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Uma das principais contribuições de Max Weber para a compreensão do ordenamento político e jurídico das sociedades modernas situa-se em suas análises da correlação entre indivíduos e Estado, atribuindo ênfase à violência física praticável por este. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:
I. Segundo Weber, à exceção de períodos de beligerância, o Estado não possui legitimidade para fazer uso de violência física.
II. Weber considera que, embora possuindo suporte legal, a violência física utilizada pelo Estado carece invariavelmente de legitimidade.
III. Para Weber, o Estado é a única instituição de direito apta a utilizar a violência física nos marcos da legalidade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I, II e III.
No que concerne ao tema violência e Estado, assinale a opção correta.
A violência no Brasil é um fenômeno recente e isolado, sem relação direta com as ações ou omissões do Estado.
O Estado carece de meios para exercer o controle da violência no Brasil, por isso limita-se a agir como um mediador de conflitos sociais.
A violência no Brasil é resultado da falta de educação e de valores morais na sociedade, sendo o Estado um espectador passivo.
A violência no Brasil é fruto das desigualdades socioeconômicas que corroem o Estado tornando-o ineficaz para interferir nessa questão.
A violência no Brasil é predominantemente um produto da mercantilização da segurança e da gestão ineficiente do Estado em relação às políticas de segurança pública.
Qualquer sociologia da Amazônia deve pôr em evidência o permanente recurso à violência e às formas ardilosas de ação política de que se vale o Estado brasileiro para integrar, domesticar e civilizar a região. Ao conceber povo e natureza amazônicos como primitivos, tribais e, portanto, atrasados, as políticas públicas submetem caboclos, índios, o amazônida em geral e os migrantes, a um conflitivo processo de integração e modernização. A imagem abaixo representa um importante ícone da resistência a esse processo, pois representa o protesto do povo.

kaiapó contra a construção de represas na Bacia do Xingu-Iriri, especialmente a hidrelétrica de Babaquara.
munduruku contra a legalização da atividade garimpeira no Rio Cururu, afluente do Rio Tapajós.
xikrin contra as invasões às suas terras, ocasionadas pela construção da estrada PA279.
assurini requerendo a demarcação da terra Koatinemo, como forma de impedir o avanço da atividade pecuarista.
guajajara contra a construção da Estrada de Ferro Carajás que facilitou a penetração de trabalhadores sem-terra em suas áreas.
Quando se refere a um “aparato repressivo de Estado”, o texto apresentado indica haver uma complexa realidade e organização estatal desenhadas com o fim de exercer determinados tipos de violência.
Certo
Errado
A única instituição social que detém o monopólio da violência considerada “legítima” é:
A justiça.
A polícia.
A sociedade organizada.
O Estado.


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Violeta Loureiro, ao analisar o conflito da CIDAPAR, demonstra que
o Estado e os cartórios garantiam a propriedade dos ocupantes.
a proposta do Estado brasileiro era preservar a população do campo.
a ação policial tinha como objetivo garantir os interesses dos posseiros.
o Estado dissimulou os fatos relacionados à morte de Quintino, ao invertê-los, alegando que Quintino havia agredido a polícia.
Apesar de existir um Plano de Ações Integradas para Prevenção e Controle da Tortura no Brasil (2010), sabe-se que o crime de tortura é uma prática comum. Pode-se dizer que o crime de tortura no Brasil:
é um “mal necessário” para extrair informação por “um bem maior”, ou seja, a solução de um crime.
é geralmente julgado, e os responsáveis, punidos na forma da lei.
os agentes torturadores estatais (agentes do estado, policiais e agentes penitenciários) são os únicos responsáveis pela tortura.
justifica-se perfeitamente no que se poderia chamar de legitima defesa social, ou seja, justifica-se para que nós, a sociedade, possamos “dormir tranquilos”.
beneficia-se com o discurso excepcionalista que remete a tortura ao regime ditatorial de 1964 a 1985, como se fosse um crime datado ou em extinção.