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As dimensões éticas são consideradas como importantes no sistema educativo brasileiro e estão presentes nas normativas legais, quer no que diz respeito à formação dos alunos, quer no que se refere à formação dos professores, tornando-se a ética um dos princípios fundantes para o exercício profissional. Nessa perspectiva, compreende-se que
a formação do sujeito ético se faz em grande parte fora do âmbito educativo formal, com vistas a uma formação mais ampla, sistemática e mais estruturada, pois esta é uma responsabilidade de toda a sociedade e não de suas instituições.
a formação ética profissional é um prolongamento da ética pessoal e integra um todo, mas se diferencia segundo os papéis desempenhados pelos sujeitos nas instituições educacionais, em conformidade com o cargo administrativo que exercem.
a formação de professores como educadores morais devia ocupar os currículos, e a regulação ética da profissão não poderia ocupar esses programas, pois a complexidade do processo de formação exige uma abordagem técnico-intelectual e instrumental.
a formação ética favorece a dialógica criativa, reflexiva e autorreguladora entre o universal e o singular; em vez da simples normatização, discute as relações com outras pessoas, as responsabilidades de cada um, os princípios e valores que dão sentido à vida.
Para Libâneo, Oliveira e Toschi (2006), o professor precisa de formação e preparo profissional específico para o exercício da docência, que compreende pelo menos três atribuições:
a gestão da sala de aula, a atuação nos conselhos escolares e a atuação nos partidos políticos.
a docência, a atuação na organização e na gestão da escola e a produção do conhecimento pedagógico.
a docência, a atuação nos movimentos sociais e a manutenção da disciplina escolar.
a docência, a participação na associação de pais e mestres e a organização de grupos de estudos.
A alfabetização dar-se-á nos três anos iniciais do Ensino Fundamental. Os professores desses três anos iniciais, com formação mínima em curso de nível médio na modalidade normal, mas, preferentemente, licenciados em Pedagogia ou Curso Normal Superior, devem trabalhar de forma inter e multidisciplinar e o agrupamento de crianças para composição dessas classes deve respeitar
o caráter classificatório das avaliações de aprendizagem realizadas nas fases anteriores.
a faixa etária, considerando as diferenças individuais e de desenvolvimento.
o aspecto único e isolado desse momento da escolaridade formal de suma relevância.
o processo vivido pelas crianças em casa e seus interesses por games específicos.
O gênero conferência e o tipo de relação interlocutiva requerida possibilitam ao autor do texto a construção de uma
intenção de delimitar as variações assumidas pelas crenças pessoais.
reflexão sobre as similaridades entre opinião e crença.
estratégia para convencer o leitor sobre a estabilidade da opinião.
liberdade expressiva para tratar do assunto polêmico.
Nas instituições de educação infantil, a organização do trabalho pedagógico deve levar em conta a importância da interação da criança com os seus pares, na perspectiva de produzir e compartilhar uma cultura da infância, constituída de ideias, valores, códigos próprios, formas específicas de compreensão da realidade, que lhes permitam não apenas reproduzir o mundo adulto, mas ressignificá-lo e reinventá-lo. A avaliação da aprendizagem na educação infantil constitui
uma ação planejada pelo professor para classificar os aprendizes de acordo com as habilidades e os conhecimentos assimilados no decorrer das aulas, permitindo a atribuição de notas ou conceitos que indiquem se serão ou não promovidos para o ano seguinte.
um conjunto de atividades definidas pelos órgãos públicos e pelos gestores escolares, que visem a um melhor aproveitamento do tempo que a criança passa na escola, possibilitando também a prestação de contas aos pais e à sociedade.
um processo que envolve as ações de verificar, fazer comparações, julgar e decidir, tendo um caráter mediador e acolhedor que permite acompanhar a aprendizagem e o desenvolvimento dos aprendizes, possibilitando ao professor rever e aprimorar a sua prática.
uma estratégia didática que permite a mensuração do desempenho das crianças, baseada em atividades planejadas que possibilitem ao professor a organização das classes de acordo com o desempenho cognitivo dos aprendizes.
Qual é a tese defendida pelo autor do texto?
Existe um sentido imanente ao texto.
O autor decide quais leituras são aceitáveis.
A leitura errada existe.
O leitor incompetente faz leituras erradas.
O uso da primeira pessoa do singular e a explicitação de julgamento de valor aproximam o texto do gênero
carta pessoal, pois apresenta ao leitor informações particulares da vida do autor.
artigo de opinião, pois o autor considera diferentes pontos de vista para defender sua posição.
documentário, pois o autor descreve e analisa acontecimentos e dados da realidade cotidiana.
manifesto, pois o autor denuncia sua perplexidade diante de questões abstratas para a população.
Da leitura do texto, pode-se concluir que Marcelo Coelho usou vários argumentos para criticar a ideia de que a
dúvida serve para esclarecer as diferenças entre crença e opinião.
crença pertence ao domínio social e a opinião, ao trabalho individual.
opinião baseia-se na certeza do fato e a crença aproxima- se da convicção.
relação entre opinião e crença é estabelecida pela mídia.
