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Para Ana Mae Barbosa, arte-educação é uma
área dos cursos universitários responsável pela preparação dos professores de arte e, portanto, visa capacitar para a compreensão dos objetivos e metodologias do ensino de artes visuais, música, teatro e dança.
designação para o campo de trabalho de educadores que desenvolvem processos educativos em arte para crianças e adolescentes.
designação que serve para garantir que a arte seja exigida e definida como uma matéria, uma disciplina igual às outras no currículo.
expressão que a partir dos anos setenta e oitenta rompe com a livre-expressão como objetivo no ensino de arte e, portanto, oficializa a proposta triangular nas escolas.
certa epistemologia da arte e, portanto, é a investigação dos modos pelos quais se aprende arte.
O teatro como linguagem oferece resistência a condições interdisciplinares para o trabalho por projetos em contextos escolares.
Ao analisar o desenho apresentado na figura, percebe-se que a criança o faz como se tudo acontecesse simultaneamente. Isso revela a compreensão que a criança tem das relações entre forma e espaço.
A formação do professor tem sido um dos pontos mais discutidos na agenda educacional contemporânea. Como aspecto primordial na sua formação, o professor precisa aprender a
ensinar escolhas corretas.
aprender a ensinar.
implantar o seu conhecimento.
ensinar a hegemonia cultural.
harmonizar-se aos matizes ideológicos.
Para Ana Mae Barbosa, Arte/Educação é a mediação entre arte e público. Ensino da Arte é compromisso com continuidade e/ou com currículo quer seja formal ou informal. Assim, é correto afirmar que:
na perspectiva de um currículo com base nas teorias pós-modernas a Arte é tratada como área de conhecimento que possui conteúdos, objetivos e métodos de ensino/aprendizagem próprios.
a aspiração dos arte/educadores nesse contexto é, exclusivamente, desenvolver a sensibilidade dos educandos.
a função da arte na educação assim pensada é promover atividades lúdicas no currículo.
a Arte/Educação, num currículo nesta perspectiva, tem como objetivo desenvolver a criatividade dos estudantes.
Considere as diferentes proposições de teóricos sobre o ensino de arte.
I. Defende uma leitura em direção aos elementos que compõem a obra de arte em busca de equivalências configuracionais.
II. Defende uma leitura qualitativa, não descritiva em direção às sensações.
III. Defende uma leitura baseada nas etapas: descrição, análise, interpretação e julgamento.
IV. Propõe um processo de leitura que segue os seguintes passos: descrever, analisar, interpretar, fundamentar e revelar.
V. Defende a educação estética, e desde os anos 70 enfoca o problema da diversidade cultural.
VI. Desenvolve o método de multipropósito, isto é, o fazer em função da leitura de obras de arte e sua integração com outras disciplinas.
Está corretamente associado teoria e autor em:

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A contribuição escolar na formação de estudantes em artes resulta de processos pedagógicos que consigam reunir as elaborações artísticas e estéticas pessoais com as interferências educativas necessárias ao andamento dessa aprendizagem. Isso que dizer que:
basta organizar e coordenar os ambientes das salas de aula, provendo-os com vários materiais para que aconteçam trabalhos espontâneos e livres;
a organização desse processo de escolarização supõe intermediação dos professores, com seus posicionamentos práticos e teóricos, entrelaçados com o intuito de atingir os objetivos de aprendizagem dos saberes artísticos e estéticos essenciais para que os estudantes exercitem suas cidadanias;
a interferência educativa em arte consiste em organizar as aulas com atividades de colorir desenhos impressos, reproduzir danças e canções conhecidas e preparar eventos de fim de ano;
deve-se desenvolver um tipo de aula de arte em que não exista nenhuma forma de atitude educativa diretiva com os alunos;
basta ensinar-lhes as técnicas expressivas para que eles aprendam arte na escola.
Considere as afirmativas abaixo.
I. A partir do momento em que as pessoas pensam que tudo o que faziam era arte, porque quando estavam na escola tudo o que faziam era considerado adorável por seus professores, até então, não se tem mais uma teoria da arte. Não há tendência, não há objetivos, e não havendo objetivo não há como saber contra o que se opor.
II. A arte e sua aprendizagem têm como finalidade essencial tornar alguém mais criativo; fazê-lo perceber seu contexto físico ou social mais objetivamente e ajudá-lo a resolver inadequações emocionais.
III. A criança aprende a formar seus próprios signos configuracionais principalmente por meio da observação do comportamento-de-fazer-signos-configuracionais de outras pessoas. Sem modelos para serem seguidos, haveria pequenos ou nenhum comportamento de realização de signos visuais nas crianças.
IV. O estudo da arte é elitista, porque pressupõe uma compreensão disciplinada e uma sensibilidade cultivada, que permitam a apreciação.
É correto o que se afirma APENAS em
I e III.
I, III e IV.
III e IV.
II e IV.
I e IV.
Durante visita a um museu, o professor deve incentivar que os alunos interajam com todas as obras de arte por meio do toque, percebendo os detalhes e a emoção ali presentes.
