Questões de Concurso sobre Ataque na Camada de Aplicação

 
 
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Em um ambiente web corporativo, foi implantado um componente especializado em inspecionar o tráfego HTTP/ HTTPS com base em regras específicas de camada de aplicação, capaz de bloquear ataques como injeção SQL, Cross-Site Scripting (XSS) e inclusão remota de arquivos. Esse dispositivo opera acima da camada de transporte e entende a semântica dos protocolos web para proteger aplicações contra exploração de vulnerabilidades lógicas. Trata-se de:


A

WAF.


B

IDS.


C

IPS.


D

Proxy reverso.

O Portal da Transparência e o sistema de protocolo eletrônico da Assembleia Legislativa constituem aplicações web de caráter crítico, estando continuamente expostos a ataques direcionados à camada de aplicação, como SQL Injection e Cross-Site Scripting (XSS), que exploram vulnerabilidades no código das aplicações.


Diante desse cenário, assinale a alternativa que identifica o dispositivo de segurança especificamente projetado para proteger servidores web e suas aplicações, por meio da inspeção e filtragem do tráfego HTTP/HTTPS, mitigando ataques típicos da camada de aplicação.


A

Next Generation Firewall (NGFW).


B

Intrusion Detection System (IDS).


C

Web Application Firewall (WAF).


D

Virtual Private Network (VPN) Concentrator.


E

Load Balancer.

Considere as seguintes afirmações sobre os tipos de ataques de Negação de Serviço Distribuída, do inglês Distributed Denial-of-Service (DDoS).


I. Ataques volumétricos buscam congestionar a largura de banda da rede alvo, utilizando técnicas como a amplificação de DNS para inundar o link com um tráfego massivo.

II. Ataques na camada de transporte, como o SYN (synchronize) Flood, focam em exaurir os recursos dos dispositivos de rede (firewalls, balanceadores de carga) ao explorar o processo de handshake do protocolo TCP.

III. Ataques na camada de aplicação, como o HTTP (Hypertext Transfer Protocol) Flood, são geralmente mais silenciosos e difíceis de detectar, pois mimetizam o comportamento de usuários legítimos ao solicitar recursos específicos de um servidor web.


Está(ão) correta(s)


A

apenas a afirmação I.


B

apenas as afirmações II e III.


C

apenas as afirmações I e III.


D

as afirmações I, II e III.

O celular de uma autoridade foi comprometido e o perito precisa identificar onde o malware pode ter interceptado dados, analisando a arquitetura de segurança do Android. Associe corretamente cada componente com sua função:


1. Application Sandbox

2. SELinux (enforcing)

3. GateKeeper

4. Android Keystore


A associação correta é


A

(1) Restrição por UID / (2) Mandatory Access Control / (3) Autenticação no TEE / (4) Armazenamento seguro de chaves


B

Kernel modules / SHA-1 / Backup / Bootloader


C

Rooting / OTP Hardware / Heap Manager / CryptoFS


D

Todos incorretos


E

Syscalls / Kernel Panic / Dalvik Lock / RSA only

Um provedor de acesso à Internet identificou tráfego anômalo consistente com ataque DDoS dirigido a um serviço de aplicação hospedado externamente, o que pode comprometer a rede e afetar outros usuários.


De acordo com a Lei n.º 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) e os dispositivos legais aplicáveis, antes de uma ordem judicial o provedor poderá


A

discriminar o tráfego, desde que por razões técnicas indispensáveis à prestação adequada dos serviços, observados os princípios e obrigações da legislação.


B

degradar o tráfego do serviço alvo do ataque, sem distinção de tipo de conteúdo, até que o ataque cesse, mesmo que isso afete usuários legítimos do serviço.


C

priorizar o tráfego considerado crítico e urgente de outros clientes corporativos, desde que se justifique que a falta desse procedimento pode prejudicar os negócios dos clientes que compartilham a infraestrutura.


D

bloquear preventivamente todo o tráfego dirigido ao serviço sob ataque e, a seguir, solicitar à autoridade judicial que emita ordem de indisponibilidade do serviço afetado para respaldar a medida técnica já executada.


E

interromper temporariamente todo tipo de tráfego do serviço alvo do ataque, inclusive de usuários legítimos, sem ordem judicial, até que o ataque esteja sob controle, de modo a garantir o nível de qualidade de serviço contratado pelos demais usuários da rede.

