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“Para a Antropologia funcionalista, a definição de cultura pode ser resumida como um todo integrado, uma síntese de instituições (jurídicas, econômicas, religiosas, et. Responsáveis pela perpetuação da dinâmica social entre seus membros.”
(SILVA, 2001)
Sobre o conceito de cultura na perspectiva da Antropologia Funcionalista é CORRETO afirmar:
Trouxe o reconhecimento da diversidade cultural e de que as expressões culturais devem ser compreendidas a partir da percepção dos seus praticantes.
A antropologia deve estudar os elementos universais nas diferentes culturas que são modelos inconscientes que servem como uma referência para os indivíduos e coletividades organizarem o mundo e lhe darem sentido.
A cultura é um complexo sistema simbólico do quão os indivíduos não podem se libertar.
As trajetórias independentes dos grupos humanos resultaram nas diferenças culturais.
O contato dos grupos sociais com elementos de outras culturas forma um mosaico de práticas e saberes originados a partir de sociedades anteriores.
No livro “Os ritos de passagem”, Arnold Van Gennep distingue os ritos de passagem em três categorias: ritos de separação, ritos de margem e ritos de agregação.
Na segunda metade do século XX, um antropólogo britânico retomou o diálogo com Van Gennep e tornou-se um dos nomes mais expoentes dos estudos dos rituais.
Esse autor foi
Max Gluckman.
Victor Turner.
Tim Ingold.
Marilyn Strathern.
Anthony Giddens.
O antropólogo norte-americano Marshall Sahlins produziu diversas obras que são de grande importância até hoje na antropologia. Entretanto, uma das suas obras tornou-se um tema polêmico e deu origem a um grande debate acadêmico. O debate acadêmico teve início em 1983, quando o pesquisador norte-americano abordou a questão do assassinato do capitão inglês James Cook pelos nativos havaianos. Segundo Sahlins, o assassinato do capitão inglês teria como origem uma interpretação religiosa dos nativos que o identificaram como o deus havaiano Lono. Essa tese foi alvo de crítica pelo antropólogo do Sri Lanka Gananath Obeyesekere, em sua obra The Apotheosis of Captain Cook . Uma crítica de Gananath Obeyesekere a Marshall Sahlins foi:
Gannath Obeyesekere defende que a interpretação de Shalins sobre o assassinato do capitão Cook é acertada, mas carece de trabalho de campo.
Segundo Gannath Obeyesekere, os nativos havaianos eram racionais e, portanto, não confundiriam o capitão inglês Cook com o Deus havaiano Lono.
A crítica de Obeyesekere é acerca da desvalorização que Marshall Shalins destina à cosmologia havaiana e, em especial, ao Deus Sauva.
Para Obeysekrere, o caso do assassinato do capitão Cook é apenas um fato corriqueiro e sem importância, ao contrário do que é defendido por Marshall Sahlins.
Entre os clássicos do pensamento social brasileiro encontramos Florestan Fernandes. Uma das obras seminais e com importante impacto na antropologia é A função social da guerra na sociedade tupinambá (1952). A respeito dessa obra é correto afirmar:
Como um representante do marxismo brasileiro, Florestan Fernandes adotou na obra A função social da guerra na sociedade tupinambá o materialismo histórico como perspectiva teórico-metodológica.
Florestan Fernandes adotou, para o desenvolvimento de sua pesquisa junto à sociedade tupinambá, a observação participante, o que possibilitou compreender como pensavam, criam e agiam.
A obra A função social da guerra na sociedade tupinambá inaugurou no Brasil a antropologia simbólica ao apontar caminhos teóricos metodológicos para a compressão dos sentidos da guerra entre os tupinambás.
A função social da guerra na sociedade tupinambá é uma obra baseada na metodologia funcionalista, que observou a guerra em suas conexões e vinculações com os demais fenômenos do contexto social.
O interacionismo simbólico teve grande importância na formação inicial de Florestan Fernandes, o que o influenciou fortemente na produção de A função social da guerra na sociedade tupinambá.
Ao longo dos anos, foram nascendo, na antropologia, diversas escolas com teorias distintas. Algumas já não têm mais representantes na atualidade. As escolas antropológicas estão cronologicamente apresentadas em:
evolucionismo, estruturalismo, pós-modernismo e difusionismo.
pós-modernismo, estruturalismo, difusionismo e funcionalismo.
funcionalismo, estruturalismo, evolucionismo e difusionismo.
evolucionismo, funcionalismo, difusionismo e estruturalismo.