A linguagem teatral, como sistema semiótico e forma de expressão artística, deve estar restrita a um pequeno grupo de iniciados (profissionais de teatro e aficcionados do teatro amador).
A criança, ao desenhar, pensa a forma como a imagem a ser desenvolvida sobre o papel. Para que isso ocorra, a criança deverá, obrigatoriamente, ter habilidades específicas
Uma das atividades que pode ser explorada em sala de aula é o desenho de observação, que tem como objetivo fazer o aluno perceber o objeto como um todo, sem se preocupar com os detalhes.
A imagem criada pela criança iguala-se à imagem criada pelos jovens ou adultos, considerando que a compreensão das formas e experiências com as linguagens é a mesma.
diversos planos na imagem mesmo com a utilização de poucas linhas.
Acerca da relação do ensino da arte com o sistema educacional brasileiro, assinale a opção correta.
A arte na educação interfere na invenção, na inovação e na difusão de novas tecnologias, o que contribui para a construção de um meio ambiente institucional inovador.
O ensino da arte no Brasil, especialmente quando se refere a contemporaneidade, está mais ligado a conhecimento memorizado do que a construção do pensamento a partir do conceito de pensamento visual.
O fazer artístico, no ensino da arte no Brasil, é entendido como a aventura individual de uma inteligência ou sensibilidade especialmente dotada, visando um fim em si mesmo.
A arte está separada da economia, da política e dos padrões sociais que operam na sociedade. É, acima de tudo, um produto da fantasia e da imaginação.
Fernando Hernández, que recentemente publicou Catadores da cultura visual: proposta para uma nova narrativa educacional tem ampliado a concepção sobre projetos na escola. Para ele, o projeto apresenta
uma seqüência linear e estável para que o projeto se concretize numa produção final e na avaliação concretizada por meio de um portfólio.
um sentido da aprendizagem que quer ser significativo, ou seja, que pretende conectar a partir do que os estudantes já sabem, de seus esquemas de conhecimento precedentes, de suas hipóteses (verdadeiras, falsas ou incompletas) ante a temática que se há de abordar.
um sentido de aprendizagem em que o professor é protagonista das decisões sobre as pesquisas a serem feitas para o enriquecimento do aluno sobre a temática abordada.
uma seqüência de atividades que parte do que os alunos já conhecem para chegar a um produto final capaz de sistematizar todo a aprendizagem através de etapas bem definidas.
um sentido de aprendizagem que quer ser significativo ao permitir a conexão entre várias disciplinas curriculares, sob a vigília atenta do professor para manter os alunos motivados na aprendizagem de uma temática abordada.
Toda criança tem a necessidade de movimentar-se, de forma intensa, com ações no seu dia-a-dia. Pular, correr, subir, descer e girar são atividades dinâmicas que fazem parte de uma experimentação do corpo para obter o domínio e, principalmente, a construção da sua autonomia. A escola tem a função de fazer a criança compreender sua capacidade de movimento e como seu corpo funciona, para poder usá-lo de forma inteligente, responsável, autônoma e sensível. De acordo com os PCN, a ação física é necessária para que a criança harmonize de maneira integradora as potencialidades:
A arte na escola tem como função formar o cidadão decodificador e fruidor da obra de arte. É através do aprendizado da leitura de imagens que o professor desenvolve na criança a capacidade de decodificação da gramática visual. Ao acompanhar a seqüência de touros feita por Pablo Picasso, percebe-se que, mesmo ao fazer uma redução de cada detalhe visual a seu mínimo irredutível, ainda é possível identificar a forma do animal. Para Dondis (2000), a simplificação que busca um significado mais intenso e condensado, na verdade, nada mais é do que um processo de:
Continuidade.
As atividades de arte, em sala de aula, precisam mobilizar o estudo e desenvolvimento de vivências educativas e conceituações mais definidas, por isso elas devem:
se constituir de atividades esparsas e não originárias de conceitos e idéias artísticas e estéticas;
ser constantemente exercitadas através de modelos e padrões;
se basear em exercícios soltos de fazer desenhos, pinturas, gravuras, modelagens..;
vincular-se a um conteúdo educativo, teórico e prático, na área;
nenhuma das respostas acima.
Baseando-se em Huizinga, que mostrou o papel fundamental do elemento lúdico, o processo de criação em arte pode ser concebido como jogo, o que vale dizer que ele é
um processo cultural que pode ser visto como uma brincadeira solitária que se desenvolve espontaneamente através do domínio e cumprimento de formas e regras artísticas que permitem a riqueza e a solidez da criação
gerado pelas necessidades emocionais e baseia-se num meticuloso código de regras, absolutamente obrigatórias, que determinam a sofisticação e o requinte da criação
afetado pelas incertezas das condutas, mas igualmente submetida a uma certa ordem de convenções, regularidade e indeterminação que garantem a riqueza e solidez da criação
movido pelo repertório pessoal do indivíduo criador e é limitado pelo rigor das regras estéticas que se impõe constantemente impedindo a alteração para não estragar o resultado final da criação
um pensamento que diferencia-se das atividades humanas sérias, mas que permite o exercício da liberdade pelo afastamento do mundo e recusa das normas habituais em busca da expressividade e da beleza.