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Vulnerabilidade não é somente precariedade; diz respeito à exposição aos riscos. A intensidade de condições que as pessoas ou famílias possuem para fazer frente ao risco mede a capacidade ou incapacidade de resposta aos riscos. O trabalho com as vulnerabilidades reduz os danos provocados por riscos, prevenindo vivências e rupturas. Na perspectiva da proteção social da assistência social, a gradualidade do risco e o trabalho preventivo sobre as vulnerabilidades levam à hierarquização das atenções de proteção social em níveis básicos e especial e, ainda, em
média e alta complexidades.
ações imediatas e continuadas.
médio e longo alcances.
padrões comuns e diferenciados.
risco e extremo risco.
Sobre o debate acerca de Família, é CORRETO afirmar que
ela é uma construção sui generis privada e tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos.
as relações familiares estão circunscritas apenas às relações estabelecidas na família, seja no âmbito do seu domicílio, seja na sua rede social primária.
a relação com o Estado, através de sua legislação, de suas políticas econômicas e sociais, não interfere na história das famílias, na construção dos processos familiares, que são expressos por meio das dinâmicas familiares.
ela permanece sendo a principal responsável pelo bem-estar de seus membros, essa visão considera as mudanças ocorridas na sociedade e o protagonismo das famílias frente a uma sociedade que diminui suas desigualdades.
ela constitui-se como um espaço altamente complexo. É construída e reconstruída histórica e cotidianamente, por meio das relações e negociações que estabelece entre seus membros, entre o Estado, o trabalho e o mercado.
A família contemporânea brasileira é permeada por inúmeros desafios, e várias mazelas fazem parte do seu cotidiano, tais como:
A violência, o desemprego, a pobreza, as drogas e outras complicações.
A tolerância, o emprego, a riqueza e conta no banco.
A vida, o respeito e o caráter.
A vida, o respeito pelo próximo.
A respeito da discussão entre família e serviço social, assinale a afirmativa CORRETA.
A família passou a ser um sujeito privilegiado de intervenção do Serviço Social após a década de 1990, quando o aprofundamento da perspectiva neoliberal transfere responsabilidades que seriam do Estado para as famílias.
Podemos observar que, ao longo da consolidação da profissão, o trabalho com famílias perdeu impulso assim como sua produção técnica e teórica não avançou.
Nos anos de 1990, a questão da família no Serviço Social vai ter pouca visibilidade, se comparada à produção sobre política social e direitos sociais.
A adoção da teoria social de Marx pelo Serviço Social na década de 1960 possibilitou mudanças fundamentais para se instituir uma nova forma de pensar e trabalhar a família.
Nos anos 1990, o tema da família passa a ser amplamente discutido pelo Serviço Social. Justamente quando a política social brasileira- no contexto da reforma do Estado brasileiro, induzida pelos ventos da ideologia neoliberal - passa a se estruturar dentro da proposta do ecletismo de bem-estar social, enfatizando amplamente a família.
O trabalho com famílias tem se constituído numa fonte de preocupação para os profissionais que trabalham na área de Serviço Social, tanto pela atualidade do tema como pela sua complexidade. A discussão desse tema envolve inúmeros aspectos: configurações familiares, as relações que a família vem estabelecendo com outras esferas da sociedade, tais como Estado, Sociedade Civil e Mercado, bem como os processos familiares. Além destes, estão envolvidos os aspectos inerentes à própria história e desenvolvimento das profissões que atuam diretamente no campo social. No atendimento às famílias os assistentes sociais desenvolvem, em seu cotidiano, algumas ações que podem ser diferenciadas pelas particularidades que apresentam: ações socioeducativas, ações socioterapêuticas, ações periciais, ações socioassistenciais, ações de acolhimento e apoio socioinstitucional, etc.
As ações socioeducativas, por exemplo, dizem respeito a ações que
visam provocar mudanças (valores e modos de vida), através da informação, da reflexão ou mesmo da relação entre os sujeitos.
são desenvolvidas diante de situações de sofrimento das famílias, com a intenção de alterar a situação.
objetivam a emissão de um parecer social para outrem através do estudo e da avaliação das situações familiares.
se relacionam a toda ação de provimento e sustentação para atendimento das necessidades das famílias usuárias.
Mioto (2010, p. 169) afirma que “para pensar em trabalho com famílias é importante reconhecer quais as tendências predominantes na incorporação da família no campo da política social”. A autora indica que uma das duas tendências em disputa nesse campo é a proposta protetiva que
afirma a garantia de direitos sociais universais como forma de consolidação da equidade social.
afirma que a família e o mercado são dois canais naturais para satisfação das necessidades dos indivíduos.
postula que as políticas públicas devem compensar os problemas vivenciados pelas famílias, como o desemprego.
foi delineada, no contexto do desenvolvimento capitalista e do liberalismo econômico, quando se conformou a família nuclear burguesa.
entende a falência das famílias como resultado da sua incapacidade de mudar comportamentos e estilos de vida e de se articularem em redes de solidariedade.
A incorporação da família como referência na política social brasileira reavivou o debate em torno do trabalho com famílias, que por muito tempo ficou relegado a segundo plano no âmbito do Serviço Social brasileiro. Com base nesta afirmação, assinale a alternativa correta.
Nos anos 2000 a questão da família no Serviço Social vai ter pouca visibilidade se comparada à produção sobre política social e direitos sociais.
