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Em um serviço de plantão chega um Canino com dificuldade de respirar, com fratura exposta e múltiplos ferimentos, seu tutor relata que foi atropelado. Em relação a esse atendimento assinale a alternativa que corresponda à primeira conduta a se fazer pelo profissional:
Acalmar o tutor, acessar a veia do animal e ministrar medicamentos necessários conforme o caso (analgésicos, antibióticos, etc.);
Sedação/Tranquilização do animal, verificar vias aéreas, fornecer oxigênio.
Anestesiar o animal, passar atadura no membro com fratura exposta;
Acessar a veia do animal e ministrar fluidoterapia;
A análise de risco em saúde animal é uma ferramenta essencial para avaliar a probabilidade e o impacto da introdução e disseminação de doenças. Ela envolve três etapas principais: avaliação do risco, gerenciamento do risco e comunicação do risco. Um exemplo clássico é a entrada de doenças exóticas por meio da importação de animais vivos ou produtos de origem animal. O médico veterinário fiscal deve avaliar fatores como a procedência, status sanitário e medidas de biossegurança adotadas no transporte e manejo desses animais.
Sobre a análise de risco em saúde animal, analise as afirmativas abaixo e marque V, para verdadeiro, e F, para falso:
(__)A análise de risco se baseia apenas na identificação de doenças já presentes em uma determinada região, sem considerar novos agentes infecciosos.
(__)O gerenciamento do risco envolve a implementação de medidas de controle e mitigação para reduzir a probabilidade de disseminação de doenças.
(__)A comunicação do risco é uma etapa fundamental, garantindo que todas as partes envolvidas, incluindo produtores e autoridades sanitárias, recebam informações claras sobre ameaças e medidas preventivas.
(__)A análise de risco não se aplica a zoonoses, pois estas afetam tanto animais quanto humanos, exigindo abordagem exclusiva da saúde pública.
(__)A entrada de um novo patógeno em um país pode ser avaliada com base na origem dos produtos importados, histórico sanitário da região de procedência e protocolos de inspeção.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
V, V, F, V, F.
F, F, V, V, V.
F, V, V, F, V.
V, F, V, F, V.
A análise histopatológica de biópsias de cavidade oral em felinos e em caninos é imprescindível para diferenciar tumores de origem epitelial dos de origem mesenquimal.
Certo
Errado
Em um mutirão de atendimento gratuito promovido pela prefeitura para populações de baixa renda, o médico veterinário foi responsável por consultas clínicas em cães e gatos. Um dos cães atendidos apresentava vômito, diarreia, desidratação moderada, sensibilidade abdominal e ausência de vacinação atualizada. A anamnese indicava possível ingestão de restos alimentares deteriorados. Com base nesse contexto, avalie as afirmativas a seguir e assinale V para verdadeiro e F para falso:
(__)O quadro descrito pode estar relacionado a uma gastroenterite aguda, condição comum em animais que ingerem alimentos contaminados.
(__)O plano terapêutico deve incluir, prioritariamente, antibioticoterapia e antitérmicos, mesmo antes da confirmação do agente causador.
(__)A avaliação do grau de desidratação é fundamental para decidir a via e o volume de reposição hídrica no atendimento clínico inicial.
(__)A ausência de vacinação atualizada aumenta o risco de doenças virais entéricas, como parvovirose e cinomose.
(__)O exame clínico deve ser sempre complementado por exames laboratoriais, mesmo em situações emergenciais com recursos limitados.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta.
V − F − V − V − F.
V − F − V − F − V.
F − F − V − V − F.
V − V − F − V − F.
A acidose metabólica compensada em cães resulta em hiperventilação reflexa, com diminuição do pCO₂ sanguíneo.
Certo
Errado
Um cão macho, da raça Labrador, com 5 anos de idade, 35 kg, é atendido em uma clínica veterinária apresentando dor intensa em membro posterior esquerdo, sem sinais de fratura radiográfica, mas com resposta dolorosa à palpação e leve edema. O animal está inquieto, com dificuldade de deambular e sensível ao toque. Após avaliação, o médico-veterinário decide iniciar tratamento com anti-inflamatório não esteroidal (AINE) e controlar a dor.
Com base no caso clínico apresentado e nos fármacos comumente utilizados na prática clínica veterinária, assinale a alternativa que apresenta uma conduta adequada:
Administrar dipirona intramuscular para reduzir a inflamação e dor, pois é o AINE de escolha para cães.
Iniciar tratamento com meloxicam por via oral, respeitando a dose indicada para cães e o tempo de tratamento.
Prescrever enrofloxacina por via subcutânea para controlar a dor e prevenir artrose.
Utilizar amoxicilina com clavulanato por via intravenosa como anti-inflamatório de primeira escolha.
Administrar cetamina por via oral como antiinflamatório de ação prolongada.
Alterações como anemia normocítica normocrômica podem ser indicativas de doença crônica ou inflamatória em cães e gatos.
