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Para Ana Maria de Vasconcelos (2015), o Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro, apreendido como um processo histórico em permanente construção, oferece elementos para uma leitura e uma atuação radicalmente críticas e anticapitalistas, elementos que estão presentes tanto nos onze (11) princípios fundamentais que introduzem o Código de Ética do Assistente Social, de 1993, tomados como totalidade orgânica, como nas referências teórico-metodológicas e éticopolíticas necessárias à formação de um(a) assistente social, referências contidas nas Diretrizes Curriculares do Curso de Serviço Social, formuladas pela ABEPSS/1993. A partir das considerações da autora, para a materialização do Projeto ético-político do Serviço Social, é incorreto afirmar:
O homem social (o Mitmensch) não constitui um limite para os outros, mas, ao contrário, um fator essencial da sua liberdade.
A visão de mundo constante do projeto profissional que a(o) assistente social expressa é individual, mas o exercício profissional mediado por ela, quando o projeto profissional se transforma em realidade, realiza-se por meio da atuação coletiva.
A única possibilidade de apreender a lógica e as leis fundamentais da organização social capitalista é a partir de uma análise social fundada na crítica da economia política.
O projeto profissional se realiza por meio da personalidade individual, ou seja, da(o) assistente social/equipe, mas suas consequências só têm impacto coletivo quando consideradas coletivamente, tendo em vista os interesses dos trabalhadores.