Relacionando o cartum ao texto de Sírio Possenti, a interpretação dos versos de Camões feita pelo personagem poderia ser um exemplo de leitura inadequada porque ele
desconsidera o valor conotativo das palavras para a construção de efeitos de sentidos.
desconhece o sentido denotativo dos termos utilizados na definição do que é o amor.
atribui às palavras um sentido figurado com base na linguagem literária para definir seu problema.
estabelece relações de semelhança a partir dos sentidos literais dos termos amor e azia.
O planejamento educacional consiste em uma das principais atividades do professor. Seu trabalho se efetiva em um ciclo de ações numa perspectiva dinâmica, ativa e processual. O professor deve organizar o seu projeto de ensino de modo que contemple os princípios presentes no projeto político pedagógico escolar e as características da classe, possibilitando a apreensão crítica e significativa dos conhecimentos científicos pelos estudantes. Nesta perspectiva, a aula (ou o conjunto das aulas) deve apresentar as seguintes características:
exposição oral pelo professor, aplicação de exercícios para fixar a aprendizagem proposta pelo livro didático, prova escrita.
contextualização e problematização do tema, abordagem interdisciplinar, recursos didáticos e metodologia diversificados, avaliação diagnóstica e processual.
apresentação de um conteúdo pelo professor, proposição de uma lista de exercícios, arguição oral para verificação da aprendizagem.
sondagem dos conhecimentos dos alunos utilizandose uma prova-surpresa, exposição e debate de um tema, avaliação somativa.
A reflexão dos profissionais da educação sobre a sua prática educativa para a construção de um projeto político-pedagógico autônomo, bem como a implementação das políticas públicas de acesso, condições para permanência e de democracia da gestão, são essenciais para a qualidade social da educação. Esse processo requer
atividades que possibilitem aos profissionais da educação aprenderem a gerenciar e controlar grandes grupos de alunos com diferentes necessidades educacionais, viabilizando o processo de inclusão.
encontros sistemáticos e coletivos para estudos e reflexões sobre o ensino-aprendizagem e proposições de planejamentos e de ações no interior da escola, de modo que os conhecimentos teóricos estejam intimamente ligados às vivências cotidianas.
cursos de extensão universitária que ensinem aos profissionais da educação a refletir individualmente sobre suas práticas educativas e a propor mudanças a serem implementadas pelo sistema de ensino a curto prazo.
conhecimentos referentes à reflexividade, cujo princípio consiste em uma série de passos ou procedimentos fundamentados na lógica do estímulo-resposta, a serem usados pelos professores para a solução de problemas.
A simulação do diálogo entre o autor e um possível interlocutor em “Ah, certamente, você vai dizer, as pessoas têm opiniões. Eu tenho, você tem, não existe nada de problemático nisso” é marcada pelo uso de
discurso indireto livre, para caracterizar a falta de indicadores dos limites entre a fala do locutor e a fala do interlocutor.
discurso direto e discurso indireto, para dar relevo a uma expressão típica do interlocutor e criar um efeito de verdade.
discurso indireto, em que o locutor usa suas próprias palavras para comunicar o que o interlocutor diz.
discurso direto, em que o locutor reproduz a fala do interlocutor por meio das próprias palavras deste último.
Constata-se, nos últimos anos, que os sistemas de ensino desenvolveram esforços com o intuito de propiciar amplo atendimento a adolescentes jovens e adultos, tanto no que se refere ao acesso à escolaridade obrigatória quanto às iniciativas de caráter preventivo, visando diminuir a distorção idade/ano. Como exemplos, podem ser citadas as classes de aceleração e a EJA. Estas, no entanto, são categorias diferentes, pois as primeiras são meios didáticopedagógicos e pretendem sincronizar o ingresso de estudantes com distorção idade/ano escolar, fazendo avançar mais rapidamente o processo. Já a EJA é
um programa formalmente estruturado que pretende garantir a aprendizagem por meio de práticas ritualísticas inflexíveis, tais como se cristalizam nas rotinas domésticas e escolares.
um modelo disciplinar direcionado para a transmissão de conteúdos específicos, organizado em tempos rígidos e centrado no trabalho individual, muitas vezes solitário, por falta de espaços interativos.
uma categoria organizacional constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções específicas, quais sejam: a função reparadora, a equalizadora e a qualificadora.
um exame realizado por instituições devidamente credenciadas que visa verificar se os jovens e adultos interessados na escolarização detêm as competências correspondentes.
As pesquisas mais recentes concebem os professores como portadores de um saber que alia suas concepções e crenças à sua formação e vivência profissional, reconhecendo a formação de professores como um contínuo construído por aprendizagens ao longo da vida, admitindo que professores são sujeitos e não meros objetos de uma escola injusta e desigual. Desse modo, a literatura demonstra que a formação docente é um
processo voltado para a performance e produtividade dos professores, envolvendo a escola e a sociedade
projeto partilhado pelos docentes por responder às demandas do mercado.
processo de formação intelectual e cultural, que envolve aspectos de natureza ética e política.
projeto de cunho neoliberal que contempla a trajetória e discussão da área, representada por suas entidades.
