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Émile Durkheim defende a ideia de que as classificações primitivas constituem singularidades excepcionais, sem analogias com as formas de classificação existentes em povos tidos como mais cultivados.
O modelo de fricção interétnica tem como base teórica a antropologia francesa e o estrutural-funcionalismo britânico.
As categorias do entendimento propostas por Émile Durkheim não são individuais, mas, coletivas.
O fato social total, proposto por Marcel Mauss, tem caráter tridimensional, compreendendo, pois, as dimensões sociológica, em seus aspectos sincrônicos, histórica, em seus aspectos diacrônicos, e psicofisiológica, que abrange o indivíduo.
Na teoria sobre os sistemas religiosos, Émile Durkheim define como cimentos sociais tanto a religião, no contexto das sociedades primitivas, quanto a ciência, no contexto das sociedades cultivadas.
A noção durkheimiana do homo duplex reitera a distinção entre o sagrado e o profano, a sociedade e o indivíduo, postulada nas formas elementares da vida religiosa.
O fato social total, apontado por Mauss, corresponde à esfera política autônoma apontada por Dumont, pois se refere à totalidade.
A noção de que as instituições culturais correspondem a respostas às necessidades psicológicas dos homens é
uma teoria funcionalista da cultura, cujo principal expoente foi Malinowski.
uma teoria interpretativa da cultura, cuja principal expoente foi Margaret Mead.
uma realidade constatada por inúmeros autores e tornada axioma da ciência antropológica.
um dado do senso comum, que não resiste ao exame da ciência antropológica.
uma teoria positivista da cultura, cujo principal expoente foi Durkheim.
Malinowski advogava a cooperação entre antropólogos e missionários na realização do trabalho etnográfico devido ao grande conhecimento que os missionários tinham dos povos nativos.
Bronislaw Malinowski (1884-1942), autor de obras como Os Argonautas do Pacífico Ocidental e Crime e costume na sociedade selvagem, pode ser considerado um dos fundadores da moderna Antropologia Social britânica. A respeito de sua teoria funcionalista é possível afirmar que
concebe a sociedade como um tipo de organização cuja função sincrônica é a de produzir artefatos culturais que promovam equilíbrios simbólicos e se adaptem ao meio natural.
considera que as categorias fundantes da lógica classificatória, organizadas como pares de oposições binárias, operam como mecanismos inconscientes com a função de satisfazer a necessidade humana de classificar.
adota uma perspectiva orgânica e sistêmica, avaliando o êxito das instituições culturais em termos de sua contribuição funcional para a manutenção da coesão entre sistemas terminológicos e atitudinais.
possui uma visão sincrônica e orgânica da sociedade, postulando que a lógica particular de cada cultura pode ser descrita por meio da análise de suas instituições.
estabelece os princípios da difusão sincrônica dos sistemas de reciprocidade e do padrão conjuntural das prestações totais, a partir do exemplo do kulas trobriandês.
Se as sociedades ocidentais se pensam como totalidades a partir da categoria política do Estado, sociedades como os Nuer, estudados por Evans-Pritchard, só se concebem como totalidades quando em oposição a outras sociedades com as quais mantêm relações conflituosas.
O funcionalismo, como perspectiva teórica, supõe a integração dos diversos aspectos de uma cultura compreendida como uma totalidade coerente.
O trabalho de Durkheim e Mauss, acerca das formas primitivas de classificação, e o estudo de Mauss entre os esquimós têm grande influência na relativização de categorias de espaço e tempo.
O trabalho de Evans-Pritchard realizado entre os Nuer trouxe importante reflexão acerca das categorias de espaço e tempo. O tempo estrutural dos Nuer contrapõe-se a noções ocidentais de um tempo cronológico, linearmente homogêneo.
A lógica da economia dos bens simbólicos tratada por Bourdieu é a mesma lógica descrita por Marcel Mauss no que se refere à economia da dádiva, ou do dom.
Durkheim e seus seguidores consideravam que os primitivos viviam em sociedades que se organizavam de acordo com uma solidariedade orgânica, com elevada especialização de papéis sociais.
Considere:
I. Um sistema social consiste numa pluralidade de atores individuais interagindo mutuamente numa situação que tem pelo menos um aspecto físico ou ambiental.
II. O incesto é um fenômeno que apresenta simultaneamente o caráter distintivo dos fatos da natureza e o caráter [...] dos fatos da cultura.
III. Um animal só se torna totêmico se for primeiramente 'bom para comer'.
As idéias dispostas em I, II e III estão corretamente relacionadas aos modelos antropológicos:
Funcionalista Estrutural-Funcionalista Funcionalista
Estrutural-Funcionalista Estruturalista Funcionalista
Funcionalista Estruturalista Estrutural-Funcionalista
Estruturalista Estrutural-Funcionalista Funcionalista
Estrutural-Funcionalista Estruturalista Estruturalista
O sociólogo francês Marcel Mauss, estudando distintos regimes de direito contratual e sistemas de prestações econômicas, vigentes em distintas sociedades ditas primitivas, elaborou em um ensaio a noção de dádiva. O autor buscou comparar noções e termos específicos, em documentos e textos filológicos que, segundo ele, permitiriam acessar o que chamava de “consciência” das próprias sociedades estudadas. Descrevendo os fenômenos de troca e de contratos nas sociedades que classificou como modernas, “anteriores aos mercadores e à moeda”, Mauss propôs visualizar a moral e a economia dessas transações. Considerando as opções abaixo, escolha aquela que sintetiza o conjunto de práticas estruturantes da noção de dádiva:
dar, receber, compartilhar.
produzir, coletar, distribuir.
dar, receber, retribuir.
ocupar, defender, resistir.
dar, receber, poupar.
Marcel Mauss, em sua obra: "Ensaio sobre a dádiva; forma e razão de troca nas sociedades arcaicas" (1974), apresenta uma complexa argumentação para uma de suas teses mais famosas: a teoria da reciprocidade. Nesta obra, o autor trabalha com o conceito de sistema de prestações totais, cujo significado é:
Prestações e contra-prestações feitas de uma forma voluntária por presentes, regalos, embora sejam, no fundo, rigorosamente obrigatórias, sob pena de guerra privada ou pública.
Prestações e contra-prestações feitas de uma forma involuntária por presentes, regalos, embora sejam, no fundo, não obrigatórias, já que se tornam necessárias para o consenso social.
Somente prestações feitas de forma voluntária e sem o caráter obrigatório da contra-prestação.
Somente contra-prestações na forma de presentes e regalos, mas que, no fundo, apresentam um caráter involuntário.