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“Nos dizeres de Clifford Geertz, em seu icônico livro ‘A interpretação das culturas’, ‘nem sempre os antropólogos têm plena consciência desse fato: que, embora a cultura exista no posto comercial, no forte da colina ou no pastoreio de carneiros, a antropologia existe no livro, no artigo, na conferência, na exposição do museu ou, como ocorre hoje, nos filmes’. Convencer-se disso é compreender ‘não apenas outros povos: a antropologia pode ser treinada no exame da cultura da qual ela própria é parte — e o é de maneira crescente’.”
(A interpretação das Culturas. Disponível em: monoskop.org.)
Clifford Geertz destaca-se na análise simbólica do fato antropológico. É correto afirmar que para ele:
A antropologia apresenta todos os aparatos necessários para expor a dimensão completa da condição humana na ciência, na tecnologia e na inovação.
As sociedades desenvolveram mecanismos tão diferenciados e específicos de vida, que uma análise antropológica só existe dissociada da realidade.
A análise cultural é intrinsecamente incompleta e se fundamenta no compartilhamento das ideias, a “teia de significados”, amarradas coletivamente.
O conceito de “cultura” é circular e redundante, ou seja, principalmente com a globalização, a heterogeneidade cultural deu lugar à homogeneidade total.