A atual LDB abriga no seu Título V – Dos níveis e Modalidades de Educação e Ensino, o capítulo II (Da Educação Básica) e a seção V denominada – Da Educação de Jovens e Adultos. Logo, a EJA é uma modalidade da
educação básica, nas suas etapas fundamental e média.
educação infantil, nas suas etapas creche e pré-escola.
educação superior, nas suas etapas lato sensu e stricto sensu.
educação inclusiva, nas suas etapas presencial e a distância.
“O Bullying é um fenômeno social caracterizado como um comportamento repetido, agressivo e intencionalmente doloroso, física ou psicologicamente, envolve o desequilíbrio de poder e, em geral, converte-se em ameaça. É considerado um mal silencioso pois as vítimas não revelam os maus-tratos aos seus pais, o que contribui para piorar a situação” (Folha de S. Paulo, 29 mar. 2010, p. C4). O bullying vem afetando as relações interpessoais nas escolas e uma maneira formativa de os educadores lidarem com a sua ocorrência é:
aumentar a vigilância e aperfeiçoar os mecanismos de punição aos estudantes que o praticarem, procurando proteger as vitimas em ambientes seguros e, se for o caso, acionar os conselheiros tutelares.
ignorar o fenômeno, pois o comportamento agressivo é considerado característica aceitável nos relacionamentos entre crianças e adolescentes. Em casos mais extremos, os agressores devem ser excluídos do ambiente escolar.
a escola não deve se ocupar com esta matéria porque tais comportamentos ocorrem como consequência da falta de controle dos pais em colocar limites em seus filhos, o que dificulta o seu relacionamento fora de casa.
observar atentamente as crianças que apresentarem comportamentos como nervosismo, apatia, agressividade ou isolamento e intervir, estimulando-as a conversar, e, se for o caso, encaminhar o problema à direção escolar e também à família.
A organização do Ensino Fundamental de nove anos supõe a reorganização da educação infantil, particularmente da préescola, destinada agora a crianças de 4 e 5 anos de idade, assegurando sua própria identidade que se caracteriza por
acreditar que a aprendizagem e o ensino de conteúdos sejam o objetivo final da educação da criança pequena no atual contexto.
fundir-se com o primeiro ano do Ensino Fundamental, pois este é agora parte integrante de um ciclo denominado de ciclo da infância.
estabelecer uma estreita interligação entre educação e cuidados, interação entre o conhecimento e a experiência e entre os saberes e os afetos.
considerar o pedagógico na sua dimensão instrucional em detrimento da dimensão cultural, artística, lúdica e experiencial.
Dentre os fatores que contribuem para melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos está a maneira como a escola se organiza, com destaque para a capacidade de liderança dos dirigentes, especialmente do diretor, as práticas de gestão participativa, o ambiente da escola, a criação das condições necessárias para o ensino e a aprendizagem, a cultura organizacional, o relacionamento entre os membros da escola, as oportunidades de reflexão conjunta e as trocas de experiências entre os professores (Libâneo, Oliveira e Toschi, 2006). Nessa perspectiva, o modelo de gestão que favorece o debate pedagógico e a participação da comunidade escolar em seus processos decisórios é o
burocrático.
autocrático.
democrático.
meritocrático.
O planejamento escolar não é algo novo, já aparece no início dos anos 1960 e se desenvolve na década seguinte, quando se difunde a prática do planejamento curricular. Nos anos 1980, consolidou-se a expressão projeto pedagógico, que confere maior amplitude à ideia de um planejamento abrangente de todo o conjunto das atividades escolares e não apenas do currículo, tornando-se exigência da Lei n. 9.394/96. Este contexto foi favorável a uma mudança paradigmática importante no campo da gestão e da organização do trabalho educativo, pois
possibilitou a disseminação das práticas de gestão participativa, consolidando-se o entendimento de que o projeto pedagógico deve ser pensado, discutido e formulado coletivamente, de forma a contribuir para a construção da autonomia escolar.
reforçou a importância do planejamento como elemento organizador do trabalho escolar, que teve de ser realizado segundo rigorosos critérios técnicos, valorizando a tomada de decisão dos gestores com vistas a uma maior eficiência dos processos educativos.
contribuiu para valorizar os cargos administrativos de supervisão e inspeção escolar, responsáveis pelo acompanhamento e pela avaliação do trabalho docente, bem como pela definição de critérios e instrumentos de avaliação da aprendizagem.
implantou novas rotinas escolares com ênfase na valorização da capacidade e do talento da equipe escolar, estimulando a competição entre os professores por meio de mecanismos de premiação aos melhores do ano, pelo cumprimento de metas estabelecidas.
A definição do sentimento de amor por Camões é aproveitada pela personagem para a definição de um mal-estar. Essa apropriação é possível porque
o sentimento de amor causa menos sofrimento do que as crises de azia.
a dor causada pelo amor é invisível à verificação dignóstica.
as figuras fogo e ferida são apresentadas por meio de ideias antitéticas.
a definição de amor por Camões é construída por meio de metáforas que figurativizam a sensação de dor.