Certo
Errado
O diagnóstico de hipotireoidismo canino deve considerar os sinais clínicos compatíveis, as dosagens hormonais e, idealmente, a exclusão de doenças não tireoidianas que podem suprimir o T4 total.
Certo
Errado
A dermatofitose é uma infecção da haste pilosa e do estrato córneo, causada por fungos queratinofílicos. Comumente ocorre em cães e gatos. Em relação a essa dermatopatia torna-se correto afirmar:
Gatos da raça persa e cães da raça Yorkshire Terrier apresentam maior predisposição e podem ser portadores assintomáticos;
Apenas 50% dos fungos do gênero Microsporum são fluorescentes à lâmpada de Wood;
O tratamento é longo e requer antifúngicos sistêmicos;
Todas estão corretas.
A osteocondrite dissecante (OCD) do úmero proximal é a manifestação de uma síndrome chamada osteocondrose, na qual há um desbalanço da ossificação endocondral, levando a retenção de cartilagem articular. Assinale a alternativa correta sobre a osteocondrite dissecante do úmero proximal.
Os animais de raças grandes e gigantes são mais frequentemente acometidos, porém também é comum o diagnóstico da OCD em raças pequenas.
A reação periostal proliferante na região caudal da cabeça do úmero é a principal característica encontrada nas radiografias dos animais acometidos.
A radiografia da região do membro demonstra aumento da radiopacidade da cabeça umeral devido à ossificação endocondral característica da síndrome.
A análise do líquido sinovial demonstra o processo inflamatório ocorrendo na articulação e é exame padrão ouro no diagnóstico da síndrome.
O sinal radiográfico inicial da OCD é o achatamento da porção caudal da cabeça do úmero, que pode evoluir para uma área radiolucente côncava com a progressão da doença.
O atendimento a animais silvestres devem ocorrer independentemente da origem e requer o preenchimento de prontuário com a identificação do animal e do detentor dele.
Certo
Errado
Durante a ausculta do paciente com PDA, é audível um sopro contínuo, tipicamente mais alto e próximo à segunda bulha cardíaca.
Certo
Errado
A urolitíase é comum em cães e em gatos. Em relação aos urólitos, é correto afirmar:
Os urólitos mais comuns em cães e gatos são os de estruvita (fosfato de amônio e magnésio) e os de oxalato de cálcio. Enquanto os cálculos de estruvita se formam em urina com pH ácido, os de oxalato de cálcio geralmente se desenvolvem em pH alcalino. Ambos os tipos de cálculos, na maioria dos casos, requerem tratamento cirúrgico.
Os urólitos são uma causa comum de obstrução uretral em cães e gatos machos. Em cães, eles tendem a se alojar principalmente no arco isquiático ou imediatamente cranial ao osso peniano. Já em gatos, a obstrução causada por urolitos ou plugs uretrais ocorre, em geral, no terço distal da uretra.
Os urólitos são uma das principais causas de obstrução de ureteres em gatos e menos comumente em cães. A ureterotomia, neoureterocistostomia ou a nefroureterectomia são procedimentos a serem considerados.
As opções de tratamento cirúrgico para nefrolitos incluem a nefrotomia e a pielolitotomia. A nefrectomia deve ser considerada em casos de rim unilateral severamente hidronefrótico, infectado ou não funcional. A presença de urolitos renais sempre representa uma indicação cirúrgica.
Animais com formação crônica de urólitos podem necessitar de uretrostomia para reduzir o risco de obstrução uretral. Em cães, a uretrostomia pré-escrotal é a técnica de escolha, sendo preferida sempre que possível devido a maior superficialidade e diâmetro da uretra nessa região. Já em gatos, realiza-se geralmente a uretrostomia perineal, sendo a técnica de Wilson e Harrison a mais amplamente utilizada.
Durante uma visita a uma fazenda de cria, você foi chamado para avaliar um touro da raça Nelore, de quatro anos, em início de atividade na estação de monta. Segundo o proprietário, durante uma cobertura, o animal emitiu som de dor e, imediatamente interrompeu a cópula. Desde então, o touro vem demonstrando relutância em se aproximar das vacas. À inspeção, constatou-se a alteração clínica observada na imagem a seguir:

Em relação à apresentação clínica descrita, qual seria a provável lesão apresentada pelo animal?
Acropostite.
Hematoma de pênis.
Orquite.
Fimose.
Abscesso prepucial.
As manifestações clínicas mais comuns da leptospirose em cães são inespecíficas e incluem êmese, letargia e anorexia, ou ainda, sintomas vagos e inespecíficos, como perda de peso, distúrbios gastrintestinais, fraqueza, hiporexia e poliúria/polidipsia, sugestivos de doença renal crônica. Para o tratamento de um cão azotêmico acometido por essa afecção, o antibiótico de eleição é:
Ampicilina.
Sulfadoxina associada a trimetroprim.
Gentamicina.
Oxitetraciclina.
Enrofloxacina.
O paciente irá apresentar pulso arterial hipercinético, chamado “pulso em martelo d"água”, que também pode ser observado em regurgitação aórtica grave.
