônio
atenção ao desenvolvimento das necessidades infantis e dos idosos
Dentre as mudanças pelas quais passam as famílias brasileiras, pode-se observar uma variedade de arranjos familiares, um enxugamento desses grupos, além dos processos de empobrecimento acelerado. A Assistência Social entende que a família é provedora de cuidados aos seus membros, mas que precisa também ser cuidada e protegida. Portanto, a centralidade da família é garantida à medida que a Assistência Social desenvolva uma política que, em conjunto com as transferências de renda, ofereça suporte às tarefas cotidianas de cuidado e que valorize a
inserção laborativa de seus membros.
contrapartida exigida por essa política.
convivência familiar e comunitária.
capacitação para desempenho de seus papéis.
ruptura com a tutela desse grupo.
Ao abordarem o tema políticas familiares, Abrão e Mioto (2017) reconhecem que:
Não existe uma política, efetivamente, familiar no Brasil, na medida em que o que se verifica é, em verdade, a existência de um dado padrão de intervenção estatal na questão social, que apenas afeta as famílias.
A discussão sobre políticas familiares, enquanto uma questão de natureza pública e não privada, ganhou espaço na América Latina graças, em grande medida, ao movimento feminista.
A grande maioria dos países latino-americanos, ao contrário dos europeus, só introduziu medidas voltadas à regulação das relações familiares nos anos de 1960, no contexto de regimes autoritários.
A emergência do neoliberalismo promoveu um consenso entre os governos europeus e latino-americanos, quanto às políticas que devem ser trabalhadas dentro e fora da esfera pública.
Na União Europeia, predominam políticas familiares voltadas a assegurar as funções reprodutivas, particularmente vinculadas à saúde sexual, tendo em vista a necessidade de renovação demográfica.
Com o advento do pós-modernismo, temos as metanarrativas da modernidade sendo colocadas em xeque, principalmente o marxismo. No campo do conhecimento, o irracionalismo e o relativismo surgem como alternativas para explicar o mundo e seus fenômenos. No terreno da micropolítica, temos a desresponsabilização do Estado e a defesa da autonomia das famílias para suprir suas necessidades básicas. A responsabilização da família na provisão do bem-estar social é denominada como
pluralismo de bem-estar social.
neoliberalismo.
familismo.
neoconservadorismo.
A família, nas suas mais diversas configurações, constitui-se como um espaço altamente complexo. É construída e reconstruída histórica e cotidianamente, através das relações e negociações que estabelece entre seus membros, entre seus membros e outras esferas da sociedade e entre ela e outras esferas da sociedade, tais como Estado, trabalho e mercado. Acerca do debate sobre o trabalho com família, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) | A ideia central da proposta protetiva reside na afirmação da tradição secular que existem dois canais naturais para satisfação das necessidades dos indivíduos: a família e o mercado. Somente quando esses falham é que interferência pública deve acontecer e, de maneira transitória. |
( ) | a família é apenas uma construção privada, mas também pública e tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos. |
( ) | A análise da família deve se dar a partir de sua estrutura relacional, não incorporando com as relações estabelecidas com outras esferas da sociedade |
( ) | Para pensar em trabalho com famílias é importante descartar as tendências predominantes na incorporação da família no campo da política social enquanto seu sujeito destinatário. |
As afirmativas são, respectivamente:
F – V – F– F.
F – V – V– V.
V – F –V – V.
F – F – F – F.
O trabalho do Serviço Social realizado no âmbito das famílias deve ocorrer a partir do seguinte aspecto:
Todas as famílias são organizadas em núcleos centrados no parentesco.
Os procedimentos realizados com as famílias devem ser sempre realizados em espaços coletivos, os quais têm o objetivo de trabalhar as particularidades daquele conjunto de sujeitos e de estimular a articulação entre eles.
O trabalho social a ser realizado com famílias demanda apenas de procedimentos coletivos imbricados à rede de serviços de um território, realizados de forma regular.
Ter a compreensão de que família remete a relacionamentos entre pessoas, que não necessariamente compartilham o mesmo domicílio e os mesmos laços sanguíneos ou de parentesco.
O trabalho social a ser realizado com famílias demanda, exclusivamente, de ações intersetoriais que visam atender às múltiplas facetas das necessidades de seus membros.