Um analista de segurança da informação de uma Assembleia Legislativa Estadual precisa proteger o sistema de consulta de processos licitatórios, hospedado em um ambiente de nuvem híbrida. O sistema é acessado por servidores públicos internos, prefeitura municipal e cidadãos em geral, armazenando dados sigilosos sobre lances e propostas comerciais. O analista identificou tentativas recentes de ataque do tipo Path Traversal e um ataque de DDoS do tipo HTTP Slowloris, que sobrecarrega a camada de aplicação. A infraestrutura atual conta com um firewall de última geração (NGFW) com inspeção superficial de tráfego HTTPS e um balanceador de carga básico, sem proteção específica para ataques de camada 7. Considerando o cenário e as boas práticas de segurança para proteção de aplicações web e de perímetro, a solução que o analista deve implementar consiste em


A

um NAC na rede interna, pois CSRF geralmente se origina de estações internas comprometidas, e um UTM na borda para bloquear Path Traversal e DDoS simultaneamente.


B

uma VPN SSL para cada usuário externo, criptografando todo o tráfego do portal contra ataques de aplicação, e um balanceador de carga avançado contra DDoS de camada 7.


C

um WAF para proteção específica contra Path Traversal e uma solução DDoS de camada de aplicação baseada em comportamento ou desafios para mitigar ataques como Slowloris.


D

um IDS em linha na porta espelhada do switch para detectar CSRF e um firewall de borda com regras estáticas para bloquear Path Traversal, mantendo o NGFW existente contra DDoS.


E

um proxy reverso com cache para aliviar a carga de requisições repetitivas e um antivírus de gateway para impedir Path Traversal, pois CSRF é mitigado com token anti-CSRF no código.

No desenvolvimento de um sistema de gerenciamento de benefícios sociais, a equipe de segurança da informação está revisando as vulnerabilidades mais críticas, segundo o OWASP Top 10 de 2024. Durante a análise, identificou-se que o sistema permite que usuários alterem o identificador na URL para acessar registros de outros cidadãos sem a devida autorização, como no exemplo:


https://beneficios.org/cadastro/452


Após testar sequências como /453, /454, os técnicos confirmaram que dados confidenciais de terceiros podiam ser acessados sem barreiras. De acordo com o OWASP 2024, esta vulnerabilidade é diagnosticada como


A

controle de acesso quebrado/lDOR, pois a ausência de verificação robusta permite que usuários acessem recursos de outros indevidamente.


B

ataque de injeção, pois o sistema permite que parâmetros maliciosos sejam introduzidos na URL para manipular o comportamento do banco de dados e deixar que dados sensíveis sejam acessados.


C

configuração incorreta de segurança, pois o sistema foi implantado com permissões padrão e informações expostas no ambiente de produção.


D

design inseguro, pois a modelagem de ameaças não previu corretamente a necessidade de validação das permissões associadas ao identificador na URL.


E

falhas criptográficas, pois a transmissão dos dados na URL ocorre sem proteção adequada, possibilitando a interceptação de informações.

Um WAF (Web Application Firewall) está sendo configurado para proteger aplicações web críticas. Sobre a implementação e limitações de WAF, é correto afirmar que o WAF.


A

elimina necessidade de validação de entrada no código.


B

opera na camada 7, protegendo contra-ataques de aplicação, mas não substitui práticas de desenvolvimento seguro.


C

deve operar em modo de bloqueio imediatamente sem período de aprendizado.


D

protege somente contra-ataques DDoS volumétricos de camadas 3 e 4.


E

não consegue distinguir tráfego legítimo de malicioso.

O designer é responsável por identificar a superfície de ataque de uma aplicação, a qual abrange todas as partes expostas do sistema que sejam suscetíveis a ataques.


C

Certo


E

Errado

Um servidor corporativo ficou indisponível após receber um grande número de requisições provenientes de um único computador, sobrecarregando os recursos e impedindo que usuários legítimos acessassem os serviços. Com base nesse cenário, qual tipo de ataque esse servidor está sofrendo?


A

Flooding.


B

DDoS.


C

SYN Flood.


D

Botnet.


E

DoS.

Uma empresa, ao aplicar o modelo STRIDE para identificar os pontos cegos de ameaça e segurança da sua rede, verificou que precisava tratar de arquivos de log para auxiliar no reconhecimento de alterações não autorizadas em dados importantes.

Nesse caso, essa aplicação do modelo STRIDE auxiliou na área do modelo identificada como


A

adulteração.


B

repudio.


C

divulgação de informação.


D

elevação de privilégio.