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A Antropologia, um estudo do homem, por um bom tempo voltou seus esforços para os territórios colonizados do Oriente (Índia e China), para a África e a América, com pesquisas de campo, metodologia empírica, coletando detalhes culturais, materiais linguísticos dessas populações. Após o movimento iluminista do século XIX, a Antropologia passou a ser estruturada sob o enfoque da Antropologia Física e da Antropologia Cultural. No século seguinte, surgem novas abordagens dos estudos antropológicos. Considerando essas novas abordagens da Antropologia, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação entre elas:
COLUNA I
1. Evolucionismo
2. Culturalismo
3. Funcionalismo
4. Estruturalismo
COLUNA II
( ) Essa vertente é baseada, sobretudo, nos trabalhos dos antropólogos Franz Boas e Ruth Benedict, e considera que as culturas humanas são caracterizadas por processos e constituintes históricos precisos, para cuja compreensão concorrem as condições ambientais, os fatores psicológicos e os efeitos das relações históricas sobre cada comunidade.
( ) Essa abordagem foi a plataforma de investigação inicial das ciências sociais e, particularmente, da Antropologia. Alguns estudiosos contribuíram para a compreensão dessa abordagem, como por exemplo, Lewis Henry Morgan, Edward Burnett Tylor e James George Frazer, sendo que seus trabalhos influenciaram o posterior desenvolvimento não só da antropologia, mas também das ciências sociais.
( ) Essa abordagem da Antropologia tem a intenção de analisar o elemento inobservável, ou invisível que está na base das culturas, que subjaz toda relação entre os indivíduos, os grupos e as instituições sociais. O pesquisador mais importante nessa abordagem foi o antropólogo Lévi-Strauss.
( ) Essa vertente da Antropologia surgiu com os valiosos trabalhos de Bronislaw Malinowski. Nela, a relevância está em estudar as culturas isoladamente, sem tomar nenhuma outra por parâmetro comparativo. Nessa abordagem, o antropólogo deve mergulhar intensamente no convívio, nos hábitos e costumes de um povo, com observação, escuta, descrição e interpretação.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
4, 3, 2, 1
1, 3, 4, 2
3, 4, 2, 1
1, 2, 4, 3
2, 1, 4, 3
Qual a principal abordagem teórica das teorias funcionalistas que eclodiram na metade do século XX, tanto na antropologia quanto na sociologia?
O desenvolvimento de temas como parentesco, totemismo e mitos, o que consagrou Lévi-Strauss como autor e o acompanhou por, praticamente, toda a sua vida intelectual.
A cultura popular como uma cultura imposta de cima para baixo.
Os sistemas socioculturais só podem ser analisados em um determinado momento histórico.
Uma microcultura é estudada em circunstâncias concretas e particulares da prática, sem levar em conta as circunstâncias culturais e históricas específicas.
O contexto que vai permitir situar cada costume como uma ilustração crítica de momentos ou estágios socioculturais específicos.
O funcionalismo e o estrutural-funcionalismo são duas perspectivas teóricas da antropologia. O principal expoente de cada uma dessas perspectivas, a sua proposta de análise temporal e o objeto do estudo são, respectivamente:
Bronislaw Malinowski propõe uma análise sincrônica das funções que os fatos culturais possuíam em relação ao indivíduo e ao todo social; Radcliffe-Brown propõe a análise sincrônica da estrutura social como realidade empírica.
Franz Boas propõe uma análise sincrônica das funções que os fatos culturais possuíam em relação ao indivíduo e ao todo social; Levi-Strauss propõe a análise sincrônica da estrutura social como realidade empírica.
Edward Evans-Pritchard propõe uma análise diacrônica das funções que os fatos culturais possuíam em relação ao indivíduo e ao todo social; Radcliffe-Brown propõe a análise diacrônica da estrutura social como realidade empírica.
Franz Boas propõe uma análise diacrônica das funções que os fatos culturais possuíam em relação ao indivíduo e ao todo social; Edward Evans-Pritchard propõe a análise sincrônica da estrutura social como realidade abstrata.
O funcionalismo e o estrutural-funcionalismo referem-se à seguinte tradição da antropologia:
Francesa
Americana
Inglesa
Alemã


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Segundo Mauss, as prestações totais são uma forma mais evoluída e rara das prestações totais de tipo agonístico.
A dádiva caracteriza-se pela mistura de categorias que, na sociedade ocidental de tipo individualista, são pensadas separadas e contraditórias entre si, como o interesse e o desinteresse.
Reciprocidade negativa designa a ausência da troca e, portanto, a ausência de qualquer tipo de interação entre os indivíduos ou grupos sociais.


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Conceitua-se função como a contribuição de qualquer atividade recorrente no tempo para a manutenção da continuidade estrutural.
Forma estrutural é a rede de relações entre indivíduos concretos, existentes em uma determinada sociedade e em um momento específico do tempo e do espaço, enquanto a estrutura social é a rede de relações abstraída de seus componentes concretos.
A corrente teórica conhecida por entender cada cultura como um todo coerente ou um sistema coerentemente integrado de relações sociais onde todos os elementos se harmonizam uns aos outros e nada ocorre ao acaso recebeu o nome de:
Evolucionismo.
Funcionalismo.
Estruturalismo.
Pós-estruturalismo.
A escola sociológica francesa apoia-se em dois postulados inter-relacionados: a origem e o caráter do pensamento são coletivos; cabe à pesquisa sociológica localizar esta parte social na construção do pensamento, sendo o papel do sociólogo descobrir os significados profundos, inconscientes da cultura. Nesta perspectiva, Marcel Mauss atesta para:
Uma noção de pessoa inata ao indivíduo, pautada no psicológico, social e cultural.
O indivíduo é percebido em sua representação coletiva e não como uma simples categoria de entendimento.
A interação da pessoa e sua homogeneidade no contexto das oposições de entendimento.
O indivíduo é visto apenas psicologicamente como uma pessoa.
A criação da noção de pessoa como categoria de entendimento.
Em seu estudo sobre a religião primitiva, Émile Durkheim afirma que este não é um estudo sobre a religião, mas sobre a sociedade.