O tema sobre família no século XXI, no Brasil, como em outros países, implica a referência a mudanças e a padrões difusos de relacionamentos. Com seus laços esgarçados, torna-se cada vez mais difícil definir os contornos que a delimitam. Vivemos uma época em que a mais naturalizada de todas as esferas sociais, a família, além de sofrer importantes abalos internos tem sido alvo de marcantes interferências externas. Estas dificultam sustentar a ideologia que associa a família à ideia de natureza, ao evidenciarem que os acontecimentos a ela ligados vão além de respostas biológicas universais às necessidades humanas, mas configuram diferentes respostas sociais e culturais, disponíveis a homens e mulheres em contextos históricos específicos. Continuando, Carvalho (2000)) afirma que a família retoma um lugar de destaque na gestão e execução da política social. Verifica-se que ela é, ao mesmo tempo beneficiária, parceira e pode-se dizer uma ‘miniprestadora’ de serviços de proteção e inclusão social”. Além do papel de socialização de seus membros, particularmente as crianças e adolescentes, é visível um grande número de famílias que possui uma capacidade de acolhimento, sendo o público alvo:
As crianças que são uma responsabilidade exclusiva da mãe ou do pai.
Não somente dos membros gerados em seu seio, mas também os advindos de diferentes situações, como as famílias estendidas: pais, mães, avós, primos, sobrinhos, irmãos, parentes de diversas formas que passam a coabitar na mesma residência.
Os indivíduos originados nos casos de instabilidade familiar por separações e mortes, aliada à instabilidade econômica estrutural e ao fato de que não existem instituições públicas que substituam de forma eficaz as funções familiares.
As crianças e os idosos que são públicos mais vulneráveis e precisam de suporte como determina as legislações correlatas sendo estas o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Estatuto do Idoso.
O conceito de família é polissêmico, comportando várias acepções. No sentido mais restrito, ele se refere ao núcleo familiar básico. No mais amplo, ao grupo de indivíduos vinculados entre si por laços consanguíneos, consensuais ou jurídicos. Nas sociedades contemporâneas ocidentais, o modelo mais frequentemente encontrado é a família conjugal tradicional, composta pelo casal e seus filhos. No entanto, o crescente avanço da urbanização, da industrialização e da modernização dessas sociedades, vem produzindo mudanças significativas na organização familiar; evidencia-se a sua capacidade de mudança e de adaptação às transformações econômicas, sociais e culturais mais amplas, bem como sua persistente relevância como espaço de socialização primárias, de proteção social e de
compaixão.
humanidade.
empatia.
solidariedade.
perseverança.
A política de assistência social considera a diversidade sociocultural das famílias, na medida em que reconhece que muitas vezes as relações familiares são movidas por hierarquias consolidadas e por uma solidariedade coativa, que se desdobram em desigualdades e opressões. Reconhece, ainda, que as fragilidades e contradições no interior das famílias são geradas pelas fortes pressões dos processos de exclusão aos quais são submetidas. Nessa perspectiva, a política de assistência social valoriza as heterogeneidades e as particularidades de cada grupo familiar, tendo um papel fundamental no processo de sua:
responsabilização
emancipação.
reestruturação.
manutenção.
A Igreja compartilha com o Estado a atuação diante da questão social, na tarefa de recristianização da sociedade, através de grupos sociais básicos. Impõe-se uma ação doutrinária e organizativa com o objetivo de livrar o proletariado das influências da vanguarda socialista do movimento operário e harmonizar as classes em conflito por meio do comunitarismo cristão. À luz do que foi expresso assinale a alternativa CORRETA quanto ao grupo básico que teve especial atenção na tarefa de recristianização.
Lideranças comunitárias.
Partidos políticos.
Família.
Estudantes.
Protestantes.
Em seu texto, no livro intitulado Familismo, direitos e cidadania: contradições da política social (2015), Solange Teixeira analisa a centralidade conferida às famílias, no desenho de políticas sociais em anos recentes e alerta para alguns de seus riscos para o trabalho social com famílias. Um desses riscos pode ser definido como:
A promoção de um trabalho social inovador, que ultrapassa a perspectiva normativa, disciplinadora e centrada nos papeis sociais tradicionalmente atribuídos a pais e mães.
A tendência ao provimento de suporte público às famílias vulneráveis, por meio de ações de cuidado e apoio, prestadas por organizações não governamentais.
A permanência de julgamentos das famílias pobres como incapazes, incompetentes para criar seus filhos, e responsáveis pelos problemas que seus membros enfrentam.
A oferta de uma rede de proteção social mista, com primazia da responsabilidade do Estado, na provisão de serviços e na regulação do setor privado.
A ruptura com o legado das políticas públicas anteriores, fortemente marcadas pela reprivatização do trato da questão social e desresponsabilização do Estado.