A ideia central da proposta familista reside na afirmação da tradição secular que existem dois canais naturais para satisfação das necessidades dos indivíduos: a família e o Estado.
A família é um sujeito privilegiado de intervenção do Serviço Social desde os primórdios da profissão.
Os processos políticos organizativos vinculam o conjunto de ações profissionais desenvolvidas com enfoque no planejamento institucional como instrumento de gestão e gerência de políticas e serviços. Buscam o deslocamento do foco do atendimento dos objetivos institucionais para o atendimento das necessidades das famílias.
Os processos de planejamento e gestão no trabalho com famílias implicam ações que privilegiem e incrementem a discussão da relação família e proteção social na esfera pública, visando a manutenção da ideologia vigente da família como responsável da proteção social, buscando a garantia e ampliação dos direitos sociais.
Com a crise no mundo do trabalho, a abordagem sobre os temas de família ganha necessariamente novos contornos e especificações. Sobre a crise do mundo do trabalho e as famílias em situação de empobrecimento, analise as assertivas abaixo e marque a alternativa CORRETA.
I. Famílias inteiras são abaladas pelo desemprego estrutural. Os pais perdem seus postos de trabalhos, muitas vezes de maneira irrecuperável. Mulheres voltam ao mercado de trabalho, não mais na figura de complementadoras da renda familiar, mas como principais responsáveis pelo orçamento doméstico.
II. A baixa qualificação da mão de obra, o analfabetismo (total ou funcional), a suscetibilidade e a prevalência de doenças e outros acometimentos ligados à sobrevivência, somados à inconstância no trabalho, criam no cotidiano dessas famílias uma situação de solidariedade e rede de apoio comunitária que vêm se multiplicando em todas as cidades brasileiras.
III. Essa situação de crise e instabilidade econômica reforça e reafirma a família como unidade de reprodução da vida econômica e psicossocial. Os filhos, por sua vez, veem nos pais a idealização de seu futuro mesmo com todas as dificuldades.
Vicente (2008), em seu texto “O direito à convivência familiar e comunitária: uma política de manutenção do vínculo”, que compõe o livro de Kaloustian (2008), faz uma análise sobre a colocação em família substituta ou o abrigamento de crianças e adolescentes.
Segundo este autor o que corresponde à perda de vínculos que justifique um abrigamento ou colocação em família substituta?
A pobreza crescente.
O uso abusivo de drogas durante a gestação.
A situação dos moradores em situação de rua.
O acontecimento de tragédia com perda de toda família.
Segundo Sarti (2010), assinale a alternativa correta.
As famílias contemporâneas são nucleares.
Nos casos em que a mulher assume a responsabilidade econômica do lar, não ocorrem modificações no jogo das relações de autoridade, ela não pode assumir de fato como chefe de família e definir-se como tal.
As ameaças de desemprego não são mais constantes em famílias pobres, mas sim, assolam todas as classes sociais.
A vulnerabilidade da família pobre ajuda a explicar as rupturas.
A revalorização da família nas políticas sociais tem significado um:
recuo das responsabilidades do Estado
avanço na redistribuição dos recursos sociais
projeto político comprometido com justiça social
recuo das responsabilidades no âmbito da família
A atuação do Assistente Social na implementação de políticas sociais voltadas para a família exige que esse profissional compreenda que
as famílias se constituem em sistemas fechados, por isso cada membro precisará ser atendido isoladamente.
as famílias em situação de extrema pobreza precisam ter sua atuação substituída pelo estado para que sobrevivam.
a família é um grupo de pessoas que compartilha o mesmo domicílio e que tem os mesmos laços sanguíneos ou parentesco.
a família em condição de vulnerabilidade não dispõe de condições para potencializar as ações promovidas pelas políticas a ela destinadas.
cabe ao assistente social efetuar, pela sua ação, a inclusão das famílias nas organizações do poder público e sociedade civil com o objetivo de assegurar condições protetivas às famílias, efetivando direitos e promovendo justiça social.
A família nuclear é a família composta por:
Uma pessoa (homem ou mulher)
Pai e filhos
Pai, mãe e filhos.
Pai, mãe e netos.
No trabalho com famílias, a abordagem sistêmica é realizada por equipe interdisciplinar, uma vez que essa técnica é utilizada para compreensão das múltiplas dimensões que envolve o grupo familiar. Todavia, fica VETADO ao Assistente Social, durante a abordagem, a prática
assistencialista.
terapêutica.
filantrópica.
caritativa.
benemerente.
No que concerne ao debate sobre família no Serviço Social, assinale a alternativa INCORRETA.
O recurso ao espaço familiar e comunitário como locus de reprodução social não é uma novidade desse momento na política social.
A política de saúde, como forma de enfrentamento da questão social, encontrou, no cotidiano da família dos trabalhadores, o espaço para a reprodução de sua lógica.
A análise da abordagem familiar e comunitária exige sua apreensão para além de uma ferramenta de trabalho, mas como expressão de um conjunto de determinações.
Não há um reconhecimento das transformações sócio-históricas da família, mas há uma reafirmação da centralidade da família nas políticas sociais e da função protetiva desta por meio do cuidado.
O enfoque individual e moral da família abre caminho para que os serviços oferecidos pelas políticas sociais promovam a manutenção dessas relações sob a perspectiva terapêutica.