E

negação de serviço.

Sobre Segurança em aplicações web, é um ataque que consiste em digitar comandos SQL nos inputs de formulários da aplicação:


A

DDoS.


B

Spoofing.


C

SQL Injection.


D

Engenharia reversa.

Com o crescente número de ataques cibernéticos, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) resolveu criar um departamento de cybersegurança. Esse departamento conterá inicialmente os times A e B. A diferença entre eles é que o time A é responsável por ataques e o time B, pela defesa. João, Denise e Sônia foram contratados para o departamento. João realizará coleta de dados, análises dos dados, sistemas, redes e servidores que devem ser protegidos, além de produzirem avaliações de riscos. Denise fará prevenção, identificação, contenção e mitigação de qualquer tentativa de acesso indevido. Sônia buscará vulnerabilidades conhecidas e testará novas combinações de ataques e de engenharia social para obter acesso aos sistemas.

De acordo com o que cada um executará, João, Denise e Sônia serão alocados, respectivamente, nos times:


A

A, A e A;


B

B, A e A;


C

B, B e A;


D

B, B e B;


E

A, B e B.

Um analista estava acessando uma página de Internet Banking autêntica, e realizou normalmente sua autenticação, recebendo um cookie de sessão.


Em paralelo a isso, também estava verificando sua caixa de correio eletrônico, e clicou em um link suspeito que recebeu em um e-mail. Mais tarde, ao verificar seu extrato bancário, percebeu inúmeras operações que ele não realizou.


Ao fazer contato com seu banco, o mesmo informou que as operações foram realizadas a partir do usuário autenticado do cliente.


Com base nessas informações, assinale a opção que apresenta o ataque sofrido.


A

SQL Injection.


B

CSRF.


C

XSS.


D

Spoofing.


E

DDoS.

Uma fábrica de software está abrindo uma filial. A fim de identificar antecipadamente possíveis vulnerabilidades na arquitetura de suas aplicações, e seguindo orientações da matriz, ela está implementando o modelo de ameaças STRIDE. Para verificar a correta implementação, a matriz encaminhou um projeto para execução na filial. Esta identificou que a aplicação encaminhada fazia alterações em dados persistentes no banco de dados.

Na abordagem STRIDE, a filial está trabalhando na categoria:


A

falsificação;


B

elevação de privilégios;


C

adulteração;


D

divulgação de informações confidenciais;


E

repúdio.

Um firewall de borda é considerado como o elemento capaz de fazer a mitigação de ataques DDoS de maneira eficiente, já que o tráfego da camada de aplicação tem que ser bloqueado na entrada da rede.


C

Certo


E

Errado

O código malicioso é aquele programa de computador que tem o potencial de danificar sua vítima, mas nem sempre age dessa forma. Alguns códigos maliciosos optam por furtar dados pessoais, enquanto outros usam recursos de computação da vítima em benefício próprio, sem o conhecimento ou a autorização da vítima. Dentre esses códigos maliciosos, existe uma certa categoria que visa utilizar código Javascript malicioso para furtar dados de cartão de crédito e outras informações preenchidas em páginas de pagamento de web sites de e-Commerce.


Essa categoria de códigos maliciosos é conhecida como


A

worm


B

formjacking


C

downloader


D

ransomware


E

cryptojacking

Existe um tipo de ataque malicioso que se aproveita das vulnerabilidades de um website para a instalação de um script capaz de roubar dados pessoais do usuário. Geralmente o sucesso do ataque se baseia em falhas na entrada e validação de dados do usuário e na reposta do servidor web. Esse tipo de ataque é chamado:


A

IPS.


B

EXE.


C

RBD.


D

XSS.

Em uma API que apresenta a vulnerabilidade conhecida como BOLA (Broken Object Level Authorization), há o risco de que


A

apesar de corretamente autenticado, um solicitante de requisições à API possa obter dados relacionados a objetos ou recursos aos quais não deveria ter acesso.


B

a segurança do protocolo HTTPS seja quebrada, sendo possível que o atacante decripte requisições e respostas obtidas via monitoramento da comunicação por sniffer de rede.


C

código SQL malicioso seja injetado no banco de dados da aplicação por meio de formulários web que não são devidamente validados.


D

código JavaScript malicioso, introduzido por um atacante, possa ser executado no navegador de usuários que acessam o front-end web da aplicação.


E

ocorra estouro de pilha na aplicação que provê o serviço de back-end devido ao excesso de chamadas recursivas à mesma função.

 
 
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