Certo
Errado
A ectopia ureteral é uma anomalia congênita do ureter distal que acomete animais da espécie canina e felina. Em relação a esta afecção, é correto afirmar:
Os relatos são mais frequentes em cães do que em gatos. Entre os cães, as fêmeas são significativamente mais diagnosticadas com a doença em comparação aos machos. A principal queixa clínica é a incontinência urinária, que pode ser contínua ou intermitente, ocorrendo geralmente em animais jovens, embora também possa surgir tardiamente. Mesmo quando a afecção é bilateral, a maioria dos animais produz um fluxo de urina durante a micção consciente.
Os ureteres ectópicos podem ser classificados como intramurais ou extramurais. Os intramurais penetram a parede vesical e percorrem a mucosa da bexiga urinária até se abrirem na uretra ou na vagina. Já os extramurais seguem um trajeto externo à bexiga urinária, inserindo-se diretamente na uretra ou na vagina.
A avaliação endoscópica é atualmente considerada uma ferramenta diagnóstica de grande valor para a confirmação da ectopia ureteral, embora não permita a identificação precisa da localização do orifício ureteral.
A correção cirúrgica do ureter ectópico intramural é a neoureterocistostomia via uma cistotomia ventral, onde um novo orifício ureteral distal é confeccionado em posição apropriada, e o segmento do ureter ectópico é ligado ou resseccionado, no trajeto distal pós orifício. A resolução da incontinência urinária após a cirurgia tem excelente prognóstico.
Os ureteres ectópicos podem estar associados a ureteroceles, que consistem na dilatação de um segmento do ureter proximal. As ureteroceles são raras em cães e podem ocorrer de forma unilateral ou bilateral. Quando presentes, geralmente são classificadas como ureteroceles ectópicas, por estarem relacionadas aos ureteres ectópicos.
No funcionamento dos laboratórios clínicos de diagnóstico veterinário e outros estabelecimentos que tenham estrutura para coleta, é vedada a utilização de sedativos e tranquilizantes, combinados ou não com anestésicos locais, para contenção e realização de procedimentos de coleta de amostras biológicas, mesmo que o animal esteja sob a supervisão permanente do médico-veterinário.
Certo
Errado
Cães e gatos podem apresentar a paralisia de laringe congênita ou adquirida. Em relação a esta afecção, é correto afirmar:
A paralisia de laringe acomete cães e gatos, pode ser uni ou bilateral e congênita ou adquirida. Lesão do núcleo ambíguo, nervo vago ou seus ramos, ou o músculo dorsal cricoaritenoideo, pode promover a paralisia laringeal.
Paralisia de laringe é mais comumente relatada em Labrador e Golden retrievers, São Bernardo e Irish Setter; sendo nove anos a média de idade. As cadelas são de duas a três vezes mais acometidas do que os cães machos.
Mudança na vocalização, engasgos e tosse, especialmente durante a alimentação ou ingestão de água, são sinais iniciais frequentemente observados em cães. Esses sintomas costumam ser seguidos por intolerância ao exercício. À medida que a condição progride, surge estridor laríngeo inspiratório e, nos casos mais graves, podem ocorrer episódios de dispneia intensa, cianose ou síncope. A progressão do quadro clínico costuma ser rápida e, em poucas semanas, o animal geralmente evolui para um estado grave.
O tratamento cirúrgico está indicado em pacientes que apresentam sinais clínicos de moderada a grave intensidade. A técnica considerada padrão é a lateralização unilateral ou bilateral da cartilagem aritenoide, dependendo da gravidade do quadro clínico. A lateralização bilateral tem sido realizada com resultados satisfatórios.
Excitação, agitação e temperaturas ambientais elevadas aumentam a frequência respiratória, o que pode causar trauma na mucosa da cartilagem aritenoide em animais com paralisia laríngea. A inflamação e o edema agudo resultantes podem agravar a obstrução crônica das vias aéreas, levando à dispneia expiratória aguda.
Durante o manejo clínico de cães e gatos com dor musculoesquelética, é comum a prescrição de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). O conhecimento sobre os fármacos mais utilizados, seus mecanismos de ação e cuidados na administração é essencial para evitar efeitos colaterais, especialmente em animais debilitados ou com histórico de alterações renais. Em uma clínica de pequenos animais, um cão idoso com artrite crônica foi trazido para acompanhamento. O tutor relatou que o animal apresentava melhora da dor após uso contínuo de um medicamento prescrito por outro profissional, mas que começou a apresentar vômitos e apatia. O novo médico veterinário suspeitou de efeito adverso associado ao uso prolongado de AINEs. O anti-inflamatório não esteroidal __________ atua por inibição seletiva da enzima ciclooxigenase-2 (COX-2), promovendo ação analgésica e anti-inflamatória com menor risco de efeitos gastrintestinais, sendo amplamente utilizado em cães com doenças articulares crônicas. Agora, selecione a alternativa correta.
Dipirona.
Dexametasona.
Prednisolona.
Carprofeno.
Cetoprofeno.